{"id":741,"date":"2024-02-01T18:17:49","date_gmt":"2024-02-01T23:17:49","guid":{"rendered":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/?p=741"},"modified":"2024-09-11T16:39:09","modified_gmt":"2024-09-11T21:39:09","slug":"a-floresta-no-tribunal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/a-floresta-no-tribunal\/","title":{"rendered":"A Floresta no Tribunal"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-2831ad78\"><h2 class=\"uagb-heading-text\">A Floresta no Tribunal: Territ\u00f3rio Kichwa e os Direitos da Natureza em Selva Jur\u00eddica (2014) de Ursula Biemann e Paulo Tavares.<\/h2><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em>Gabriela Paiva de Toledo, doutoranda em Hist\u00f3ria da Arte, Southern Methodist University (Dallas, EUA)<\/em><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-right\"><strong>Campinas, Novembro, 2023<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Em setembro de 2023, nosso grupo de pesquisa, dentro do projeto <em>Conectar a fronteira amaz\u00f4nica<\/em>, uma parceria entre a Funda\u00e7\u00e3o Getty, a Universidade San Francisco de Quito, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro e a Universidad de Los Andes<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>, viajou ao Equador para percorrer cole\u00e7\u00f5es de cultura material e artes ind\u00edgenas, s\u00edtios arqueol\u00f3gicos, arquitetura colonial e territ\u00f3rios origin\u00e1rios, dos Andes \u00e0 Amaz\u00f4nia Equatoriana, para assim substanciar os v\u00ednculos culturais e materiais entre as v\u00e1rias \u201camaz\u00f4nias\u201d nos primeiros s\u00e9culos p\u00f3s-contato.<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Nas cole\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas e etnogr\u00e1ficas, pudemos observar em utens\u00edlios de cer\u00e2mica, estatu\u00e1ria e urnas funer\u00e1rias os rastros de sociedades interconectadas atrav\u00e9s da circula\u00e7\u00e3o milenar de objetos, imagens e pessoas entre a costa do Pac\u00edfico, a Cordilheira dos Andes e as terras baixas amaz\u00f4nicas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Figura-1.-Urna-Funeraria-Culturas-do-Napo-e-do-Amazonas.-1100-1500-d.C.-Museo-Arqueologico-y-Centro-Cultural-de-Orellana-Coca-Equador-copia-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-610\" srcset=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Figura-1.-Urna-Funeraria-Culturas-do-Napo-e-do-Amazonas.-1100-1500-d.C.-Museo-Arqueologico-y-Centro-Cultural-de-Orellana-Coca-Equador-copia-768x1024.jpg 768w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Figura-1.-Urna-Funeraria-Culturas-do-Napo-e-do-Amazonas.-1100-1500-d.C.-Museo-Arqueologico-y-Centro-Cultural-de-Orellana-Coca-Equador-copia-225x300.jpg 225w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Figura-1.-Urna-Funeraria-Culturas-do-Napo-e-do-Amazonas.-1100-1500-d.C.-Museo-Arqueologico-y-Centro-Cultural-de-Orellana-Coca-Equador-copia-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Figura-1.-Urna-Funeraria-Culturas-do-Napo-e-do-Amazonas.-1100-1500-d.C.-Museo-Arqueologico-y-Centro-Cultural-de-Orellana-Coca-Equador-copia-1536x2048.jpg 1536w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Figura-1.-Urna-Funeraria-Culturas-do-Napo-e-do-Amazonas.-1100-1500-d.C.-Museo-Arqueologico-y-Centro-Cultural-de-Orellana-Coca-Equador-copia-scaled.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Figura 1. Urna Funer\u00e1ria, Culturas do Napo e do Amazonas. 1100-1500 d.C. Museo Arqueol\u00f3gico y Centro Cultural de Orellana, Coca, Equador. Fotograf\u00eda tirada pela autora em 23 de Setembro de 2023.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>      De outro modo, estes mesmos objetos nos levam a refletir sobre como a implanta\u00e7\u00e3o de fronteiras coloniais e, posteriormente, nacionais modernas, pautada por disputas por recursos naturais, for\u00e7ou o desmembramento destes territ\u00f3rios antes integrados cultural e biodiversamente.<a href=\"#_ftn1\">[3]<\/a> Este processo imp\u00f4s uma reorganiza\u00e7\u00e3o espacial que interrompia o fluxo vital dos ecossistemas regionais para abrir caminho ao controle estatal e \u00e0 explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria destes territ\u00f3rios. O \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0exerc\u00edcio de an\u00e1lise do processo de coloniza\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o geogr\u00e1fico e na longa dura\u00e7\u00e3o p\u00f4de ser repetido em outros contextos.<a href=\"#_ftn2\">[4]<\/a> Por exemplo, ao passo que, na Igreja da Companhia de Jesus em Quito, pode-se ler a hist\u00f3ria das ordens cat\u00f3licas como elemento propulsor ao avan\u00e7o do colonialismo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 fronteira amaz\u00f4nica na primeira modernidade, ao analisarmos os projetos de hegemonia extrativista na Amaz\u00f4nia Equatoriana no contexto da Guerra Fria, v\u00ea-se\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0replicada a f\u00f3rmula da alian\u00e7a entre organiza\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias, imperialismo e explora\u00e7\u00e3o ambiental na ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o amaz\u00f4nico.<a href=\"#_ftn3\">[5]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>      A rela\u00e7\u00e3o entre ideologia colonial extrativista e conflitos socioambientais na Amaz\u00f4nia, permeados pela imposi\u00e7\u00e3o de conceitos e pr\u00e1ticas espaciais hegem\u00f4nicos, tornaram-se mais evidentes durante nossa estadia no territ\u00f3rio Kichwa de Sarayaku. Ali, pudemos ouvir relatos de lideran\u00e7as Kichwa como Gerardo Gualinga, Franco Viteri e Noem\u00ed Gualinga. Situada na prov\u00edncia\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0de Pastaza, \u00e0s margens do Rio Bobonaza, Sarayaku ocupa 140 mil hectares e possui atualmente cerca de 1500 habitantes. Desde 1992, o povo Kichwa de Sarayaku teve sua propriedade coletiva sobre o territ\u00f3rio reconhecida pelo Estado, resultado de uma s\u00e9rie de levantes e reivindica\u00e7\u00f5es\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0de povos ind\u00edgenas do Equador.<a href=\"#_ftn1\">[6]<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Figura-2.-NECESITA-PERMISO_-SARAYAKU-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-613\" srcset=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Figura-2.-NECESITA-PERMISO_-SARAYAKU-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Figura-2.-NECESITA-PERMISO_-SARAYAKU-300x225.jpg 300w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Figura-2.-NECESITA-PERMISO_-SARAYAKU-768x576.jpg 768w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Figura-2.-NECESITA-PERMISO_-SARAYAKU-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Figura-2.-NECESITA-PERMISO_-SARAYAKU-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Figura 2. Nosso grupo reunido para uma conversa com Gerardo Gualinga, Franco Viteri e Noem\u00ed Gualinga. Sarayaku, 28 de Setembro de 2023. Fotografia tirada pela autora.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>       No entanto, em 1996, o Estado autorizou a petroleira argentina CGC a perfurar po\u00e7os de petr\u00f3leo em Sarayaku com base na lei que garante os direitos ind\u00edgenas apenas \u00e0 superf\u00edcie do territ\u00f3rio, enquanto que seus recursos geol\u00f3gicos permanecem sob o controle estatal. Somado a mobiliza\u00e7\u00f5es em acampamentos para a defesa de seu territ\u00f3rio, \u00a0relatadas por Franco Viteri, o Povo Kichwa de Sarayaku moveu um processo contra o Estado do Equador na Corte Interamericana de Direitos Humanos, na Costa Rica, em 2011, e ganhou o caso em 2012 ao demonstrar que as atividades petroleiras em seu territ\u00f3rio violavam direitos humanos por amea\u00e7arem a exist\u00eancia daquele povo, intimamente conectada \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do ecossistema da floresta.<a href=\"#_ftn1\">[7]<\/a> Ademais, uma outra discuss\u00e3o de suma relev\u00e2ncia permeou o caso: a Constitui\u00e7\u00e3o do Equador, realizada com a participa\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas, garantia os direitos da natureza.<a href=\"#_ftn2\">[8]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>      Para al\u00e9m da repercuss\u00e3o e impacto deste caso em discuss\u00f5es de jurisprud\u00eancia sobre os direitos humano e ambiental, no que tange a arte e a hist\u00f3ria da arte, \u00e9 interessante analisar de que forma esses discursos penetraram os espa\u00e7os expositivos. Sendo assim, proponho uma reflex\u00e3o sobre o projeto <em>Selva Jur\u00eddica <\/em>(2014), uma colabora\u00e7\u00e3o em pesquisa, livro e instala\u00e7\u00e3o entre a artista, escritora e videoensa\u00edsta su\u00ed\u00e7a Ursula Biemann, o arquiteto e urbanista brasileiro Paulo Tavares, o Povo Kichwa de Sarayaku e o Povo Shuar de Kupiamais. O projeto tamb\u00e9m contou com a curadoria da brit\u00e2nica Yesomi Umolu, o design gr\u00e1fico do coletivo italiano Brave New Alps e design cartogr\u00e1fico da arquiteta iraniana Samaneh Moafi.<a href=\"#_ftn1\">[9]<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1112\" height=\"1397\" src=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Figura-3-edited.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-619\" srcset=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Figura-3-edited.jpeg 1112w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Figura-3-edited-239x300.jpeg 239w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Figura-3-edited-815x1024.jpeg 815w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Figura-3-edited-768x965.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1112px) 100vw, 1112px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Figura 3. Capa do livro &#8220;Selva Jur\u00eddica&#8221;. Fotografira tirada pela autora em 24 de Janeiro de 2024.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>     <em>Selva Jur\u00eddica <\/em>investigou e colocou em circula\u00e7\u00e3o os conflitos socioambientais no Equador, esmiu\u00e7ando um denso debate ontol\u00f3gico e jur\u00eddico sobre os direitos da natureza, de extrema relev\u00e2ncia pol\u00edtico-ecol\u00f3gica na atualidade, onde cosmologias ind\u00edgenas, ecologia moderna, ci\u00eancias clim\u00e1ticas, \u00e9tica e direito se encontram. A instala\u00e7\u00e3o participou de v\u00e1rias exposi\u00e7\u00f5es e fomentou s\u00e9ries de debates em diversas institui\u00e7\u00f5es no mundo.<a href=\"#_ftn1\">[9]<\/a> O projeto parte do processo do Povo Kichwa contra o Equador na Corte Interamericana de Direitos Humanos em 2011 e se desdobra para a an\u00e1lise de outros casos paradigm\u00e1ticos: o processo movido por povos ind\u00edgenas de v\u00e1rias nacionalidades no Equador contra a Texaco, iniciado em 1993, e o caso aberto em janeiro de 2013 por uma coaliz\u00e3o ind\u00edgena junto a ONGs ambientalistas contra o Estado equatoriano devido ao projeto de minera\u00e7\u00e3o em grande escala na <em>Cordillera del Condor.<\/em><a href=\"#_ftn2\">[11]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>       Em formato de instala\u00e7\u00e3o, <em>Selva Jur\u00eddica <\/em>(2016-2018) explora m\u00faltiplas perspectivas sobre os conflitos atrav\u00e9s de uma variedade de m\u00eddias, evidenciando formas distintas de conhecer e obter informa\u00e7\u00e3o por meio de elementos visuais e materiais sobre o meio-ambiente, eventos (e crimes ambientais) passados e ecologia. Atrav\u00e9s de uma v\u00eddeo-proje\u00e7\u00e3o em&nbsp;dois canais&nbsp;sincronizados, os artistas produziram uma esp\u00e9cie de colagem com entrevistas com lideran\u00e7as Kichwa e Shuar e interven\u00e7\u00f5es de cientistas, juristas, ativistas e xam\u00e3s.<a href=\"#_ftn1\">[11]<\/a> Outros v\u00eddeos transmitem o julgamento do caso Kichwa na Corte Interamericana de Direitos Humanos. Bancadas expositivas justap\u00f5em documentos, mapas, amostras de solo, fotografias a\u00e9reas, imagens de sat\u00e9lite e publica\u00e7\u00f5es paradigm\u00e1ticas para o ativismo ambiental no p\u00f3s-guerra (como o livro <em>Only One Earth<\/em> de Barbara Ward e Ren\u00e9 Dubos, publicado em 1972). <\/p>\n\n\n\n<p>      Ainda, ao se apropriar de t\u00e9cnicas investigativas das Ci\u00eancias Forenses, <em>Selva Jur\u00eddica<\/em> n\u00e3o se prop\u00f5e apenas a produzir informa\u00e7\u00e3o sobre os casos de viola\u00e7\u00e3o de direitos ambientais.<a href=\"#_ftn1\">[12]<\/a> De outro modo, o conjunto de materiais justapostos em formato de arte-instala\u00e7\u00e3o estimula uma reflex\u00e3o sobre o car\u00e1ter ficcional do sistema jur\u00eddico moderno, constitu\u00eddo por t\u00e9cnicas, saberes e linguagens convencionadas ao longo do tempo. Ficcional n\u00e3o quer dizer, contudo, falso; mas nos imp\u00f5e uma reflex\u00e3o sobre os processos hist\u00f3ricos de produ\u00e7\u00e3o de um determinado campo do saber. Isto \u00e9 discutido no livro <em>Selva Jur\u00eddica,<\/em> tamb\u00e9m exposto na instala\u00e7\u00e3o, onde os artistas percorrem as particularidades dos contratos sociais e os processos hist\u00f3ricos de formata\u00e7\u00e3o dos sujeitos desses contratos. Partindo de Sarayaku, caso que inaugura um novo entendimento jur\u00eddico sobre a natureza em \u00e2mbito internacional, os artistas exp\u00f5em a genealogia dos direitos da natureza. Desde o processo movido pelo Sierra Club, representando o Mineral King Valley, contra a Walt Disney Enterprise na Suprema Corte dos Estados Unidos nos anos 1970, \u00e0 Assembl\u00e9ia Constituinte de Montecristi, que formulou a Constitui\u00e7\u00e3o do Equador de 2008, explicita-se a maneira contratual e n\u00e3o \u201cnatural\u201d com que se estabelece a rela\u00e7\u00e3o entre sociedade e natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>Biemann e Tavares adotam o <em>Contrato Natural<\/em> do fil\u00f3sofo franc\u00eas Michel Serres como fio condutor de suas reflex\u00f5es, que discute a amplia\u00e7\u00e3o dos sujeitos de direito ao longo da hist\u00f3ria do direito moderno. Publicado em 1990, mesmo ano dos levantes ind\u00edgenas no Equador, o <em>Contrato Natural<\/em> se insere no campo da filosofia e hist\u00f3ria do direito.<a href=\"#_ftn1\">[13]<\/a> Na obra, Serres revisita o <em>Contrato Social<\/em> de Rousseau e aponta para uma progressiva amplia\u00e7\u00e3o no quadro de sujeitos legais na hist\u00f3ria moderna em vista do avan\u00e7o dos movimentos de minorias sociais e, um pouco depois, do movimento ecol\u00f3gico. Para al\u00e9m disso, o <em>Contrato Natural<\/em> explicita o car\u00e1ter ficcional do sistema jur\u00eddico e reivindica uma revis\u00e3o. Assim, os artistas definem o <em>Contrato Natural<\/em> como um \u201cmarco te\u00f3rico e metodol\u00f3gico\u201d para o projeto <em>Selva Jur\u00eddica.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>     Vale ressaltar que \u00e9 a partir do confronto entre cosmologia ind\u00edgena e filosofia ocidental, onde confluem o princ\u00edpio Kichwa de <em>sumak kawsay <\/em>(comumente traduzido como <em>bem viver<\/em>)<a href=\"#_ftn1\">[14]<\/a> e a ideia da natureza como sujeito de direitos, que este novo contrato natural se torna poss\u00edvel. Isto \u00e9 ressaltado na entrevista com Alberto Acosta, presidente da Assembl\u00e9ia Constituinte de Montecristi, transcrita pelos artistas, que recorda que os direitos da natureza dizem respeito a uma cosmologia moderna, onde \u201cos humanos est\u00e3o concedendo direitos a todos os outros seres vivos\u201d, enquanto que no mundo ind\u00edgena nunca houve tal hierarquia entre humanos e n\u00e3o-humanos.<a href=\"#_ftn2\">[15]<\/a><sup> &nbsp;<\/sup>Isto tamb\u00e9m \u00e9 destacado na fala de Nina Pacari, lideran\u00e7a kichwa, advogada e ju\u00edza constitucional, que ressalta que, no mundo ind\u00edgena, os direitos individuais s\u00e3o indissoci\u00e1veis dos direitos da natureza, mas que esta discuss\u00e3o \u00e9 imprescind\u00edvel para a composi\u00e7\u00e3o de um outro paradigma contempor\u00e2neo da rela\u00e7\u00e3o humano-natureza.<a href=\"#_ftn3\">[16]<\/a> Por fim, na s\u00e9rie de processos legais abordados em <em>Selva Jur\u00eddica<\/em>, s\u00e3o os povos ind\u00edgenas do Equador que emergem como os protagonistas do movimento para transforma\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia do constitucionalismo moderno, for\u00e7ando a amplia\u00e7\u00e3o do rol dos sujeitos de direito para incluir ecossistemas e sujeitos coletivos e, assim, estimulam uma revis\u00e3o na forma como se entende e se pratica a rela\u00e7\u00e3o entre sociedade e natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;     Para concluir, \u00e9 importante destacar o papel da arte nas discuss\u00f5es sobre ecologia, pol\u00edtica e natureza. A transposi\u00e7\u00e3o de discursos dos campos dos direitos humanos e justi\u00e7a ambiental para o espa\u00e7o das artes n\u00e3o somente aponta para a capilaridade das estrat\u00e9gias de mobiliza\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas, para al\u00e9m de t\u00e1ticas de resist\u00eancia no territ\u00f3rio e de sua presen\u00e7a em tribunais penais internacionais. Ela tamb\u00e9m revela uma expans\u00e3o no campo da arte contempor\u00e2nea, que passa a constituir esp\u00e9cies de f\u00f3runs de discuss\u00e3o sobre conflitos ambientais, que sempre conjuga aspectos locais e globais.<a href=\"#_ftn1\">[17]<\/a> No caso de <em>Selva Jur\u00eddica<\/em>, ocorre uma intersec\u00e7\u00e3o multitemporal entre a sala expositiva, territ\u00f3rios ind\u00edgenas no Equador, o circuito global de arte e o tribunal penal internacional na Costa Rica. Se entendermos os diferentes ecossistemas do mundo como ao mesmo tempo singulares e partes de ciclos biof\u00edsicos interconectados em um mesmo Sistema Terra, \u00e9 poss\u00edvel compreender a relev\u00e2ncia da conflu\u00eancia do lugar com o globo para discuss\u00f5es que abordam conflitos ambientais.<a href=\"#_ftn2\">[18]<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>       Deste modo, projetos como este fomentam espa\u00e7os alternativos aos f\u00f3runs de governan\u00e7a global, que ainda carecem de vozes e ideias que desafiem a ordem econ\u00f4mica global neoliberal (como o dogma do desenvolvimento sustent\u00e1vel). Este \u00e9 o caso do princ\u00edpio kichwa <em>sumak kawsay<\/em>, j\u00e1 inclu\u00eddo na Constitui\u00e7\u00e3o do Equador de 2008, que surge como uma alternativa \u00e0 ideia de desenvolvimento, necessariamente fundamentada em uma l\u00f3gica extrativista da natureza, baseada no ac\u00famulo e consumo individuais.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acosta, Alberto. <em>O Bem Viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. <\/em>Elefante Editora, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>_____________. \u201cEntrevista com Alberto Acosta, Em Homenagem aos 10 Anos da Constitui\u00e7\u00e3o Equatoriana de Monte Cristi.\u201d <em>Teoria Jur\u00eddica Contempor\u00e2nea <\/em>3, 2 (julho-dezembro 2018): 194-201.<\/p>\n\n\n\n<p>Biemann, Ursula, e Paulo Tavares. <em>Forest Law \u2013 Selva Jur\u00eddica<\/em>. 3.ed. Funda\u00e7\u00e3o Bienal de S\u00e3o Paulo, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>Demos, T.J.. <em>Decolonizing Nature: Contemporary Art and the Politics of Ecology<\/em>. Berlin: Sternberg Press, 2016. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fern\u00e1ndez-Salvador, Carmen. <em>Encuentros y Desencuentros con la frontera imperial: la iglesia de la Compa\u00f1\u00eda de Jes\u00fas de Quito y el Amazonas (siglo XVII). <\/em>Madrid: beroamericana\/Vervuert, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Mignolo, Walter. <em>The Darker Side of the Renaissance. Literacy, Territoriality and Colonization<\/em>. Ann Arbor: Michigan University Press. 1995.<\/p>\n\n\n\n<p>Quijano, An\u00edbal. \u201cColonialidad y modernidad-racionalidad.\u201d In Bonilla, <em>Los conquistados: 1942 y la poblaci\u00f3n ind\u00edgena de las Am\u00e9ricas<\/em>. 437-447. Equador: Libri Mundi, 1992.<\/p>\n\n\n\n<p>____________. \u201cColonialidad del poder, eurocentrismo y Am\u00e9rica Latina\u201d In <em>Cuestiones y horizontes: de la dependencia hist\u00f3rico-estructural a la colonialidad\/descolonialidad del poder. <\/em>861-919. Buenos Aires, Argentina: CLACSO, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>Serres, Revisiting <em>The Natural Contract,<\/em> palestra ao Institute of the Humanities, Simon Fraser University, Canad\u00e1,&nbsp;4 Maio de 2006<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Esta participa\u00e7\u00e3o de artistas em debates sobre a quest\u00e3o ambiental e clim\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 necessariamente nova. Durante a Rio-92, houve uma s\u00e9rie de interven\u00e7\u00f5es art\u00edsticas que questionavam, direta ou indiretamente, os princ\u00edpios ideol\u00f3gicos das discuss\u00f5es da confer\u00eancia do clima. Por exemplo, o trabalho <em>A Meter of Jungle<\/em> (1992), do artista Americano Mark Dion, que combinava arte <em>site-specific<\/em>,arte-instala\u00e7\u00e3o e t\u00e9cnicas investigativas provenientes das ci\u00eancias naturais, estimulando a reflex\u00e3o sobre a representa\u00e7\u00e3o da natureza nas ci\u00eancias modernas e a forma como ela afeta a maneira como pensamos e respondemos \u00e0 crise ambiental. O trabalho foi exibido, junto a outros executados por outros artistas em resposta \u00e0 confer\u00eancia, na exposi\u00e7\u00e3o <em>Arte Amazonas, <\/em>no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1992.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Para um debate mais amplo sobre novas pr\u00e1ticas em arte contempor\u00e2nea que dialogam com a Ecologia Pol\u00edtica, cf. T.J. Demos, <em>Decolonizing Nature: Contemporary Art and the Politics of Ecology<\/em> (Berlin: Sternberg Press, 2016). &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Cf. Alberto Acosta<em>, O Bem Viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos <\/em>(Elefante Editora, 2016).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Biemann e Tavares, <em>Forest Law \u2013 Selva Jur\u00eddica,<\/em> 80-82.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Ibid., 83-4.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> cf. Serres, Revisiting <em>The Natural Contract,<\/em> palestra ao Institute of the Humanities, Simon Fraser University, Canad\u00e1,&nbsp;4 Maio de 2006, <a href=\"https:\/\/journals.uvic.ca\/index.php\/ctheory\/article\/download\/14482\/5325?inline=1\">https:\/\/journals.uvic.ca\/index.php\/ctheory\/article\/download\/14482\/5325?inline=1<\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Este di\u00e1logo com as Ci\u00eancias Forenses n\u00e3o \u00e9 algo pontual no trabalho de Paulo Tavares. Desde 2012, Tavares \u00e9 pesquisador em <em>Forensic Architecture<\/em>, um grupo de pesquisa multidisciplinar situado na Goldsmiths, University of London, que investiga casos de viol\u00eacia estatal e viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos (<a href=\"https:\/\/forensic-architecture.org\/about\/agency\">https:\/\/forensic-architecture.org\/about\/agency<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Imagens da instala\u00e7\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis no Cat\u00e1logo da 32\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo \u2013 Incerteza Viva (pp. 365-367) (acesse pelo link <a href=\"https:\/\/issuu.com\/bienal\/docs\/32bsp-catalogo-web-pt\">https:\/\/issuu.com\/bienal\/docs\/32bsp-catalogo-web-pt<\/a> ) e no site da Sharjah Art Foundation (acesse pelo link <a href=\"https:\/\/sharjahart.org\/sharjah-art-foundation\/projects\/forest-law\">https:\/\/sharjahart.org\/sharjah-art-foundation\/projects\/forest-law<\/a> )<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> BAK, Utrecht, Holanda (2015); 32\u00aa. Bienal de S\u00e3o Paulo \u2013 Incerteza Viva, Brasil (2016); Sharjah Art Foundation, Emirados \u00c1rabes (2017); FORMAT17 HABITAT, Beijing (2017); OK. VIDEO, Jakarta, Indonesia (2017); <em>World of Matter: Mobilizing Materialities<\/em>, Katherine E. Nash Gallery, MSU, Minneapolis, EUA (2017); Festival Transitio MX_07, Centro Nacional de las Artes, Cidade do M\u00e9xico (2017); Media Art Biennial, Museu Nacional de Belas Artes, Santiago de Chile (2017); The Institute of the Arts and Sciences, UC Santa Cruz (2018).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Biemann e Tavares, <em>Forest Law \u2013 Selva Jur\u00eddica,<\/em> 134.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Outros exemplos de projetos de arte que trabalham com imagin\u00e1rios extrativistas e discuss\u00f5es sobre justi\u00e7a ambiental no Equador s\u00e3o <em>Estado F\u00f3sil<\/em> (2022), coordenado por Sof\u00eda Acosta Varea, Francisco Hurtado Caicedo e Anamar\u00eda Garz\u00f3n Mantilla, e <em>La Sexta Extinci\u00f3n <\/em>(2017) de Felipe J\u00e1come Reyes. O \u00faltimo fazia parte da exposi\u00e7\u00e3o <em>Humano Demasiado Humano<\/em> (2023), exibido no Centro de Arte Contempor\u00e1neo de Quito, com curadoria de Pedro Soler.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> <a href=\"https:\/\/www.corteidh.or.cr\/docs\/casos\/articulos\/seriec_245_por.pdf\">https:\/\/www.corteidh.or.cr\/docs\/casos\/articulos\/seriec_245_por.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Sobre a constitui\u00e7\u00e3o do Equador de 2008 e os direitos da natureza, e sua conseguinte viola\u00e7\u00e3o pelo governo de Rafael Correa, cf. \u201cEntrevista com Alberto Acosta em Homenagem aos 10 Anos da Constitui\u00e7\u00e3o Equatoriana de Monte Cristi,\u201d <em>Teoria Jur\u00eddica Contempor\u00e2nea <\/em>3, 2 (julho-dezembro 2018): 194-20.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Cf. Biemann e Tavares, <em>Forest Law \u2013 Selva Jur\u00eddica,<\/em> p.24.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Sobre a implanta\u00e7\u00e3o de fronteiras na Amaz\u00f4nia e conflitos socioambientais, cf. Biemann e Tavares, <em>Forest Law \u2013 Selva Jur\u00eddica<\/em> (3.ed. Funda\u00e7\u00e3o Bienal de S\u00e3o Paulo, 2016), 105-135.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Para uma reflex\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o entre colonialismo, modernidade e natureza na Am\u00e9rica Latina, cf. An\u00edbal Quijano, \u201cColonialidad y modernidad-racionalidad,\u201d in Bonilla, <em>Los conquistados: 1942 y la poblaci\u00f3n ind\u00edgena de las Am\u00e9ricas<\/em> (Ecuador: Libri Mundi, 1992), p. 437-447; An\u00edbal Quijano, \u201cColonialidad del poder, eurocentrismo y Am\u00e9rica Latina,\u201d in <em>Cuestiones y horizontes: de la dependencia hist\u00f3rico-estructural a la colonialidad\/descolonialidad del poder <\/em>(Buenos Aires, Argentina: CLACSO, 2000), 861-919; Walter Mignolo, <em>The Darker Side of the Renaissance. <\/em><em>Literacy, Territoriality and Colonization<\/em> (Ann Arbor: Michigan University Press. 1995).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Como o caso da associa\u00e7\u00e3o entre o <em>Summer Institute of Linguistics<\/em>, financiado pela CIA e pela Ag\u00eancia para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos, e o cons\u00f3rcio Texaco-Gulf (cf. Biemann e Tavares, <em>Forest Law \u2013 Selva Jur\u00eddica<\/em>, pp. 29-37). Para uma an\u00e1lise da programa iconogr\u00e1fico da Igreja da Companhia de Jes\u00fas em Quito, executado na segunda metade do s\u00e9culo XVII, e sua rela\u00e7\u00e3o com o projeto mission\u00e1rio na Amaz\u00f4nia, cf. Carmen Fern\u00e1ndez-Salvador, <em>Encuentros y Desencuentros con la frontera imperial: la iglesia de la Compa\u00f1\u00eda de Jes\u00fas de Quito y el Amazonas (siglo XVII) <\/em>(Madrid: Iberoamericana\/Vervuert, 2018).<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> <a href=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/\">https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/en\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Acesse o link do facebook para ver postagens sobre a viagem de pesquisa: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100090200117943\">https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100090200117943<\/a><\/p>\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Floresta no Tribunal: Territ\u00f3rio Kichwa e os Direitos da Natureza em Selva Jur\u00eddica (2014) de Ursula Biemann e Paulo Tavares. 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