{"id":1577,"date":"2026-06-03T23:29:35","date_gmt":"2026-06-04T04:29:35","guid":{"rendered":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/?p=1577"},"modified":"2026-06-03T23:31:00","modified_gmt":"2026-06-04T04:31:00","slug":"navegando-em-confluencias-de-rio-memorias-nipo-brasileiras-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/navegando-em-confluencias-de-rio-memorias-nipo-brasileiras-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Navegando em conflu\u00eancias de rio: mem\u00f3rias nipo-brasileiras na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><em>Renata Utsunomiya<\/em>. Universidade de S\u00e3o Paulo, Instituto de Energia e Ambiente, Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia Ambiental. Analista na rede GT Infraestrutura e Justi\u00e7a Socioambiental<sup data-fn=\"1a36017b-f8a9-44b3-954e-5061abd9bdf4\" class=\"fn\"><a href=\"#1a36017b-f8a9-44b3-954e-5061abd9bdf4\" id=\"1a36017b-f8a9-44b3-954e-5061abd9bdf4-link\">1<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><em>Nas duas margens<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><em>\u00c1rvores sem fim<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><em>Barcos a chegar<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><em>Cinco dias de viagem<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><em>Apertados na floresta<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><em>De redes de dormir<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><em>(poesia haiku de Sueichi Egashira)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Olhar a beira do porto do Ver o Peso, em Bel\u00e9m, me fez refletir sobre mem\u00f3rias nipo-brasileiras ancestrais que navegaram e navegam nas \u00e1guas dos rios da Amaz\u00f4nia. Ali me recordo de est\u00f3rias e imagens que atravessam a hist\u00f3ria e se encontram atrav\u00e9s do tempo, como conflu\u00eancias dos muitos rios da bacia amaz\u00f4nica. Meu av\u00f4 retornando de sua primeira visita ao Jap\u00e3o e parando no porto de Bel\u00e9m, as fotos de meu tio-primo nas madrugadas da Feira do A\u00e7a\u00ed, as embarca\u00e7\u00f5es que meu tio trabalhava, e eu ali a observar e refletir sobre trajet\u00f3rias que levam (e levaram) n\u00f3s, nipo-brasileiros, \u00e0 Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_20250325_102054-1-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1549\" srcset=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_20250325_102054-1-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_20250325_102054-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_20250325_102054-1-768x576.jpg 768w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_20250325_102054-1-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_20250325_102054-1-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 1. Embarca\u00e7\u00f5es no Porto do Ver-o-peso, pr\u00f3ximo a Feira do A\u00e7a\u00ed (2025). Foto: Renata Utsunomiya<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Amaz\u00f4nia, atrav\u00e9s do meu olhar, perpassa pela minha identidade cultural enquanto descendente (neta) de japoneses imigrantes. Nesse texto reflito sobre essas mem\u00f3rias nipo-brasileiras que s\u00e3o minhas, ou de parentes e daqueles que me antecederam \u2013 meus ancestrais \u2013 e as rela\u00e7\u00f5es criadas com o territ\u00f3rio amaz\u00f4nico. Assim, essas mem\u00f3rias trazem reflex\u00f5es sobre percursos e caminhos de \u00e1guas que escolhemos, embarca\u00e7\u00f5es que navegaram mares e rios, refletindo tamb\u00e9m sobre a imigra\u00e7\u00e3o de japoneses para o Brasil e, particularmente, da presen\u00e7a de nikkeis nesse territ\u00f3rio e as conflu\u00eancias entre as culturas japonesa e amaz\u00f4nida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O poema <em>haiku<\/em> que inicia esse texto \u00e9 de meu av\u00f4 Sueichi Egashira, que imigrou jovem na d\u00e9cada de 1920 e se estabeleceu no noroeste do estado de S\u00e3o Paulo. <em>Ditian<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><sup><strong><sup>[1]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a><\/em> Sueichi tinha apre\u00e7o pela escrita e escreveu cr\u00f4nicas, di\u00e1rios de viagens e poesias, que ele juntou no livro escrito em japon\u00eas \u201cRecorda\u00e7\u00f5es do passado: Notas de um imigrante no Brasil (1928-1996)\u201d finalizado em 1997, e que foi traduzido <em>p\u00f3s-mortem<\/em>, j\u00e1 em 2022. Na d\u00e9cada de 1960, ap\u00f3s anos residindo no Brasil, j\u00e1 casado com minha av\u00f3 Tomeko e com filhos pequenos, Sueichi conseguiu retornar e visitar o Jap\u00e3o, novamente de navio, por\u00e9m com nova rota passando pelo Canal do Panam\u00e1, como descreve sobre o retorno:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">No trajeto, passamos novamente pelo Canal do Panam\u00e1, agora no sentido contr\u00e1rio, e paramos no Porto de Bel\u00e9m, na foz do Rio Amazonas. Aqui, os imigrantes a caminho de Tom\u00e9-A\u00e7u foram transferidos a dois novos barcos menores, onde nos despedimos e eles seguiram pelo Rio Acar\u00e1 em dire\u00e7\u00e3o a seu destino. (Egashira, 2022, p.9)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhecer a Amaz\u00f4nia era um sonho dele, e a viagem para Bel\u00e9m e Manaus que realizou nos anos 1980 marcou Sueichi e inspirou poesias e reflex\u00f5es. Al\u00e9m de visitas nas duas cidades, o percurso foi realizado de embarca\u00e7\u00e3o do tipo recreio, no ano de 1981 (Figura 2). No cap\u00edtulo \u201cDi\u00e1rio de viagem ao Rio Amazonas\u201d, Sueichi descreve sobre essa viagem que realizou com a <em>batian<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><sup><strong><sup>[1]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a><\/em> Tomeko, a filha Celina e a fam\u00edlia de seu filho Vit\u00f3rio que j\u00e1 residia em Bel\u00e9m. Na ocasi\u00e3o, Vit\u00f3rio Egashira trabalhava na Empresa de Navega\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Nas suas narrativas h\u00e1 profundas reflex\u00f5es sobre o imagin\u00e1rio desse territ\u00f3rio como \u201cinferno verde\u201d, ret\u00f3rica muito presente \u00e0 \u00e9poca no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"720\" src=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/foto30-1024x720.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1552\" srcset=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/foto30-1024x720.jpg 1024w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/foto30-300x211.jpg 300w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/foto30-768x540.jpg 768w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/foto30-1536x1080.jpg 1536w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/foto30-2048x1440.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 2. Tomeko e Sueichi e a embarca\u00e7\u00e3o &#8220;Amap\u00e1&#8221; em Bel\u00e9m (1981). Fonte: acervo fam\u00edlia Egashira<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na d\u00e9cada de 80, durante a ditadura militar era muito presente a ideia de \u201cintegra\u00e7\u00e3o nacional\u201d, \u00e9poca do avan\u00e7o dos projetos de coloniza\u00e7\u00e3o, avan\u00e7o da constru\u00e7\u00e3o da Rodovia Transamaz\u00f4nica e a m\u00e1xima de \u201cintegrar para n\u00e3o entregar\u201d a Amaz\u00f4nia para o estrangeiro, posicionando a floresta como um obst\u00e1culo, um \u201cinferno\u201d a ser conquistado. Sueichi comenta sobre o que ouvia antes de visitar a Amaz\u00f4nia, ora como \u201cinferno\u201d, ora como \u201cpara\u00edso verde\u201d, e seu di\u00e1rio de viagem navega por essa dicotomia, a qual ele ressalta a autossufici\u00eancia das popula\u00e7\u00f5es locais em seu \u201cpara\u00edso\u201d, frente a abund\u00e2ncia provida pelos rios e floresta, com uma vis\u00e3o curiosa e por vezes at\u00e9 talvez demasiadamente rom\u00e2ntica, a partir do que vivenciou em sua viagem com seu olhar japon\u00eas. Ao andar pelo centro de Manaus, Sueichi discorre sobre os fen\u00f3tipos dos habitantes, que tamb\u00e9m remete em um poesia <em>haiku<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><sup><strong><sup>[1]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a><\/em>:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Havia poucos brancos e negros puros, e aparentemente os brancos que vimos na cidade eram turistas. Avistei tamb\u00e9m algumas pessoas que se pareciam com japoneses, mas eram provavelmente \u00edndios assimilados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">\u00d3, Manaus<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Das pessoas baixas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Falsos compatriotas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">(Egashira, 2022, p.94)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como descreveu Fl\u00e1vio Augusto Sidrim Nassar: \u201cOlhinhos puxados, cabelos pretos, grossos, lisos\u201d&nbsp; na poesia concreta que abre o livro de fotografias Japanamaz\u00f4nia: conflu\u00eancias culturais (Akao, 2014)<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> no qual brinca com as palavras e a rela\u00e7\u00e3o entre caboclos e japoneses que chegaram na Amaz\u00f4nia. Este livro, organizado por Makiko Akao, traz olhares sobre a interliga\u00e7\u00e3o das culturas japonesa e amaz\u00f4nida, a partir das fotografias de Alberto Bitar, Miguel Chikaoka e Paula Sampaio nas regi\u00f5es onde houve imigra\u00e7\u00e3o japonesa. Miguel, primo do meu pai J\u00falio, cresceu na regi\u00e3o rural de Registro (estado de S\u00e3o Paulo) e na d\u00e9cada de 80 mudou-se para Bel\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No pref\u00e1cio do livro Japanamaz\u00f4nia, Reiko Muto, imigrante japonesa do p\u00f3s-guerra e professora da Universidade Federal do Par\u00e1, cita sobre os primeiros imigrantes japoneses que chegaram na d\u00e9cada de 1920, os trabalhos acad\u00eamicos e jornal\u00edsticos sobre esse per\u00edodo e descreve sobre as fotografias da publica\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">As imagens dessa hist\u00f3ria traduzem os sentimentos difusos das emo\u00e7\u00f5es, sofrimentos e alegrias, principalmente da intera\u00e7\u00e3o cultural entre o oriente e o ocidente. Muitas vezes, o encontro das culturas representa conflitos, acultura\u00e7\u00e3o e descultura\u00e7\u00e3o, como acontece com o encontro das \u00e1guas claras e escuras dos rios Amazonas e Negro, onde se d\u00e1 o embate inicial, em seguida correm lado a lado com as perdas e ganhos para depois se misturarem numa paisagem \u00fanica. (Akao, 2014, p.19)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A beleza do encontro das \u00e1guas dos rios Amazonas e Negro como met\u00e1fora dessa conflu\u00eancia cultural, tamb\u00e9m foi presenciada por <em>ditian<\/em> Sueichi que a descreveu em uma das estrofes do poema <em>tanka<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><sup><strong><sup>[1]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a><\/em> chamado Amaz\u00f4nia:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Em busca de<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">paisagens desconhecidas na Amaz\u00f4nia,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">levo na mala<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">o encontro das \u00e1guas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">que se recusam a se misturar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">(Egashira, 2022, p.234)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Refletir sobre essas conflu\u00eancias de grupos imigrantes tamb\u00e9m \u00e9 pensar em processos de desterritorializa\u00e7\u00e3o e reterritorializa\u00e7\u00e3o, como descreveu a jornalista e historiadora Rose Silveira (Akao, 2014, p.25) a partir desses conceitos propostos pelo antrop\u00f3logo Nestor Canclini, o qual tamb\u00e9m afirma que \u201ctodas as culturas s\u00e3o de fronteira\u201d. Rose tamb\u00e9m fala sobre os \u201cdescaminhos de uma cultura imigrante\u201d, ao sintetizar sobre o trabalho dos fot\u00f3grafos no livro Japanamaz\u00f4nia. O desafio de buscar \u201cestilha\u00e7os de tradi\u00e7\u00e3o\u201d e \u201creminisc\u00eancias de mem\u00f3ria\u201d de grupos imigrantes em processo de reterritorializa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">(&#8230;) assentamento dos c\u00f3digos de uma nova cultura na fixa\u00e7\u00e3o em um novo territ\u00f3rio, pois n\u00e3o h\u00e1 transfer\u00eancia autom\u00e1tica dos signos de uma cultura no deslocamento geogr\u00e1fico. Esse tr\u00e2nsito \u00e9 desregulado, implicando conflito, partilha social dos c\u00f3digos, e sujeito a perdas, acr\u00e9scimos e renova\u00e7\u00f5es de sentido [Rose Silveira] (Akao, 2014,p.25)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As fotografias desse livro trazem imagens cotidianas de imigrantes japoneses da Amaz\u00f4nia que mostram tamb\u00e9m o apre\u00e7o destes em rela\u00e7\u00e3o a cultura local, como no ato de comer peixe acari em Monte Alegre, nos discos de composi\u00e7\u00f5es de carimb\u00f3 de Milton Yamada, e nas fam\u00edlias de Tom\u00e9-A\u00e7u que cultivaram juta, pimenta-do-reino e atualmente s\u00e3o refer\u00eancias em sistemas agroflorestais na Amaz\u00f4nia. A imigra\u00e7\u00e3o japonesa na Amaz\u00f4nia \u00e9 um tema presente em publica\u00e7\u00f5es das associa\u00e7\u00f5es nipo-brasileiras, sendo estudada por diferentes pesquisadores como Reiko Muto, Emanuel Oliveira J\u00fanior e Francisco Rodrigues da Silva Neto. Este \u00faltimo cita em sua disserta\u00e7\u00e3o a obra de Akira Nagai, cujo t\u00edtulo me chamou aten\u00e7\u00e3o: \u201cUm Nikkei da terra dos Temb\u00e9s\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"721\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/livroNagai1-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1567\" srcset=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/livroNagai1-2.png 721w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/livroNagai1-2-211x300.png 211w\" sizes=\"auto, (max-width: 721px) 100vw, 721px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"702\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/livroNagai2-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1564\" srcset=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/livroNagai2-1.png 702w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/livroNagai2-1-206x300.png 206w\" sizes=\"auto, (max-width: 702px) 100vw, 702px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 3. Capa e contra-capa do livro de Akira Nagai (2002). Fonte: Silva Neto (2007).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O povo ind\u00edgena Temb\u00e9 que \u00e9 origin\u00e1rio dessa regi\u00e3o de Tom\u00e9-A\u00e7u, \u00e9 retratado na capa da obra observando de longe um barco no rio; j\u00e1 na contracapa h\u00e1 a imagem do Monte Fuji, s\u00edmbolo do Jap\u00e3o, e, abaixo, um autorretrato do autor quando crian\u00e7a apanhando um caju, enquanto ao fundo est\u00e1 a mesma embarca\u00e7\u00e3o da capa, real\u00e7ando a percep\u00e7\u00e3o de habitarem o mesmo ambiente (Silva Neto, 2007).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, Miguel Chikaoka tamb\u00e9m traz a refer\u00eancia do Monte Fuji em sua obra, na fotografia \u201cVila Primavera\u201d no qual a ponta da canoa registrada na vila que d\u00e1 nome \u00e0 obra, remete ao c\u00e9lebre cart\u00e3o postal japon\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"333\" src=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Chikaoka_ta-em-baixa-vou-pedir-autorizacao-e-imagem-em-alta-pra-ele.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1570\" srcset=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Chikaoka_ta-em-baixa-vou-pedir-autorizacao-e-imagem-em-alta-pra-ele.png 500w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Chikaoka_ta-em-baixa-vou-pedir-autorizacao-e-imagem-em-alta-pra-ele-300x200.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 4. &#8220;Vila Primavera&#8221;, foto de Miguel Chikaoka de 1983.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas mem\u00f3rias, obras liter\u00e1rias e imagens trazem in\u00fameras reflex\u00f5es sobre o fato de ser ao mesmo tempo brasileiro e japon\u00eas e de, muitas vezes ser confundido como estrangeiro em seu pa\u00eds, como comentou Miguel:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">\u201cn\u00e3o sou nem uma coisa, nem outra. Eu vivo numa media\u00e7\u00e3o cotidiana. \u00c9 um privil\u00e9gio viver nessa media\u00e7\u00e3o, pois meus procedimentos v\u00eam dessa interface. Quando fui ao Jap\u00e3o, percebi que poderia me comunicar numa perspectiva japonesa. Ent\u00e3o \u00e9 uma postura diante da vida\u201d [Miguel Chikaoka] (Akao, 2014, p.29)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas diversas camadas de mem\u00f3ria confluem com a minha trajet\u00f3ria, enquanto <em>nikkei<\/em> da 3\u00aa gera\u00e7\u00e3o que nasceu e cresceu no estado de S\u00e3o Paulo, ao come\u00e7ar a trabalhar e residir na Amaz\u00f4nia em 2014, particularmente na regi\u00e3o do M\u00e9dio Xingu, Par\u00e1. Enquanto cientista ambiental interdisciplinar e buscando a transdisciplinaridade ao trabalhar e pesquisar com povos ind\u00edgenas e comunidades tradicionais na Amaz\u00f4nia, meu caminho percorreu t\u00f3picos como a navega\u00e7\u00e3o ind\u00edgena e, principalmente, a rela\u00e7\u00e3o entre grupos sociais e os rios da Amaz\u00f4nia e as amea\u00e7as sobre infraestruturas, como a constru\u00e7\u00e3o de Hidrel\u00e9tricas. Em meu percurso deparei reiteradamente com as contradi\u00e7\u00f5es do dito \u201cdesenvolvimento\u201d e \u201cprogresso\u201d proposto para o territ\u00f3rio, que quase sempre n\u00e3o escuta as vozes que ali residem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, retomo as impress\u00f5es de meu <em>ditian<\/em> Sueichi e a dicotomia sobre esse imagin\u00e1rio amaz\u00f4nico nos anos 80. Atualmente estou me debru\u00e7ando sobre como as pol\u00edticas de transporte na Amaz\u00f4nia est\u00e3o sendo implementadas, e como h\u00e1 planos de grandes hidrovias, principalmente para o escoamento de gr\u00e3os. Um processo neocolonial agora inserido em um contexto geopol\u00edtico global que persiste em colocar o Brasil como apenas produtor e exportador de commodities. Novamente, nesse processo, povos ind\u00edgenas, ribeirinhos e pescadores est\u00e3o sendo ignorados. Por outro lado, meu trabalho e pesquisa junto aos povos Arara e Juruna da Volta Grande do Xingu, desde 2014, me trouxe um olhar para saberes de rios, rela\u00e7\u00f5es de coexist\u00eancia com a natureza, cuidados ao andar na mata e o rio e a ag\u00eancia de seres e esp\u00edritos das \u00e1guas que me narraram anci\u00f5es, sobretudo o paj\u00e9 e historiador Le\u00f4ncio Arara (<em>in memoriam<\/em>) (Arara et al., 2020). Culturas origin\u00e1rias onde o rio, e seu pulso natural, \u00e9 central e sustenta toda uma rede multiesp\u00e9cie, onde a humanidade n\u00e3o \u00e9 o centro, mas apenas mais um elemento dessa extensa rede. A partir de trabalhos e pesquisas sobre a presen\u00e7a ind\u00edgena na hist\u00f3ria regional da Volta Grande do Xingu<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>, passei a refletir tamb\u00e9m sobre a minha ancestralidade, quando comecei a visitar e dialogar mais com meus familiares que residem na Amaz\u00f4nia. Al\u00e9m disso, me estimulou a buscar tradutores para o livro de <em>ditian<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\"><sup><strong><sup>[2]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a><\/em> e pesquisar mais sobre hist\u00f3ria do Jap\u00e3o e dos imigrantes no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A conflu\u00eancia do meu percurso com a de meus familiares \u00e9 n\u00edtida na visibiliza\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria daqueles que s\u00e3o afetados por grandes obras de infraestrutura, como no trabalho de fotojornalismo de Chikaoka sobre os atingidos pela Hidrel\u00e9trica de Tucuru\u00ed, nos anos 1980.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"678\" src=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Chikaoka_tucurui-Tambem-vou-pedir-pra-ele-1024x678.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1573\" srcset=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Chikaoka_tucurui-Tambem-vou-pedir-pra-ele-1024x678.png 1024w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Chikaoka_tucurui-Tambem-vou-pedir-pra-ele-300x199.png 300w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Chikaoka_tucurui-Tambem-vou-pedir-pra-ele-768x509.png 768w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Chikaoka_tucurui-Tambem-vou-pedir-pra-ele.png 1034w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 5. Foto 86 &#8211; Chikaoka &#8211; Mem\u00f3ria dos Atingidos de Tucuru\u00ed. Fonte: acervo fotogr\u00e1fico Miguel Chikaoka do portal Mem\u00f3ria dos Atingidos de Tucuru\u00ed<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir dessas narrativas e de mem\u00f3rias que confluem, reflito sobre fundamentos culturais japoneses e a rela\u00e7\u00e3o com o territ\u00f3rio amaz\u00f4nico. Nas palavras de Sueichi admirando por horas o horizonte infinito de \u00e1guas ao navegar o rio Amazonas, penso em um fundamento n\u00edtido da cultura japonesa, a contempla\u00e7\u00e3o da natureza. Enquanto praticante da pintura aguada japonesa, o Sumi-\u00ea, aprendi com o meu professor Carlos Ragazzo sobre a vitalidade r\u00edtmica da natureza, e de como o Sumi-\u00ea retrata motivos da natureza n\u00e3o \u00e0 guisa de realizar uma c\u00f3pia desta, e sim de absorver a vitalidade r\u00edtmica, a forma como ela \u00e9 concebida, aliada a pr\u00e1tica das pinceladas \u00fanicas no papel de arroz. Como dizia o mestre de Carlos, Massao Okinaka (precursor do Sumi-\u00ea no Brasil): \u201cquer pintar bambu? Passe 10 anos olhando bambu\u201d. A pintura japonesa enquanto uma arte <em>zen<\/em>, como discorre Eugen Herrigel no livro \u201cA Arte cavalheiresca do arqueiro zen\u201d, tamb\u00e9m remete os of\u00edcios art\u00edsticos orientais ligados \u00e0 espiritualidade. Assim, um outro fundamento japon\u00eas que emerge \u00e9 o olhar sobre a mem\u00f3ria, e a import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o de of\u00edcios e de patrim\u00f4nios culturais, um caminho que inspiro nas trajet\u00f3rias do casal Miguel Chikaoka e Makiko Akao, que tanto se dedicam a salvaguarda de patrim\u00f4nios culturais. Assim, tamb\u00e9m penso em um terceiro fundamento, o de trabalhar de forma conjunta, n\u00edtida, na hist\u00f3ria dos imigrantes japoneses que buscavam sempre construir associa\u00e7\u00f5es e cooperativas, como ainda acontece na regi\u00e3o de Tom\u00e9-A\u00e7u, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Retorno \u00e0 imagem do porto do Ver-o-peso como o local que acionou esse percurso de mem\u00f3rias confluentes, durante a visita no Semin\u00e1rio Conectar a fronteira amaz\u00f4nica em Bel\u00e9m, em mar\u00e7o de 2025. Reflito sobre o contexto atual de 2025, ano que em Bel\u00e9m ir\u00e1 sediar a Confer\u00eancia do Clima (COP-30), olhando a Feira do A\u00e7a\u00ed cercada por tapumes em reforma, como em muitas outras \u00e1reas da cidade. Apesar de nunca ter presenciado a Feira do A\u00e7a\u00ed que ocorre nas madrugadas, pude conhec\u00ea-la atrav\u00e9s das fotos de Miguel na exposi\u00e7\u00e3o Encontro das \u00c1guas, que ocorreu na Casa das Onze Janelas em 2019<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>. Essa exposi\u00e7\u00e3o, junto a realiza\u00e7\u00e3o de outros trabalhos posteriores de pesquisa, me trouxeram a reflex\u00e3o sobre a atualmente mais discutida sociobioeconomia da Amaz\u00f4nia, tendo o a\u00e7a\u00ed como produto expoente e valorizado internacionalmente. Apesar disso, h\u00e1 tamb\u00e9m estudos (como os do professor Eduardo Brond\u00edzio, da Universidade de Indiana) que demonstram como o aumento da exporta\u00e7\u00e3o pode levar a comunidades ribeirinhas do entorno de Bel\u00e9m a adotar pr\u00e1ticas de manejo menos sustent\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, a partir de mem\u00f3rias afetivas pessoais e familiares que, como eu, realizaram trajetos amaz\u00f4nicos movidos por uma curiosidade latente, navegamos em conflu\u00eancias que nos ajudam a pensar outros futuros em tempos de emerg\u00eancia clim\u00e1tica e crise ambiental mundial. As palavras do pensador quilombola Nego Bisco (<em>in memoriam<\/em>) que reverberam sobre a import\u00e2ncia de sermos seres \u201cconfluentes\u201d e \u201ccompartilhantes\u201d me parecem confluir com o fundamento coletivo presente na cultura japonesa e em outras asi\u00e1ticas. De forma semelhante,&nbsp; Ailton Krenak nos relembra sobre a indissoci\u00e1vel rela\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas e a natureza, as vezes ligadas por rela\u00e7\u00f5es de parentesco, e de como o ato de retirar a dimens\u00e3o sagrada atribu\u00edda a esta abre margem para uma vis\u00e3o extrativista e utilit\u00e1ria dos ditos \u201crecursos naturais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, nesse caldeir\u00e3o cultural brasileiro e amaz\u00f4nico, onde h\u00e1 diversas e ricas amaz\u00f4nias: ind\u00edgena, negra, cabocla, japonesa, entre outras, fica uma grande reflex\u00e3o: Quais conflu\u00eancias culturais nos podem repensar futuros poss\u00edveis? Talvez a grande conflu\u00eancia seja a do \u201cser humano com a natureza\u201d como afirmou a fot\u00f3grafa Paula Sampaio ou o entrela\u00e7amento com a terra e a paisagem, como colocou Mariano Klautau Filho (Akao, 2014), e as inspira\u00e7\u00f5es que emergem do grandioso rio Amazonas que inspirou as palavras de meu <em>ditian<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Palavras grandiosas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">V\u00e3o se exaurindo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Diante do Rio Amazonas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">(poesia <em>haiku<\/em> de Sueichi Egashira)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Sinto o vento imponente<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">do rio Amazonas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">no tremor da minha rede<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">(poesia <em>haiku <\/em>de Renata Utsunomiya)<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Poesia feita sob inspira\u00e7\u00e3o de Sueichi Egashira em 09\/11\/2025, durante a Caravana da Resposta, na viagem de ferry boat de Santar\u00e9m a Bel\u00e9m para a Confer\u00eancia das partes, COP-30.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Exposi\u00e7\u00e3o conjunta de Miguel Chikaoka e Luiz Braga. Cat\u00e1logo dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/museus.pa.gov.br\/midias\/anexos\/261_vvf_catalogo_virtual_encontro_das_aguas_-_copia_-_copia.pdf\">https:\/\/museus.pa.gov.br\/midias\/anexos\/261_vvf_catalogo_virtual_encontro_das_aguas_-_copia_-_copia.pdf<\/a>. Acesso 18\/04\/2025.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Trabalho realizado junto a Hilton Nascimento e Maria Elisa Ladeira, que tamb\u00e9m me provocavam sobre mem\u00f3ria e a busca da hist\u00f3ria da pr\u00f3pria ancestralidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Desde 1997, nenhum descendente de Sueichi havia lido o livro por n\u00e3o saberem a l\u00edngua japonesa, e a tradu\u00e7\u00e3o ocorreu entre 2020-2022, finalizando num lan\u00e7amento de uma edi\u00e7\u00e3o bem limitada e familiar. O livro n\u00e3o \u00e9 dispon\u00edvel publicamente, mas h\u00e1 ideias de publicar alguns trechos deste futuramente.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Outra modalidade de poesia curta japonesa, com 31 s\u00edlabas.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Akao, Makiko (org.). Japanamaz\u00f4nia: conflu\u00eancias culturais \/ Alberto Bitar, Miguel Chikaoka, Paula Sampaio. 2 ed, Bel\u00e9m: Kamara K\u00f3 Fotografias: UFPA\/PROINTER, 2014. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/livrosdefotografia.org\/publicacao\/30128\/japanamazonia-confluencias-culturais\">https:\/\/livrosdefotografia.org\/publicacao\/30128\/japanamazonia-confluencias-culturais<\/a>. Acesso: 20\/04\/25.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> <em>Haiku<\/em> s\u00e3o poemas curtos japoneses, tamb\u00e9m chamados de <em>haikai<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Av\u00f3 na l\u00edngua japonesa<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Av\u00f4 na l\u00edngua japonesa, e como eu o chamava (e muitos outros netos de japoneses).<\/p>\n\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes\"><li id=\"1a36017b-f8a9-44b3-954e-5061abd9bdf4\"> <a href=\"#1a36017b-f8a9-44b3-954e-5061abd9bdf4-link\" aria-label=\"Jump to footnote reference 1\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Renata Utsunomiya. 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