{"id":1153,"date":"2024-03-06T17:32:42","date_gmt":"2024-03-06T22:32:42","guid":{"rendered":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/circulacao-e-sociabilidades-da-caja-kichwa-de-sarayaku\/"},"modified":"2024-10-10T14:42:57","modified_gmt":"2024-10-10T19:42:57","slug":"circulacao-e-sociabilidades-da-caja-kichwa-de-sarayaku","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/circulacao-e-sociabilidades-da-caja-kichwa-de-sarayaku\/","title":{"rendered":"Circula\u00e7\u00e3o e sociabilidades da \u201ccaja\u201d kichwa de sarayaku"},"content":{"rendered":"\n<p>Bernardo W. Marques-Baptista. Doutorando do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria da Arte, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Kichwas e Sarayaku<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os qu\u00edchuas s\u00e3o povos ind\u00edgenas da Am\u00e9rica do Sul que falam a l\u00edngua qu\u00edchua e est\u00e3o presentes em pa\u00edses sul-americanos, principalmente na Col\u00f4mbia, Equador, Peru, Bol\u00edvia, Argentina e Chile. No Equador utilizam a grafia \u201cKichwa\u201d como designa\u00e7\u00e3o, e s\u00e3o uma das 13 nacionalidades origin\u00e1rias&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; do pa\u00eds. Est\u00e3o presentes tanto nos Andes quanto na Amaz\u00f4nia equatoriana. S\u00e3o constitu\u00eddos por subgrupos onde costumes e pr\u00e1ticas diferem. Os princ\u00edpios da vida comunit\u00e1ria e da integra\u00e7\u00e3o entre ser humano e natureza \u00e9 o que une estas nacionalidades.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Sumak Kawsay<\/em>, em tradu\u00e7\u00e3o livre \u201cbem-viver\u201d ou viver em plenitude, \u00e9 uma&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; percep\u00e7\u00e3o de mundo que rege estas na\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias equatorianas. Esta no\u00e7\u00e3o se baseia em cinco princ\u00edpios: sem conhecimento ou sabedoria n\u00e3o h\u00e1 vida (<em>Tucu Yachay<\/em>); todos surgimos da m\u00e3e terra (<em>Pacha Mama<\/em>); a vida \u00e9 plena (<em>hambi kawsay<\/em>); a vida \u00e9 coletiva (<em>sumak kama\u00f1a<\/em>); e todos temos ideais ou sonhos (<em>Hatun Muskuy<\/em>) (Acosta, 2016). Esta, e no\u00e7\u00f5es similares, t\u00eam sido consideradas e inseridas nos processos de reformula\u00e7\u00e3o das constituintes e de planos nacionais de desenvolvimento em pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul no s\u00e9culo XXI, como oposi\u00e7\u00e3o aos ideais de desenvolvimento econ\u00f4mico capitalista, colaborando com uma inser\u00e7\u00e3o pol\u00edtica n\u00e3o ocidental e amplia\u00e7\u00e3o do pensamento contra-colonial local e global.<\/p>\n\n\n\n<p>Como parte integrante do projeto \u201c<em>Conectar la frontera amaz\u00f3nica: fluidez art\u00edstica y cultural en la modernidad temprana<\/em>\u201d realizamos oficinas em territ\u00f3rios amaz\u00f4nicos no Equador em 2023, muito interessados em observar estas resist\u00eancias, (re)exist\u00eancias e pol\u00edticas pautadas por uma l\u00f3gica ind\u00edgena da alteridade. No dia 26 de setembro partimos em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Sarayaku, Territ\u00f3rio Kichwa situado na prov\u00edncia de Pastaza, regi\u00e3o centro-sul da Amaz\u00f4nia equatoriana, que tem como idiomas o espanhol e o qu\u00edchua. Sa\u00edmos de Puyo, capital da prov\u00edncia, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 um porto em Canelos onde fomos recebidos por Gerardo Gualinga e uma equipe de locais, descendo o rio Bobonaza em embarca\u00e7\u00f5es pequenas at\u00e9 nosso destino. Gerardo \u00e9 uma importante lideran\u00e7a de Sarayaku, tendo sido <em>Kuraka<\/em><a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a> e l\u00edder do grupo de seguran\u00e7a interna WIO, coletivo estabelecido em 2004 atrav\u00e9s do estatuto do Povo Nativo Kichwa de Sarayaku e que tem um papel importante garantindo as regras de coexist\u00eancia e da paz local.&nbsp; Ele e sua fam\u00edlia nos acompanharam durante os dois dias de estadia em Sarayaku provendo hospedagem, alimenta\u00e7\u00e3o e apresentando o territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nossa primeira sa\u00edda rumo ao centro do povoado passamos pela casa de Gerardo Gualinga, que disp\u00f5e de um p\u00e1tio coberto com uma estrutura de palha \u2013 uma maloca \u2013, onde fizemos reuni\u00f5es e viv\u00eancias durante os dias que permanecemos no territ\u00f3rio. Me chamou aten\u00e7\u00e3o um tambor que estava pendurado na estrutura da maloca, bem pr\u00f3ximo \u00e0 porta de sua casa, como se&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; estivesse constantemente dispon\u00edvel e acess\u00edvel ao uso. Ao longo dos dias de imers\u00e3o pude conhecer mais sobre este objeto e sua import\u00e2ncia no cotidiano da comunidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_20230927_060309-576x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-982\" srcset=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_20230927_060309-576x1024.jpg 576w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_20230927_060309-169x300.jpg 169w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_20230927_060309-768x1366.jpg 768w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_20230927_060309-863x1536.jpg 863w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_20230927_060309-1151x2048.jpg 1151w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_20230927_060309-scaled.jpg 1439w\" sizes=\"auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Caja de Gerardo Gualinga disposta em maloca. Foto do autor.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_20230927_061353-576x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-985\" srcset=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_20230927_061353-576x1024.jpg 576w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_20230927_061353-169x300.jpg 169w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_20230927_061353-768x1366.jpg 768w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_20230927_061353-863x1536.jpg 863w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_20230927_061353-1151x2048.jpg 1151w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_20230927_061353-scaled.jpg 1439w\" sizes=\"auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Gerardo Gualinga e sua <em>caja. <\/em>Foto do autor.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Caja Kichwa e suas sociabilidades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Este membranofone \u00e9 chamado de <em>caja<\/em> pelos Kichwas. As <em>cajas<\/em> atuam como instrumentos musicais, e como objetos mediadores de din\u00e2micas sociais. Sua utiliza\u00e7\u00e3o e presen\u00e7a diferem entre os povos Kichwa da Amaz\u00f4nia. Os tambores kichwas est\u00e3o presentes em casamentos, ritos de gesta\u00e7\u00e3o e nascimento (Calapucha et al, 2012), movimentos por reivindica\u00e7\u00e3o de direitos, trabalhos comunit\u00e1rios, reuni\u00f5es e festas locais. Em Sarayaku est\u00e3o nas mingas, chichadas, visitas oficiais a outras comunidades, e em festas de grande import\u00e2ncia para o povo Kichwa de Sarayaku, conforme o relato de Gerardo, exposto a seguir.<\/p>\n\n\n\n<p>Entrevista de Gerardo Gualinga:<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Gerardo Gualinga, crian\u00e7as do sexo masculino, com faixa et\u00e1ria entre 7 e 12 anos, aprendem com Maestros \u2013 pais, tios, av\u00f4s ou parentes \u2013 a produzir e tocar suas cajas. Estes conhecimentos s\u00e3o repassados no cotidiano familiar e refor\u00e7ados no ambiente escolar. Sarayaku possui um centro de educa\u00e7\u00e3o tradicional chamado Escola Tayak Wasi, tamb\u00e9m conhecido como Escola de Resist\u00eancia Pac\u00edfica. A escola se dedica \u00e0 transmiss\u00e3o, aprendizagem e revaloriza\u00e7\u00e3o dos conceitos ancestrais e do pensamento filos\u00f3fico da Kawsak Sacha. Kawsak Sacha \u00e9, portanto, um conceito \/ proposta pol\u00edtica \/ pr\u00e1tica cotidiana que pensa a conserva\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio natural enquanto um ser vivo, consciente, constitu\u00eddo por todos os seres da Selva Vivente, como sujeito de direitos. Esta base da estrutura socio-cosmo-pol\u00edtica integra os princ\u00edpios de vida do povo de Sarayaku. O centro educativo, criado em 1994, colabora no fortalecimento dos pilares do \u201cbem-viver\u201d fortalecendo os princ\u00edpios da vida comunit\u00e1ria, da terra saud\u00e1vel, e da perpetua\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas culturais e espirituais ancestrais amaz\u00f4nicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">El territorio de Sarayaku no es solo un espacio f\u00edsico y geogr\u00e1fico sino el lugar desde donde elevamos nuestras emociones al entrar en conexi\u00f3n com el mundo de los Seres Protectores de los s\u00edtios vivientes, con quienes sostenemos relaciones que nos permiten reproducir nuestros sistemas econ\u00f3micos, nuestras tecnologias propias, nuestros conocimientos y ci\u00eancia; nuestra vida social, cultural, espiritual; nuestros sistemas organizativos y pol\u00edticos para construir nuestro futuro, decidir nuestros destinos de forma aut\u00f3noma y asegurar nuestra continuidad como Pueblo originario. Pueblo Originario Kichwa de Sarayaku, 2018, p.3<\/p>\n\n\n\n<p>Em Sarayaku a <em>Aswa<\/em>, ou chicha, bebida fermentada de mandioca, tem papel central nas a\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias e na vida dos Kichwa Runa. A chicha amplia a harmonia entre a comunidade, possibilitando importantes trocas, fortalecendo pessoas e rela\u00e7\u00f5es. Na manuten\u00e7\u00e3o do ro\u00e7ado de mandioca (<em>chagras<\/em> ou <em>chakras<\/em>) participam homens e mulheres; j\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o da bebida e da cultura material relacionada \u00e0 chicha (cuias e jarras de cer\u00e2mica) ficam a cargo das mulheres, enquanto os \u201cconvites\u201d e integra\u00e7\u00e3o da comunidade nas \u201cchichadas\u201d s\u00e3o responsabilidade dos homens. A caja \u00e9 uma importante acompanhante dos fazeres desta beberagem. Atuam como chamamento da chicha: quando a chicha \u00e9 feita nas resid\u00eancias os tambores tocam avisando que h\u00e1 bebida. O som do tambor significa que todas as pessoas que quiserem podem ir tomar chicha naquela casa porque h\u00e1 em abund\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>As mingas, ou minkas, s\u00e3o mobiliza\u00e7\u00f5es coletivas para execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o que beneficie a comunidade ou uma fam\u00edlia. Um conceito andino e milenar que sintetiza rela\u00e7\u00f5es de reciprocidade, compromisso e complementaridade atrav\u00e9s do trabalho comunal, sistema de trabalho que tamb\u00e9m foi utilizado durante o imp\u00e9rio Inca. Nas mingas comunit\u00e1rias participam todas as comunidades, sendo coordenadas pelo Conselho de Governo de Sarayaku e pelos sete Kurakas. A\u00e7\u00f5es em prol do bem-estar geral s\u00e3o realizadas nestes encontros, organizados com um m\u00eas de anteced\u00eancia. O Kuraka encarregado pela minga convida a comunidade local para participar da a\u00e7\u00e3o coletiva, e a chicha para esta ocasi\u00e3o \u00e9 produzida por sua esposa (kuraka mama), sendo servida ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o do trabalho, em uma festa onde se bebe e dan\u00e7a ao som das cajas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Uyanza Raymi<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As cajas s\u00e3o feitas de madeira de cedro esculpido com circunfer\u00eancia entre 23 e 25 cm, peles animais em ambos os lados, sendo o couro que se golpeia (<em>waktana<\/em>) de <em>peccary<\/em> (queixada) e o couro que ressoa (<em>tzigaru<\/em>) de <em>mono nocturno<\/em>, enquanto a tens\u00e3o e afina\u00e7\u00e3o das peles \u00e9 feita por uma fibra vegetal da palma <em>Pacaya<\/em> (do g\u00eanero bot\u00e2nico <em>Chamaedorea<\/em>), tran\u00e7ada e presa em zigue-zague que nomeiam de <em>chambira<\/em>. Sendo a caja feita dos principais materiais zelados por Amazanka<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, \u00e9 uma materialidade que conecta e cria resson\u00e2ncias com o imaterial de sacha (selva).<\/p>\n\n\n\n<p>A <em>Uyanza<\/em>, ou <em>Uyantza<\/em>, festa que \u201cpresta homenagem e agradecimentos pela bondade e abund\u00e2ncia concedidas por <em>Amazanka<\/em> e pela M\u00e3e Terra\u201d (Pueblo originario kichwa de sarayaku, 2022), \u00e9 realizada de forma trienal, nos meses de fevereiro. A cerim\u00f4nia era realizada anualmente, mas teve sua regularidade alterada visando a conserva\u00e7\u00e3o local. Em Sarayaku \u00e9 Amazanka \u201cquem autoriza a ca\u00e7a para sustento familiar, nunca por simples divers\u00e3o\u201d (Pueblo originario kichwa de sarayaku, 2022).&nbsp; \u00c9 a maior e mais importante festa de Sarayaku, sendo realizada desde tempos remotos e que festeja a vida. S\u00e3o cerca de duas semanas de Uyanza que englobam sa\u00eddas para ca\u00e7a, produ\u00e7\u00e3o de Aswa (chicha), celebra\u00e7\u00f5es, matrim\u00f4nios e o conv\u00edvio social com o territ\u00f3rio. H\u00e1 uma complexa organiza\u00e7\u00e3o na festividade, onde os festeiros\/anfitri\u00f5es (e suas fam\u00edlias) s\u00e3o escolhidos para organizar a festividade junto \u00e0 comunidade. Estes s\u00e3o conhecidos como \u201cYachukkuna\u201d, divididos em 4 \u201ccasas\u201d: lanza, warmi wawa, kari wawa y rusariu mama. Essas delega\u00e7\u00f5es, determinadas dois anos antes em comum acordo, orientam as responsabilidades da festividade, como a produ\u00e7\u00e3o de mandioca, busca por ajudantes e tamboreiros, as sa\u00eddas para ca\u00e7a, e a produ\u00e7\u00e3o de Aswa, que \u00e9 utilizada para consumo e banho durante os dias da Uyanza. Realizadas na pra\u00e7a central de Sarayaku e acompanhadas pelos tambores, os banhos de chicha seriam uma met\u00e1fora para a regenera\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio a partir do per\u00edodo das chuvas que se iniciam nesta \u00e9poca do ano (Santos, 2022).<\/p>\n\n\n\n<p>A festividade inicia com a \u201c<em>Yantankichu<\/em>\u201d que \u00e9 uma minga da lenha, onde a comunidade se re\u00fane para coletar e doar lenha aos anfitri\u00f5es que est\u00e3o respons\u00e1veis por produzir chicha, e assar os alimentos que ser\u00e3o consumidos na celebra\u00e7\u00e3o. Dois dias depois da minga da lenha cerca de 200 homens partem para a ca\u00e7ada. \u201c<em>Ringuichu<\/em>\u201d \u00e9 o per\u00edodo de 14 dias em que homens adultos e jovens partem para o interior de Sacha. Na manh\u00e3, antes de sair para ca\u00e7ar, os homens com todos os equipamentos de ca\u00e7a tocam seus tambores e dan\u00e7am na pra\u00e7a central. Para purificar a energia, as <em>apa mama<\/em> (av\u00f3s) de Sarayaku, colocam urtigas nos p\u00e9s e colocam <em>ruyak allpa<\/em> (lama branca) e <em>yana allpa<\/em> (lama preta) como camuflagem para os rostos dos valentes ca\u00e7adores antes de entrar na selva. As mulheres que ficaram na cidade produzem as mais belas cer\u00e2micas de barro (<em>mokawas, kallianas e purus<\/em>) para fornecer chicha e comida nos dias de festa. Ap\u00f3s os 14 dias ouve-se o som de tambores anunciando o retorno dos ca\u00e7adores que trazem carne e peles de animais. As mulheres os aguardam com centenas de litros de chicha, mokawas e com pinturas no rosto, \u00e0s margens do Rio Bobonaza. Nas casas dos festeiros, os homens entregam as carnes coletadas no per\u00edodo de ca\u00e7a, s\u00edmbolo de bondade, solidariedade e oferenda da selva, dom\u00ednio dos Amazanka (Sarayaku, 2022). Como s\u00edmbolo da fertilidade e abund\u00e2ncia da M\u00e3e Terra, as mulheres continuam oferecendo chicha nos dias que seguem a festa. Respeitando um antigo ritual de boas-vindas, as festividades prosseguem durante quatro dias, onde s\u00e3o trocados presentes, h\u00e1 comida comunit\u00e1ria e agradecimento \u00e0 natureza. Ao final da festa, as peles dos animais ca\u00e7ados s\u00e3o devolvidas \u00e0 Sacha (Pueblo originario kichwa de sarayaku, 2022).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Este ritual sagrado da Uyantza simboliza a vida e reafirma a validade e soberania do Povo Original Kichwa de Sarayaku. \u00c9 um ato de unidade e solidariedade entre os povos e uma gratid\u00e3o aos Amazanka, aos Nunkuli e \u00e0 M\u00e3e Terra, pela bondade e abund\u00e2ncia que a M\u00e3e Natureza lhes concede todos os dias. Pueblo originario kichwa de sarayaku, 2022<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Observando pontualmente a circula\u00e7\u00e3o e presen\u00e7a da caja kichwa de Sarayaku podemos ter uma breve no\u00e7\u00e3o de como o modo de vida comunit\u00e1rio e a rela\u00e7\u00e3o harmoniosa com a biodiversidade s\u00e3o eixos fundamentais que articulam o cotidiano dos Kichwa Runa de Sarayaku atrav\u00e9s de sociabilidades, lutas, modos de saber, fazer e de se relacionar com os territ\u00f3rios amaz\u00f4nicos.<\/p>\n\n\n\n<p>O desenvolvimento de pesquisa de campo e viv\u00eancia na Amaz\u00f4nia equatoriana puderam colaborar na amplia\u00e7\u00e3o da observa\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o de objetos, principalmente os musicais, integrados \u00e0 vida social e seus protagonismos em festividades amaz\u00f4nicas, investiga\u00e7\u00e3o que tenho dedicado em meus percursos acad\u00eamicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Bibliografia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ACOSTA, Alberto. O bem viver &#8211; Uma oportunidade para imaginar outros mundos.&nbsp; Tradu\u00e7\u00e3o de Tadeu Breda. S\u00e3o Paulo:&nbsp; Autonomia Liter\u00e1ria. Ed. Elefante, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>CALAPUCHA, A.; ANDY, P.; CALAPUCHA, L.; L\u00d3PEZ, H. S.; SHIGUANGO, K. C.; TANGUILA, A.; TANGUILA, D.; YASACAMA, C. Sabidur\u00eda de la Cultura Kichwa de la Amazon\u00eda Ecuatoriana. Tomo I e II. Quito\/Cuenca: Universidad de Cuenca\/ Dineib\/ Unicef, 2012. hhttp:\/\/dspace.ucuenca.edu.ec\/handle\/123456789\/25660<\/p>\n\n\n\n<p>CUBILLO-GUEVARA, Ana Patricia et al. El Origen del Buen Vivir: el plan amazanga de la opip. Huelva: Ediciones Bonanza, 2019. 274 p. Dispon\u00edvel em: https:\/\/edicionesbonanza.es\/catalogo\/el-origen-del-buen-vivir-el-plan-amazanga-de-la-opip.<\/p>\n\n\n\n<p>G., Eduardo Tamayo. Venimos en nombre de todas las vidas de la selva. 1992. Publicado en \u201cColombia Hoy\u201d, N\u00ba 102, Bogot\u00e1, junio-julio de 1992. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.alainet.org\/es\/active\/23002. Acesso em: 10 nov. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>PUEBLO ORIGINARIO KICHWA DE SARAYAKU. Uyantza. 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/sarayaku.org\/sarayaku-celebrara-la-fiesta-de-la-unidad\/. Acesso em: 02 nov. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>_____________. Declaraci\u00f3n Kawsak Sacha \u2013 Selva viviente, ser vivo y consciente, sujeto de derechos. 2018. Dispon\u00edvel em: https:\/\/sarayaku.org\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/1.Declaraci%C3%B3n-Kawsak-Sacha-26.07.2018.pdf. Acesso em: 10 nov. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>_____________. Elaboracion de tambor en uyantza. 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/sarayaku.org\/elaboracion-de-tambores-tradicionales\/. Acesso em: 02 nov. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>_____________. Kawsak sacha \u2013 selva viviente. 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/sarayaku.org\/propuesta-kawsak-sacha\/. Acesso em: 02 nov. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>_____________. El ritual de la cacer\u00eda y la pesca. 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/sarayaku.org\/1501\/. Acesso em: 02 nov. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>SANTI, E. Warmipangui Kichwa Canelos (Amazon\u00eda Ecuatoriana): memoria, afectividad, cuerpo y persona. Tese (Doutorado em Antropologia Social) \u2013 Departamento de Antropologia Social, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>SANTOS, Marina Ghirotto. O devido dil\u00favio: um convite \u00e0 uyanza. Actas del VI Congreso de La Asociaci\u00f3n Latinoamericana de Antropolog\u00eda: Desaf\u00edos emergentes: antropolog\u00edas desde Am\u00e9rica Latina y el Caribe, Montevideo, v. 6, n. 1, p. 429-439, jun. 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/asociacionlatinoamericanadeantropologia.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ALA-ACTAS-DEL-CONGRESO-6-WEB.pdf. Acesso em: 08 out. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>WHITTEN, N.; WHITTEN, D. Puyo Runa: imagery and power in modern Amazonia. Urbana: University of Illinois Press, 2008.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Kurakas s\u00e3o autoridades tradicionais que representam uma das sete regi\u00f5es que compreendem o territ\u00f3rio de Sarayaku (Kali Kali, Sarayakillu, Chuntayaku, Shiwakucha, Puma, Kushillu Urku e Mawka Llakta).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Al\u00e9m de Pachamama, existem outros seres que zelam pelos ecossistemas que integram este territ\u00f3rio.&nbsp; De acordo com Enoc Santi (2022, p.180) Amasanga, ou Amazanka, \u00e9 para os povos Kichwas \u201co grande guardi\u00e3o da selva que a tomou como seu lar, mant\u00e9m em bom estado e equil\u00edbrio do meio ambiente, da diversidade biol\u00f3gica e dos recursos naturais, e fez sua casa nos troncos e \u00e1rvores\u201d. Amazanka \u00e9 um mestre-protetor-dono de Sacha, o espa\u00e7o da floresta, (Santos, 2022) e segundo a cosmopercep\u00e7\u00e3o Kichwa \u00e9 quem controla os rel\u00e2mpagos e trov\u00f5es, som este que est\u00e1 relacionado ao som das cajas (Whittens, 2008).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bernardo W. Marques-Baptista. Doutorando do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria da Arte, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro Kichwas e Sarayaku Os qu\u00edchuas s\u00e3o povos ind\u00edgenas da Am\u00e9rica do Sul que falam a l\u00edngua qu\u00edchua e est\u00e3o presentes em pa\u00edses sul-americanos, principalmente na Col\u00f4mbia, Equador, Peru, Bol\u00edvia, Argentina e Chile. 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