{"id":1155,"date":"2024-03-06T17:12:00","date_gmt":"2024-03-06T22:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\/"},"modified":"2024-10-10T14:43:53","modified_gmt":"2024-10-10T19:43:53","slug":"alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\/","title":{"rendered":"Alguns pontos de encontro entre a fotografia de Claudia Andujar e o xamanismo Yanomami"},"content":{"rendered":"\n<p>Adriana Amosso Dolci Leme Palma. Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o Interunidades em Est\u00e9tica e Hist\u00f3ria da Arte da Universidade de S\u00e3o Paulo (PGEHA USP) e o Departamento de Hist\u00f3ria da Arte da Universidade Westf\u00e4lische Wilhelms de M\u00fcnster<\/p>\n\n\n\n<p>Os termos <em>xam\u00e3<\/em> e <em>xamanismo<\/em> &nbsp;muitas vezes refletem uma abstra\u00e7\u00e3o concebida a partir do ponto de vista ocidental para dar conta de compreender fen\u00f4menos e comportamentos advindos de culturas distintas daquelas centradas no modo de vida urbano, capitalista, industrializado, disseminado a partir da Europa ocidental e dos Estados Unidos. Conforme Jeremy Narby comenta:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">O termo \u201cxamanismo\u201d foi inventado pelos antrop\u00f3logos para classificar as pr\u00e1ticas menos compreens\u00edveis dos \u201cprimitivos\u201d [&#8230;] A partir do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, os antrop\u00f3logos progressivamente ampliaram o uso desse termo siberiano e encontraram xam\u00e3s na Indon\u00e9sia, em Uganda, no Polo Norte e na Amaz\u00f4nia. [&#8230;] Por volta da metade do s\u00e9culo XX, no entanto, os antrop\u00f3logos come\u00e7aram a n\u00e3o s\u00f3 perceber que os \u201cprimitivos\u201d n\u00e3o existem como tal, mas tamb\u00e9m que os xam\u00e3s s\u00e3o menos loucos do que se pensava [&#8230;] Em 1949, num ensaio que foi um divisor de \u00e1guas, L\u00e9vi-Strauss afirmou que o xam\u00e3 [&#8230;] \u00e9 uma esp\u00e9cie de psicoterapeuta \u2013 com a diferen\u00e7a que \u201co psicanalista escuta, enquanto o xam\u00e3 fala\u201d [&#8230;] De 1960 a 1980, as autoridades mais reconhecidas da disciplina definiram o xam\u00e3 sobretudo como um criador de ordem, algu\u00e9m que domina o caos ou evita a desordem. [&#8230;] A partir dos anos 1970, surgiu um novo discurso, apresentando o xam\u00e3 n\u00e3o s\u00f3 como criador de ordem mas tamb\u00e9m como um especialista em toda esp\u00e9cie de of\u00edcio: ao mesmo tempo \u2018m\u00e9dico, farmac\u00eautico, psicoterapeuta, soci\u00f3logo, fil\u00f3sofo, advogado, astr\u00f3logo e padre. Durante os anos 1980, por fim, alguns iconoclastas afirmaram que os xam\u00e3s s\u00e3o, antes de tudo, criadores de desordem! Quem s\u00e3o os xam\u00e3s? (NARBY, 2020, E-BOOK, P. 18-19).<\/p>\n\n\n\n<p>Essas caracter\u00edsticas que historicamente foram associadas pelo ocidente aos xamanismos n\u00e3o necessariamente conseguiram contemplar as especificidades culturais de variados povos detentores de pr\u00e1ticas xam\u00e2nicas.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho art\u00edstico de Claudia Andujar (Neuch\u00e2tel, 1931) pode ser tomado como exemplo de um outro percurso da cultura ocidental buscando entender uma cultura distinta da sua, pautada pela no\u00e7\u00e3o de xamanismo ou de experi\u00eancia xam\u00e2nica. As obras da artista parecem contribuir para tornar intelig\u00edvel para a sociedade centrada na epistemologia euroc\u00eantrica, &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;as formas de exist\u00eancia Yanomami<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o presente texto objetiva fazer uma breve reflex\u00e3o em torno dessas rela\u00e7\u00f5es a partir de an\u00e1lises de fotografias da s\u00e9rie <em>Sonhos Yanomami<\/em>, produzida entre 1971 e 2003<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, enfatizando aspectos dos xamanismos que s\u00e3o fundamentais ao modo de vida dos Yanomami e as percep\u00e7\u00f5es de Claudia Andujar sobre eles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Algumas palavras sobre os xamanismos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi no cerne da&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;Antropologia, disciplina nascida no contexto europeu do s\u00e9culo XIX, que a palavra <em>saman<\/em> \u2013 origin\u00e1ria dos povos tungues da Sib\u00e9ria para denominar algu\u00e9m que entra em transe e cura pessoas \u2013 foi tomada para denominar determinadas pr\u00e1ticas realizadas em diversas partes do mundo, dando origem ao termo <em>xam\u00e3<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os fen\u00f4menos inseridos no guarda-chuva conceitual intitulado por <em>xamanismo<\/em> s\u00e3o bastante variados e antigos, ocorrendo em diversas partes do mundo. Atualmente o termo \u00e9 amplamente difundido, sendo utilizado por estudiosos e tamb\u00e9m por parte das comunidades ind\u00edgenas. Outros termos an\u00e1logos, como <em>paj\u00e9<\/em> e <em>pajelan\u00e7a<\/em>, oriundos da l\u00edngua tupi-guarani, tamb\u00e9m s\u00e3o frequentemente usados em comunidades do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Am\u00e9rica do Sul, essa diversidade das pr\u00e1ticas dos xamanismos est\u00e1 presente em v\u00e1rios aspectos, como, por exemplo, na figura do xam\u00e3 que pode assumir uma posi\u00e7\u00e3o central em diversos povos, embora em outros haja a pr\u00e1tica do xamanismo sem tal figura<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Ainda h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es inversas, em que cada integrante da comunidade \u00e9 um xam\u00e3. Os xamanismos est\u00e3o presentes tanto na cidade quanto na floresta. H\u00e1 tamb\u00e9m o uso de plantas mestras que podem ser em algumas culturas ferramentas potentes do xam\u00e3, mas em outras constituem-se como o pr\u00f3prio xam\u00e3, a exemplo da&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;ayahuasca.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre as pr\u00e1ticas xam\u00e2nicas da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, Viveiros de Castro (2022, p. 327) comenta:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">O xamanismo pode ser definido como a capacidade manifestada por certos humanos de cruzar as barreiras corporais e adotar a perspectiva de subjetividades n\u00e3o-humanas. Sendo capazes de ver os n\u00e3o-humanos como estes se veem (como humanos), os xam\u00e3s ocupam o papel de interlocutores ativos no di\u00e1logo c\u00f3smico. Eles s\u00e3o como diplomatas que tomam a seu cargo as rela\u00e7\u00f5es interesp\u00e9cies, operando em uma arena cosmopol\u00edtica onde se defrontam as diferentes categorias s\u00f3cionaturais. Pareceu-me claro, ent\u00e3o, que o papel do xam\u00e3 n\u00e3o difere essencialmente do papel do guerreiro. Matadores e xam\u00e3s s\u00e3o comutadores ou condutores de perspectivas, os primeiros comutando o \u201ceu\u201d e o \u201coutro\u201d intra-humanos, os segundos o \u201ceu\u201d e o \u201coutro\u201d interespec\u00edficos. Como j\u00e1 se disse tantas vezes, o xamanismo \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o da guerra por outros meios: mas isso nada tem a ver com a viol\u00eancia em si mesma, e sim com a comunica\u00e7\u00e3o. Portanto, seria igualmente correto dizer que a guerra \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o do xamanismo por outros meios. Na Amaz\u00f4nia, o xamanismo \u00e9 agon\u00edstico tanto quanto a guerra \u00e9 sobrenatural.<\/p>\n\n\n\n<p>O xam\u00e3 Davi Kopenawa (KOPENAWA, ALBERT, 2015) defende que seu povo, Yanomami, apesar de ter modos de vida distintos dos ocidentais, possui uma longa hist\u00f3ria permeada pelo xamanismo, portanto tamb\u00e9m \u00e9 detentor de uma cultura t\u00e3o din\u00e2mica quanto esta. Esse hist\u00f3rico de pr\u00e1ticas xam\u00e2nicas est\u00e1 presente h\u00e1 s\u00e9culos em diversos povos da Am\u00e9rica do Sul<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Experimentalismos na fotografia de Claudia Andujar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Andujar n\u00e3o separou sua arte da sua pr\u00f3pria vida e da vida dos Yanomami, que segundo a artista, tornaram-se sua fam\u00edlia. Claudia nasceu na Su\u00ed\u00e7a, mudou-se para o Brasil ap\u00f3s persegui\u00e7\u00e3o nazista, que dizimou parte da sua fam\u00edlia. Ela usava suas fotografias para se comunicar na \u00e9poca em que chegou nas terras brasileiros, em meados da d\u00e9cada de 1950.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1971, quando esteve entre os Yanomami, pela primeira vez, n\u00e3o falava a l\u00edngua deles, o que iria aprender posteriormente, e a fotografia tamb\u00e9m foi meio de comunica\u00e7\u00e3o, reconhecimento e conex\u00e3o com aquele novo contexto de vida na floresta, criando uma esp\u00e9cie de tradu\u00e7\u00e3o visual de suas interpreta\u00e7\u00f5es daquela situa\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Sonhos Yanomami <\/em>foi produzida no in\u00edcio dos anos 2000 a partir de fotografias feitas desde a d\u00e9cada de 1970, ap\u00f3s trinta anos de trabalho e luta pol\u00edtica junto aos Yanomami, quando Claudia encerrava suas atividades \u00e0 frente da Comiss\u00e3o Pr\u00f3-Yanomami<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\">[6]<\/a>, que logrou a demarca\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios daquele povo entre outros feitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Andujar localiza a s\u00e9rie <em>Sonhos Yanomami <\/em>em sua trajet\u00f3ria:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Considero a s\u00e9rie \u201cSonhos\u201d um turning point em minha experi\u00eancia com os Yanomami. As imagens que comp\u00f5em a s\u00e9rie revelam os rituais xaman\u00edsticos dos Yanomami, sua reuni\u00e3o com os esp\u00edritos. A partir de sua cria\u00e7\u00e3o, eu comecei a conceber uma interpreta\u00e7\u00e3o imag\u00e9tica acerca dos rituais, fato que me deu acesso \u00e0 genealogia do povo, aglutinando aspectos da cultura e dissolvendo as fronteiras entre os seres humanos, seus deuses e a natureza, integrando todos em um fluxo cont\u00ednuo <a href=\"#_ftn7\" id=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;As cerca de 20 imagens fotogr\u00e1ficas que comp\u00f5em a s\u00e9rie s\u00e3o realizadas a partir de fotografias originalmente feitas em preto e branco, sobre as quais Andujar fez sobreposi\u00e7\u00f5es de outras imagens fotogr\u00e1ficas, tamb\u00e9m de sua autoria, e adicionou cores. Assim, o conjunto re\u00fane experimenta\u00e7\u00f5es fotogr\u00e1ficas desenvolvidas pela fot\u00f3grafa ao longo de sua carreira para registrar diferentes momentos do cotidiano desse povo, tais como: ilumina\u00e7\u00e3o \u00e0 base de lamparinas, lente grande-angular na qual aplicou a vaselina, ou ainda chacoalhava a c\u00e2mera, usava baixa velocidade de obtura\u00e7\u00e3o, fazia m\u00faltiplas exposi\u00e7\u00f5es para sobrepor imagens em um mesmo quadro, entre outras<a href=\"#_ftn8\" id=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>As fotografias a seguir (imagens 1 e 2) mostram o rosto de uma pessoa mesclando-se com \u00e1rvores gigantes e um animal aparece fundido ao c\u00e9u, de modo a evidenciar uma unidade entre os elementos, sugerindo a n\u00e3o separa\u00e7\u00e3o entre homem e natureza. Essa \u00e9 uma forma de pensamento comum a diversos povos amer\u00edndios, a exemplo dos kichwas de Sarayaku no Equador<a href=\"#_ftn9\" id=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, que usam o termo <em>Selva Viva<\/em> para se referir \u00e0 interconex\u00e3o entre todos os seres vivos e, portanto, aos seus direitos territoriais e \u00e0 natureza.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"805\" height=\"528\" src=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_1_texto_adriana.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-971\" srcset=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_1_texto_adriana.jpg 805w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_1_texto_adriana-300x197.jpg 300w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_1_texto_adriana-768x504.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 805px) 100vw, 805px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem 1: Floresta amaz\u00f4nica, Par\u00e1 &#8211; s\u00e9rie Sonhos Yanomami, 2002. Fonte: Galeria Vermelho.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"801\" height=\"528\" src=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_2_texto_adriana.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-974\" srcset=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_2_texto_adriana.jpg 801w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_2_texto_adriana-300x198.jpg 300w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_2_texto_adriana-768x506.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 801px) 100vw, 801px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem 2: Sem T\u00edtulo &#8211; da s\u00e9rie Sonhos Yanomami, 2002. Fonte: Galeria Vermelho<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><a><\/a>Na Imagem 3, a seguir, aparece uma cena de car\u00e1ter on\u00edrico, uma silhueta de uma figura humana em destaque \u00e0 frente de um grupo de pessoas e rodeada por raios luminosos, sugerindo esse contexto de aproxima\u00e7\u00e3o entre humanos e seres de outras esferas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"828\" height=\"548\" src=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_3_texto_adriana.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-977\" srcset=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_3_texto_adriana.jpg 828w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_3_texto_adriana-300x199.jpg 300w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_3_texto_adriana-768x508.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 828px) 100vw, 828px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem 3: Guerreiro de Toototobi &#8211; s\u00e9rie Sonhos Yanomami, 2002. Fonte: Galeria Vermelho.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Rituais xam\u00e2nicos&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;Yanomami s\u00e3o momentos de encontros e di\u00e1logos entre os v\u00e1rios seres, as \u00e1guas, os animais, os humanos e os elementos invis\u00edveis e transcendentes. Os homens e xam\u00e3s inalam o p\u00f3 <em>y\u00e3koana<\/em> e entram em contato com os esp\u00edritos da floresta, denominados <em>xapirip\u00eb<\/em>, que s\u00e3o brilhantes e dan\u00e7am. Sobre esses encontros Davi Kopenawa explica:<\/p>\n\n\n\n<p>Os xam\u00e3s, como eu disse, n\u00e3o dormem como os demais homens. De dia bebem o p\u00f3 de <em>y\u00e3koana<\/em> e fazem dan\u00e7ar seus esp\u00edritos diante de todos. \u00c0 noite, por\u00e9m, os <em>xapiri<\/em> continuam dando-lhes a ouvir seus cantos no tempo do sonho. Saciados de <em>y\u00e3koana<\/em>, n\u00e3o param nunca de se deslocar e seus pais, em estado de fantasma, viajam por interm\u00e9dio deles. \u00c9 desse modo que os xam\u00e3s conseguem sonhar as terras devastadas que cercam a nossa floresta e com a ebuli\u00e7\u00e3o das fuma\u00e7as de epidemia que surgem delas (KOPENAWA; ALBERT, 2015, p. 332).<\/p>\n\n\n\n<p>A s\u00e9rie evidencia leituras de Andujar de partes da cosmovis\u00e3o Yanomami e de momentos rituais, a partir de di\u00e1logos e trocas com os pr\u00f3prios Yanomami, conforme a artista comenta:<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, o que me d\u00e1 uma certa satisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 que quando eu mostro esse trabalho aos Yanomami eles percebem isso. Eles fazem o que faziam com os desenhos, ele v\u00ea essa imagem com toda essa invas\u00e3o de luz e ele come\u00e7a a contar a sua hist\u00f3ria. Um dia eu tinha esse trabalho Sonhos na Galeria vermelho exposto e o Davi [Kopenawa] estava l\u00e1, estava em S\u00e3o Paulo e eu levei ele l\u00e1. Ele come\u00e7ou a falar, explicar o que eram aquelas fotos para mim, para quem estava l\u00e1. Eu estava l\u00e1, tinha umas pessoas da galeria e ele falou: \u201cagora eu vou explicar para voc\u00eas o que voc\u00eas est\u00e3o vendo\u201d. As pessoas ficaram com a boca aberta: \u201cmas como? Quem tem que explicar isso \u00e9 a Cl\u00e1udia, como que voc\u00ea sabe\u201d. \u201cAh, porque eu sei, eu sei mais do que ela.\u201d. Ele n\u00e3o falou isso. Mas ele falou: \u201cEu sei o que \u00e9 isso.\u201d. Claro, n\u00e3o tenho d\u00favida, eu n\u00e3o sei tudo. De jeito nenhum. Eu tentei enxergar o que eu entendi (ANDUJAR apud MAUAD, 2012, p. 139).<\/p>\n\n\n\n<p><em>Sonhos Yanomami<\/em> evidencia a comunh\u00e3o dos pensamentos de Andujar com o aprendizados e viv\u00eancias tidas junto aos Yanomami. Em meio aos refazimentos da artista no Brasil, na busca por sua pr\u00f3pria identidade, ela encontrou nos Yanomami uma fam\u00edlia, o que se torna evidente nas v\u00e1rias trocas entre ela e o xam\u00e3 Davi Kopenawa. Obviamente que esse contato n\u00e3o ocorre sem ru\u00eddos e problemas, pr\u00f3prios desse \u00e2mbito das rela\u00e7\u00f5es interculturais<a href=\"#_ftn10\" id=\"_ftnref10\">[10]<\/a>. Mas, apesar da complexidade desse encontro cultural, ele resultou em frutos positivos na luta pela sobreviv\u00eancia do povo Yanomami, ao reunir as for\u00e7as dos Yanomami, de Andujar entre outras pessoas. A\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o Pr\u00f3-Yanomami deram origem n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 homologa\u00e7\u00e3o do Territ\u00f3rio Yanomami, mas tamb\u00e9m a outras iniciativas posteriores. A atual organiza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena Hutukara Associa\u00e7\u00e3o Yanomami, que promove a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, de promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, difus\u00e3o cultural, \u00e9 exemplo disso. As fotografias de Andujar vem sendo utilizadas, desde fins da d\u00e9cada de 1970, na divulga\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o da causa desse povo que continua amea\u00e7ado pelo garimpo ilegal e desmatamento at\u00e9 hoje. A organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ind\u00edgena por meio de associa\u00e7\u00f5es e divulga\u00e7\u00f5es de suas cosmovis\u00f5es e condi\u00e7\u00f5es de vida mostra-se uma a\u00e7\u00e3o essencial na luta pelos direitos e territ\u00f3rios desses povos. Isso n\u00e3o ocorre apenas no Brasil, mas em outros pa\u00edses tamb\u00e9m, a exemplo do Equador, com a j\u00e1 mencionada comunidade do povo Kichwa de Sarayaku (TAYJASARUTA), que tamb\u00e9m divulga suas atividades e lutas por meio de textos e imagens online, realiza a autogest\u00e3o do seu territ\u00f3rio, promove a luta pol\u00edtica e abre partes de seus espa\u00e7os para visita\u00e7\u00e3o externa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Refer\u00eancias:<\/p>\n\n\n\n<p>ALBUQUERQUE DE MORAES, Ana Carolina. Sonhos, de Claudia Andujar: Experimentalismo e Cosmovis\u00e3o Yanomami. Tese de doutorado. Universidade Estadual de Campinas, S\u00e3o Paulo, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>CLAUDIA ANDUJAR: Sonhos Yanomami \/ Yanomami Dreams (2002-2004). Folder de exposi\u00e7\u00e3o. Galeria Vermelho.<\/p>\n\n\n\n<p>KOPENAWA, D. e ALBERT, B. A queda do c\u00e9u. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>MAUAD, Ana Maria. Imagens poss\u00edveis: fotografia e mem\u00f3ria em Claudia Andujar. Revista Eco-P\u00f3s, Rio de Janeiro, v. 15, n. 1, 2012, pp. 124-146.<\/p>\n\n\n\n<p>NARBY, Jeremy. A serpente c\u00f3smica, o DNA e a origem do saber. Dantes Editora; 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas, 2020. E-book.<\/p>\n\n\n\n<p>NOGUEIRA, Thyago (Org.). Claudia Andujar: a luta yanomami. S\u00e3o Paulo: IMS, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00c1EZ, \u00d3scar Calavia. Xamanismo nas terras baixas: 1996-2016. BIB &#8211; Revista Brasileira de Informa\u00e7\u00e3o Bibliogr\u00e1fica em Ci\u00eancias Sociais, S\u00e3o Paulo, n. 87, 2018, pp. 15-40.<\/p>\n\n\n\n<p>VIVEIROS DE CASTRO \u201cA inconst\u00e2ncia da alma selvagem\u201d. S\u00e3o Paulo: Cosac Naify, 2002.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Povo origin\u00e1rio do extremo norte da floresta amaz\u00f4nica brasileira, ocupa territ\u00f3rio homologado em 1992 nos estados do Amazonas e Roraima.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> \u00c9 dif\u00edcil precisar as datas de determinadas obras de Claudia Andujar, a s\u00e9rie <em>Sonhos Yanomami<\/em> possui tr\u00eas montagens distintas com datas variadas. Ao considerarmos esse intervalo temporal para a s\u00e9rie, estamos de acordo com pesquisa realizada por Albuquerque de Moraes, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> S\u00e1ez (2018, p. 18-19) esclarece sobre isso: \u201c At\u00e9 que ponto o xam\u00e3 deve ser um sujeito particular, detentor de saberes esot\u00e9ricos? A resposta \u00e9 muito vari\u00e1vel: processos de inicia\u00e7\u00e3o xam\u00e2nica, incluindo o aprendizado de cantos ou t\u00e9cnicas espec\u00edficas, podem ser marcados, \u00e1rduos e longos (CHAUMEIL, 1998; LANGDON, 2014), mas tamb\u00e9m podem faltar ou \u2013 o que \u00e9 mais interessante \u2013 podem conviver em paridade com experi\u00eancias comuns, como a do sonho (OROBITG, 1998). A identidade do xam\u00e3 nem sempre depende em primeiro lugar dessa capacita\u00e7\u00e3o: pode estar ligada ao exerc\u00edcio da chefia (LANGDON, 2014), \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de ca\u00e7ador (L\u00d3PEZ, 2006) ou de homicida (FAUSTO, 2001). A aptid\u00e3o xam\u00e2nica n\u00e3o \u00e9 exclusivamente humana, sequer caracteristicamente humana: alguns animais, como os queixadas, t\u00eam seus xam\u00e3s (LIMA, 1996), e os c\u00e3es podem ser transformados em xam\u00e3s (KOHN, 2013); deuses ou esp\u00edritos s\u00e3o xam\u00e3s e, como tais, operam sobre a vida humana (ALEXIADES, 1999; BARCELOS NETO, 2008; OROBITG, 1998); os dardos do xam\u00e3 s\u00e3o xam\u00e3s (RODGERS, 2002) [&#8230;]\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> Em viagem de campo ao Equador com o grupo do Semin\u00e1rio \u201cConectar a fronteira amaz\u00f4nica: fluidez art\u00edstica e cultural na primeira modernidade\u201d, financiado pelo projeto Connecting Art Histories da Getty Foundation e setembro de 2023, foi poss\u00edvel visitar diversas cole\u00e7\u00f5es de pe\u00e7as arqueol\u00f3gicas pr\u00e9-colombianas como aquelas do Museo Arqueol\u00f3gico y Centro Cultural de Orellana e do Museo Pumpabungo, nas quais constam itens relacionados a xamanismos. O Museo del Alabado de Quito possui um cat\u00e1logo intitulado <em>El mundo de los esp\u00edritos en el Ecuador Precolumbino<\/em> organizado a partir de itens da cole\u00e7\u00e3o do museu, com textos de Iv\u00e1n Cruz Cevallos, que re\u00fane pe\u00e7as arqueol\u00f3gicas associadas a pr\u00e1ticas xam\u00e2nicas de diferentes povos que habitaram a regi\u00e3o e per\u00edodos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Entrevista de t\u00edtulo: Claudia Andujar &#8211; F\u00f3rum Latino-Americano de Fotografia de S\u00e3o Paulo. Ita\u00fa Cultural. 25 de out. 2010. Minutos: 11:00 e 12:13. Dispon\u00edvel: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lZ-ST25KWXY\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lZ-ST25KWXY<\/a> , acesso em 20\/12\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\" id=\"_ftn6\">[6]<\/a> Essa comiss\u00e3o foi criada com o nome Comiss\u00e3o pela Cria\u00e7\u00e3o do Parque Yanomami por Claudia Andujar juntamente com o xam\u00e3 Davi Kopenawa, o antrop\u00f3logo franc\u00eas Bruce Albert e o mission\u00e1rio italiano Carlo Zacquini, entre outros colaboradores.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\" id=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> Parte de entrevista publicada na ocasi\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o Identidade, Fondation Cartier, Paris (2005), retirada do folder de apresenta\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o \u201cSonhos Yanomami\u201d, da Galeria Vermelho, 2021.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref8\" id=\"_ftn8\">[8]<\/a> Informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis em <a href=\"https:\/\/claudia-andujar.fondationcartier.com\/pt-br\/chapters\/interpretando-a-cultura-yanomami\">https:\/\/claudia-andujar.fondationcartier.com\/pt-br\/chapters\/interpretando-a-cultura-yanomami<\/a> , acesso em 20\/11\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref9\" id=\"_ftn9\">[9]<\/a> O acesso a essa comunidade tamb\u00e9m foi realizado no contexto da viagem provida pelo semin\u00e1rio \u201cConectar a fronteira amaz\u00f4nica: fluidez art\u00edstica e cultural na primeira modernidade\u201d, financiado pelo projeto Connecting Art Histories da Getty Foundation e setembro de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref10\" id=\"_ftn10\">[10]<\/a> Problemas evidenciados, por exemplo, pelo relato de Andujar sobre a fala dos visitantes que ouvem Davi explicar suas imagens fotogr\u00e1ficas e n\u00e3o creditam a ele a autoridade para tal ato, desconsiderando seu papel fundamental de porta voz daquela cultura enquanto lideran\u00e7a Yanomami.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adriana Amosso Dolci Leme Palma. Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o Interunidades em Est\u00e9tica e Hist\u00f3ria da Arte da Universidade de S\u00e3o Paulo (PGEHA USP) e o Departamento de Hist\u00f3ria da Arte da Universidade Westf\u00e4lische Wilhelms de M\u00fcnster Os termos xam\u00e3 e xamanismo &nbsp;muitas vezes refletem uma abstra\u00e7\u00e3o concebida a partir do ponto de vista ocidental para dar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":975,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[32,33],"tags":[],"class_list":["post-1155","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-2023-en-2","category-blog-en-2"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Alguns pontos de encontro entre a fotografia de Claudia Andujar e o xamanismo Yanomami - The Amazon Basin as Connecting Borderland: Examining Cultural and Artistic Fluidities in the Early Modern Period<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Alguns pontos de encontro entre a fotografia de Claudia Andujar e o xamanismo Yanomami - The Amazon Basin as Connecting Borderland: Examining Cultural and Artistic Fluidities in the Early Modern Period\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Adriana Amosso Dolci Leme Palma. Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o Interunidades em Est\u00e9tica e Hist\u00f3ria da Arte da Universidade de S\u00e3o Paulo (PGEHA USP) e o Departamento de Hist\u00f3ria da Arte da Universidade Westf\u00e4lische Wilhelms de M\u00fcnster Os termos xam\u00e3 e xamanismo &nbsp;muitas vezes refletem uma abstra\u00e7\u00e3o concebida a partir do ponto de vista ocidental para dar [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"The Amazon Basin as Connecting Borderland: Examining Cultural and Artistic Fluidities in the Early Modern Period\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-03-06T22:12:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2024-10-10T19:43:53+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_2_texto_adriana.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"801\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"528\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"gcastane@uniandes.edu.co\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"gcastane@uniandes.edu.co\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"15 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/en\\\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/en\\\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"gcastane@uniandes.edu.co\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/77c236df464effd4b95effa0656c138e\"},\"headline\":\"Alguns pontos de encontro entre a fotografia de Claudia Andujar e o xamanismo Yanomami\",\"datePublished\":\"2024-03-06T22:12:00+00:00\",\"dateModified\":\"2024-10-10T19:43:53+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/en\\\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\\\/\"},\"wordCount\":2989,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/en\\\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/03\\\/imagem_2_texto_adriana.jpg\",\"articleSection\":[\"2023\",\"blog\"],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/en\\\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/en\\\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\\\/\",\"name\":\"Alguns pontos de encontro entre a fotografia de Claudia Andujar e o xamanismo Yanomami - The Amazon Basin as Connecting Borderland: Examining Cultural and Artistic Fluidities in the Early Modern Period\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/en\\\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/en\\\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/03\\\/imagem_2_texto_adriana.jpg\",\"datePublished\":\"2024-03-06T22:12:00+00:00\",\"dateModified\":\"2024-10-10T19:43:53+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/en\\\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/en\\\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/en\\\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/03\\\/imagem_2_texto_adriana.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/03\\\/imagem_2_texto_adriana.jpg\",\"width\":801,\"height\":528},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/en\\\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Portada\",\"item\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/en\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Alguns pontos de encontro entre a fotografia de Claudia Andujar e o xamanismo Yanomami\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/\",\"name\":\"The Amazon Basin as Connecting Borderland: Examining Cultural and Artistic Fluidities in the Early Modern Period\",\"description\":\"\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/#organization\",\"name\":\"The Amazon Basin as Connecting Borderland: Examining Cultural and Artistic Fluidities in the Early Modern Period\",\"url\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/02\\\/amazon-basin-logo-blanco.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/02\\\/amazon-basin-logo-blanco.png\",\"width\":1920,\"height\":769,\"caption\":\"The Amazon Basin as Connecting Borderland: Examining Cultural and Artistic Fluidities in the Early Modern Period\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/77c236df464effd4b95effa0656c138e\",\"name\":\"gcastane@uniandes.edu.co\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/b0c96d2e5de36702928be6a2e7f6fd63c36485898c397883938a0d8b878be1ed?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/b0c96d2e5de36702928be6a2e7f6fd63c36485898c397883938a0d8b878be1ed?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/b0c96d2e5de36702928be6a2e7f6fd63c36485898c397883938a0d8b878be1ed?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"gcastane@uniandes.edu.co\"},\"url\":\"https:\\\/\\\/amazon.uniandes.edu.co\\\/en\\\/author\\\/gcastane\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Alguns pontos de encontro entre a fotografia de Claudia Andujar e o xamanismo Yanomami - The Amazon Basin as Connecting Borderland: Examining Cultural and Artistic Fluidities in the Early Modern Period","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\/","og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"Alguns pontos de encontro entre a fotografia de Claudia Andujar e o xamanismo Yanomami - The Amazon Basin as Connecting Borderland: Examining Cultural and Artistic Fluidities in the Early Modern Period","og_description":"Adriana Amosso Dolci Leme Palma. Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o Interunidades em Est\u00e9tica e Hist\u00f3ria da Arte da Universidade de S\u00e3o Paulo (PGEHA USP) e o Departamento de Hist\u00f3ria da Arte da Universidade Westf\u00e4lische Wilhelms de M\u00fcnster Os termos xam\u00e3 e xamanismo &nbsp;muitas vezes refletem uma abstra\u00e7\u00e3o concebida a partir do ponto de vista ocidental para dar [&hellip;]","og_url":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\/","og_site_name":"The Amazon Basin as Connecting Borderland: Examining Cultural and Artistic Fluidities in the Early Modern Period","article_published_time":"2024-03-06T22:12:00+00:00","article_modified_time":"2024-10-10T19:43:53+00:00","og_image":[{"width":801,"height":528,"url":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_2_texto_adriana.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"gcastane@uniandes.edu.co","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Written by":"gcastane@uniandes.edu.co","Est. reading time":"15 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\/"},"author":{"name":"gcastane@uniandes.edu.co","@id":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/#\/schema\/person\/77c236df464effd4b95effa0656c138e"},"headline":"Alguns pontos de encontro entre a fotografia de Claudia Andujar e o xamanismo Yanomami","datePublished":"2024-03-06T22:12:00+00:00","dateModified":"2024-10-10T19:43:53+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\/"},"wordCount":2989,"publisher":{"@id":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_2_texto_adriana.jpg","articleSection":["2023","blog"],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\/","url":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\/","name":"Alguns pontos de encontro entre a fotografia de Claudia Andujar e o xamanismo Yanomami - The Amazon Basin as Connecting Borderland: Examining Cultural and Artistic Fluidities in the Early Modern Period","isPartOf":{"@id":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_2_texto_adriana.jpg","datePublished":"2024-03-06T22:12:00+00:00","dateModified":"2024-10-10T19:43:53+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\/#primaryimage","url":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_2_texto_adriana.jpg","contentUrl":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_2_texto_adriana.jpg","width":801,"height":528},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/alguns-pontos-de-encontro-entre-a-fotografia-de-claudia-andujar-e-o-xamanismo-yanomami\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Portada","item":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Alguns pontos de encontro entre a fotografia de Claudia Andujar e o xamanismo Yanomami"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/#website","url":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/","name":"The Amazon Basin as Connecting Borderland: Examining Cultural and Artistic Fluidities in the Early Modern Period","description":"","publisher":{"@id":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/#organization","name":"The Amazon Basin as Connecting Borderland: Examining Cultural and Artistic Fluidities in the Early Modern Period","url":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/amazon-basin-logo-blanco.png","contentUrl":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/amazon-basin-logo-blanco.png","width":1920,"height":769,"caption":"The Amazon Basin as Connecting Borderland: Examining Cultural and Artistic Fluidities in the Early Modern Period"},"image":{"@id":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/#\/schema\/person\/77c236df464effd4b95effa0656c138e","name":"gcastane@uniandes.edu.co","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b0c96d2e5de36702928be6a2e7f6fd63c36485898c397883938a0d8b878be1ed?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b0c96d2e5de36702928be6a2e7f6fd63c36485898c397883938a0d8b878be1ed?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b0c96d2e5de36702928be6a2e7f6fd63c36485898c397883938a0d8b878be1ed?s=96&d=mm&r=g","caption":"gcastane@uniandes.edu.co"},"url":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/author\/gcastane\/"}]}},"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_2_texto_adriana.jpg",801,528,false],"thumbnail":["https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_2_texto_adriana-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_2_texto_adriana-300x198.jpg",300,198,true],"medium_large":["https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_2_texto_adriana-768x506.jpg",768,506,true],"large":["https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_2_texto_adriana.jpg",801,528,false],"1536x1536":["https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_2_texto_adriana.jpg",801,528,false],"2048x2048":["https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/imagem_2_texto_adriana.jpg",801,528,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"gcastane@uniandes.edu.co","author_link":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/author\/gcastane\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Adriana Amosso Dolci Leme Palma. Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o Interunidades em Est\u00e9tica e Hist\u00f3ria da Arte da Universidade de S\u00e3o Paulo (PGEHA USP) e o Departamento de Hist\u00f3ria da Arte da Universidade Westf\u00e4lische Wilhelms de M\u00fcnster Os termos xam\u00e3 e xamanismo &nbsp;muitas vezes refletem uma abstra\u00e7\u00e3o concebida a partir do ponto de vista ocidental para dar&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1155","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1155"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1155\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1215,"href":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1155\/revisions\/1215"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/975"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}