Coordenadores
Ph.D. pela Universidade de Chicago. Professora de história da arte na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidad San Francisco de Quito. Publicou vários estudos sobre historiografia e arte colonial, incluindo “Reflections on Painting in Colonial Quito”, em The Art of Painting in Colonial Quito (Philadelphia: St. Joseph University Press, 2012); “Following in the Footsteps of Christ: Uses of the Via Crucis in Colonial Quito”, em Aesthetic Theology in the Franciscan Tradition: The Senses and the Experience of God in Art (Routledge, 2019). Ela é coautora do livro Arte colonial Quiteño: Renovado enfoque y nuevos actores. Biblioteca Básica de Quito 14 (Quito: FONSAL, 2007); junto com Verónica Salles-Reese, editou o volume Autores y Actores del Mundo Colonial: Nuevos Enfoques Multidisciplinarios (Quito: USFQ, Georgetown University e CASO: 2008). Durante o semestre de outono de 2015, foi Professor Visitante Robert F. Kennedy no Departamento de História da Arte da Universidade de Harvard. Em relação ao tema do seminário, publicou seu último livro Encounters and Disencounters with the Imperial Frontier: The Church of the Society of Jesus in Quito and the Mission in the Amazon (seventeenth century) (Vervuert, 2018) e o capítulo “Jesuit Missionary Work in the Imperial Frontier: Mapping the Amazon in Seventeenth-Century Quito”, em Religious Transformations in the Early Modern Americas (Philadelphia: Penn University Press, 2014).
Ph.D. pela Universidade de Hamburgo. Professor de história da arte na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. É especialista em práticas artísticas da Itália e da Península Ibérica do século XV ao XVII, história cultural, globalização do início da modernidade e intercâmbio intelectual no mundo atlântico. Atualmente, está pesquisando a história da Antártica Francesa, a imagem global das comunidades indígenas Tupinamba, bem como a relação entre arte, doença e processos de conversão no mundo atlântico. Seus projetos, tanto individuais quanto coletivos, foram apoiados pela Fundação Getty, Villa i Tatti, DAAD Alemanha, Instituto Nacional de História da Arte (INHA-Paris) e pelas agências brasileiras de financiamento Fapesp, Faperj, CNPq e Capes. Em 2012, juntamente com Roberto Conduru e Vera Siqueira, coordenou o projeto patrocinado pela iniciativa Connecting Art Histories, intitulado “Unfolding Art History in Latin America”, do qual participaram a Universidad San Francisco de Quito e a Universidad de Los Andes.
Ph.D. pela Rutgers University. Professora associada do Departamento de História da Arte da Universidad de Los Andes, em Bogotá (Colômbia), e decana da Faculdade de Artes e Humanidades da mesma universidade entre 2015 e 2021. Além de ter criado o primeiro curso de graduação em história da arte na Colômbia (2010), ela é membro fundador do capítulo colombiano do Comité International d’Histoire de l’Art (CIHA) e parte do comitê diretor da Transregional Academy on Latin American Art do Deutsches Forum für Kunstgeschichte (2019-2022). Seus campos de estudo incluem a arte colonial latino-americana, a arte renascentista global, a recepção da tradição clássica no contexto colonial, a história da gravura e o retrato. Publicações recentes incluem um estudo diacrônico das representações do cacicazgo andino intitulado “Narratives of Sacrifice in the Nuevo Reino de Granada: Doubting Sugamuxi and Muisca Conversion in a Colonial Context” em Sacrifice and Conversion in the Early Modern Atlantic World (Harvard Press, 2022); dois capítulos e um artigo sobre a reinterpretação da tradição clássica por círculos humanistas em Lima e Cuzco no século XVII, um deles publicado em Re-inventing Ovid’s Metamorphoses, 1300-1700 (Brill, 2020). Ele também explorou o tema clássico dos murais seculares do século XVI em Tunja (Historia y Sociedad n.36, 2019).
Assistente de projeto
Ph.D. Universidade de Boston. Sua pesquisa é focada em Arte Latino-Americana com ênfase nos séculos XIX e XX. Atualmente, está trabalhando na fundação das academias de arte na Colômbia, Equador e Venezuela, em relação às instituições artísticas em Paris e Roma. Antes de ingressar na Universidade de Boston, trabalhou em vários projetos de pesquisa e curadoria na Colômbia. Graduado no curso de Artes, com ênfase em artes plásticas e história e teoria da arte, pela Universidad de los Andes (2007), e, graças a uma bolsa Fulbright, concluiu o programa de mestrado em Cultura Visual na Illinois State University (2012). Trabalhou como chefe de curadoria na coleção de arte do Museu Nacional da Colômbia, coordenador de circulação da Galeria Santa Fe e Assessor da Gerência de Artes Plásticas do Instituto Distrital de Artes (IDARTES). Em 2009, foi vencedor do Prêmio Nacional de Crítica de Arte (Ministério da Cultura e Universidad de los Andes) com um ensaio sobre a obra Perfomola de Carlos Monroy, e em 2012 foi agraciado com a bolsa de pesquisa monográfica sobre artistas colombianos (Ministério da Cultura), a partir da qual publicou o livro “Não me faça perguntas e não lhe direi mentiras”, sobre a obra de Juan Mejía. Em 2017, recebeu uma bolsa do Instituto de Verão de Estudos Técnicos em Arte (Fundação Andrew W. Mellon, Museu de Arte da Universidade de Harvard); em 2019, foi bolsista pré-doutoral do Humanities Without Walls Consortium (Fundação Andrew W. Mellon, Universidade de Illinois); e em 2021-22, estagiário graduado da Fundação Getty.
Colaboradores
Ph.D. Universidade de Leiden. Professora assistente de antropologia na Universidade San Francisco de Quito. Além de um doutorado e um mestrado em arqueologia na mesma universidade, possui um segundo mestrado em arqueologia e antropologia forense pela Cranfield University. Até agosto de 2022, foi diretora do Instituto Nacional de Patrimônio Cultural, e entre 2018 e 2020, curadora do Museu Casa del Alabado. Seu trabalho está focado na formação e nos usos de coleções com restos humanos na região andina e na Europa Ocidental. Foi curadora convidada no Museu Nacional do Equador (MUNA), no Museu Jijón e Caamaño, e em Leiden, no Museum of World Cultures (anteriormente conhecido como Rijksmuseum voor Volkenkunde).
PhD. University College London. Professora assistente do Departamento de História da Arte da Universidad de Los Andes, onde leciona sobre arte pré-colombiana e colonial na Amazônia, petroglifos e cerâmica pré-hispânica. Ela dirigiu e participou de escavações arqueológicas e projetos de curadoria na Colômbia, Porto Rico, Venezuela e Inglaterra. Sua pesquisa foca no período tardio pré-hispânico e no início do período colonial, particularmente sobre as relações e trocas interétnicas, a identificação de identidades na cultura material e nos documentos históricos. Suas publicações recentes incluem: Lozada-Mendieta e Carvalho, “Na terra dos jacarés: Imaginários geográficos, imperialismo e tropicalidade nas obras de Jules Crevaux (1883) e Jean Chaffanjon (1889)” (Historia Crítica, 2022), Lozada-Mendieta, N. e Oliver, J.R. “A arqueologia do poderoso Orinoco no século XXI: Uma síntese” no Oxford Handbook of South American Archaeology (2022), Arroyo-Kalin, M. Morcote-Ríos, G. Lozada-Mendieta, N. L. Veal “Entre La Pedrera e Araracuara: a arqueologia do médio rio Caquetá”. Revista do Museu de La Plata 4 (2019), e Riris, P; J. R. Oliver e N. Lozada Mendieta. “Missing the point: reevaluating the earliest lithic technology in the Middle Orinoco”, Royal Society Open Science, 5 (2018).
4o
Jens Baumgarten é Professor de História da Arte na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Ele estudou História da Arte e História em Hamburgo e Florença. Após suas bolsas de pós-doutorado em Dresden, Alemanha, Cidade do México e Campinas, Brasil, ele estabeleceu um dos primeiros departamentos autônomos de História da Arte no Brasil. Em 2010, foi Pesquisador Visitante no Getty Research Institute e no Kunsthistorisches Institut em Florença em 2016/2017. Ele é membro do Comitê Brasileiro de História da Arte (CBHA). Sua especialização abrange a história da arte da era moderna na América Latina e na Europa, assim como a historiografia da arte, cultura visual e seus contextos teóricos e metodológicos. Baumgarten é autor do livro ‘Imagem, Confissão e Poder’ (em alemão, 2004), de vários artigos, e está preparando um livro sobre ‘Sistemas Visuais no Brasil Colonial’ e outro sobre comparações entre a história da arte brasileira e filipina.
.Ph.D. Universidad de Hamburgo. Profesor de historia del arte en la Universidade Federal de São Paulo. Estudió historia e historia del arte en Florencia y en Hamburgo. Luego de completar varias estancias postdoctorales en Dresden, Alemania, Ciudad de México, y Campinas, estableció en primer departamento independiente de historia del arte en Brasil. En el 2010 fue investigador visitante del Getty Research Institute, en 2013 en el Instituto Nacional del Historia del Arte (INHA-Paris), y entre 2016 y 2017, en Kunsthistorisches Institut en Florencia. Del 2011 al 2016 fue coordinador del proyecto financiado por la Fundación Getty, “New Art Histories: Relating Ideas, Objects and Institutions in the Latin American World and Global Baroque” en colaboración con la Universidad de Zurich, y desde el 2022 administra otro proyecto auspiciado por el Getty en colaboración con el Museu de Arte Contemporâneo, la Universidade de São Paulo (MAC- USP), la Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) y la Bibliotheca Hertziana en Rome, titulado “Art and Power – decolonizing Art History”. Se especializa en la historia del arte de la modernidad temprana en Latino América y Europa, el neobarroco, así como en historiografía del arte, cultural visual, teoría de la imagen en contexto, y más recientemente en la relación entre ecología y arte.
2024-2025
Tamia Viteri Toledo é arqueóloga formada pela Pontificia Universidad Católica del Ecuador e tem mestrado em gestão de patrimônio cultural e museologia. Atualmente, está cursando o doutorado em Arqueologia das Américas na Universidade de Bonn, Alemanha. Trabalhou como pesquisadora na Escola de Antropologia da PUCE e atualmente é pesquisadora associada do Grupo de Excelência “Centro para o Estudo da Dependência e Escravidão” da Universidade de Bonn. Sua pesquisa é especializada em estudos arqueológicos da Amazônia a partir de uma perspectiva multidisciplinar, com ênfase em análises iconográficas, cerâmicas e etnoarqueológicas.
Seu projeto para o seminário concentra-se no estudo iconográfico e tecnológico da cerâmica Kichwa amazônica da bacia de Pastaza, no Equador, com o objetivo de explorar o entrelaçamento das relações sociais entre diversos agentes, além das relações humanas, que permitem a reprodução e a atualização de suas práticas sociais e da produção de cerâmica. Também busca analisar a cerâmica Kichwa, não apenas a partir de sua funcionalidade artefatual e construção discursiva, mas também a partir de sua capacidade de agência, resiliência e performatividade. Nesse sentido, elas não são consideradas apenas como objetos de imaginação e representação, mas também como locais de práticas sociais como agentes, mediadores ou intermediários de interações humanas e não humanas.
Su proyecto para el seminario se centra en el estudio iconográfico y tecnológico de la cerámica kichwa amazónica de la cuenca de Pastaza-Ecuador, con el fin de explorar el entramado de relaciones sociales entre diversos agentes, más allá de las relaciones humanas; que permiten la reproducción y actualización de sus prácticas sociales y de su producción cerámica. Así mismo, busca analizar a la cerámica kichwa, no solo desde su funcionalidad artefactual y construcción discursiva, sino también desde su capacidad de agencia, resiliencia y performatividad. En este sentido, no se la considera sólo como objetos de imaginación y representación, sino también como lugares de prácticas sociales al ser agentes, mediadores o intermediarios de las interacciones humanas y no humanas.
Cathryn Jijon é doutoranda em história da arte no Graduate Center, City University of New York, onde se especializou em arte moderna e contemporânea das Américas. Ela pesquisa representações da Amazônia no início e em meados do século XX na região Andino-Amazônica. Atualmente, é bolsista do Consórcio de Pesquisa Mellon-Marron no Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York. Antes de iniciar seu doutorado, sua pesquisa sobre arte equatoriana contemporânea foi apoiada pelo Programa Fulbright Student.
Seu projeto de seminário examina como os artistas do Equador, Peru e Brasil representaram a Amazônia no início e em meados do século XX a partir de uma perspectiva ecocrítica e decolonial.
Miluska Guzmán Ruiz (San Martín-Peru, 1992). Atualmente, é candidata a doutorado em literatura latino-americana na Purdue University. Durante os últimos três anos de estudos de doutorado com especialização em Ecocriticismo e Amazônia, ela se concentrou na coleta e análise de obras literárias amazônicas de Loreto e San Martín (Peru). Atualmente, sua tese de doutorado está sendo ampliada para incluir o uso de humanidades digitais, a fim de preservar e dar a importância necessária à literatura amazônica peruana.
Seu projeto de seminário se concentra na ecocrítica latino-americana. Esse trabalho consiste em confrontar criticamente os paradigmas ocidentais por meio de uma leitura decolonial, traçando a evolução do ecocriticismo por meio de três romances amazônicos seminais. Esse estudo expõe a profunda interação entre a narrativa ambiental e a crítica decolonial na literatura amazônica, mostrando a influência das narrativas amazônicas no pensamento decolonial e na consciência ecológica.
Renata Utsunomiya é doutoranda em Ciência Ambiental na Universidade de São Paulo e possui experiência acadêmica e profissional com povos indígenas e comunidades tradicionais, principalmente na região amazônica. Realiza assessoria de projetos socioambientais e de patrimônio cultural com uso de metodologias participativas e seus interesses envolvem: gestão ambiental e territorial, patrimônio cultural, sociobiodiversidade, métodos de pesquisas com artes visuais, entre outros. Também é artista visual e facilitadora gráfica. Atualmente sua pesquisa de doutorado é realizada junto ao povo indígena Arara, da Terra Indígena Arara da Volta Grande do Xingu na Amazônia brasileira. Parte da pesquisa envolveu analisar obras de artistas indígenas, sobre como retratam a coexistência com o Rio Xingu e as mudanças que ocorrem no sistema socioecológico.
Para o segundo ano do seminário internacional, seu projeto visa se debruçar sobre a região da Volta Grande do Xingu, a partir de duas perspectivas. A primeira tem como base registros históricos dos séculos XIX e XX, como os viajantes Coudreau e Von den Steinen. A segunda é relacionada a arte indígena contemporânea produzida pelos indígenas Arara, da Terra Indígena Arara da Volta Grande do Xingu, bem como estórias orais conectadas a localidades de importância cultural para este povo. Assim, o projeto irá contar estórias de lugares, descrevendo sobre o “tempo dos antigos” a partir de registros históricos e do olhar dos indígenas Arara que habitam essa etnopaisagem única da Volta Grande do Xingu.
Próspero Carbonell Cabrales (Cartagena, 1988) é historiador da arte e artista visual, formado pela Universidad de los Andes, em Bogotá. Atualmente está fazendo doutorado em História da Arte na University of Southern California Dornsife, Los Angeles, especializando-se na interação entre cultura visual, intercâmbio artístico, sistemas de conhecimento, poder imperial e o mundo natural na Colômbia, Equador, Peru e Brasil, adotando abordagens ecocríticas e pós-coloniais. Ele trabalhou como mediador no Museu Nacional da Colômbia e seu próximo artigo analisa como as representações visuais da Bacia Amazônica em ilustrações botânicas, cartografias e alegorias, do século XVI ao XVIII, perpetuaram ideologias coloniais e patriarcais, contribuindo para a exploração da região.
Em seu projeto de seminário, Carbonell explora a interação entre cartografia, heráldica e crônicas coloniais na Amazônia durante o início da modernidade, destacando seu impacto na configuração da imagem territorial e no controle sobre as populações. Sua pesquisa se concentra em como os brasões e os emblemas morais refletem a dinâmica do poder, as identidades negociadas e a consolidação de autoridades nas representações geográficas da América do Sul tropical. A análise de Carbonell se aprofunda na mitificação e exotização da região, examinando a relação entre representação visual, valores cavalheirescos e poder colonial nos territórios americanos sob a coroa espanhola, juntamente com o impacto da heráldica portuguesa na afirmação da soberania sobre o Brasil, demonstrando seu papel na construção da estrutura social colonial.
Susana Restrepo Díaz é socióloga com ênfase em filosofia, mestre em história da arte e mestre em artes plásticas, eletrônicas e do tempo. Participou durante 10 anos da sementeira “a pirâmide visual: evolução de um instrumento conceitual” do Grupo de Pesquisa em Lógica, Epistemologia e Filosofia da Ciência (PHILOGICA) da Universidad del Rosario e da Universidad de los Andes. Sua pesquisa continua com sua tese de mestrado Mediaciones del modelo kepleriano en la pintura de los Países Bajos (Mediações do modelo kepleriano na pintura holandesa), que deu origem à sua obra Mediaciones críticas. Foi curadora das exposições Oír al Río no Museo Casa de la Memoria em Medellín (2023) e Amazonía espiritual (2020) no Planetário de Bogotá. Atualmente, ela leciona o Seminário II: Anatomia da Imagem na Faculdade de Design e Arquitetura da Universidad de los Andes.
Seu projeto para o seminário investiga como a Amazônia constitui um paradigma de visão ecológica na concepção do Novo Mundo com base em cartografias e crônicas ibéricas durante os séculos XVI e XVII que reinterpretam monumentos pré-coloniais. Sua pesquisa abrange a iconografia da paisagem amazônica como forma fundamental de entender suas fronteiras durante o início da modernidade; desde os abrigos rochosos com pictogramas onde se expressa o conhecimento das comunidades sobre o império fluvial dessa geografia até as crônicas dos missionários jesuítas enviados a Maynas e ao Pará que vieram exaltar esse engenho. Esses limites são explorados como artefatos culturais e símbolos de troca cujo poder mobilizador envolve múltiplas dinâmicas no corpo imaginado da Amazônia.
Juan David Parra é historiador da arte pela Universidad Jorge Tadeo Lozano e tem mestrado em história da arte pela Universidad de los Andes em Bogotá. Atualmente, ele está cursando o segundo ano do doutorado em Estudos Hispânicos na Universidade Estadual de Nova York em Stony Brook. Seu trabalho se concentra na história da arte e da cultura visual no mundo colonial hispano-americano, especialmente na pintura do Novo Reino de Granada e nos diálogos transatlânticos.
Seu projeto de seminário concentra-se na questão dos regimes escópicos da Amazônia e suas interpretações na produção de pinturas, gravuras e outros dispositivos visuais durante o início da modernidade na América e na Europa. Para isso, será realizada uma análise comparativa de algumas fontes visuais e escritas, como crônicas de exploração e gravuras dos séculos XVI e XVII. O objetivo é estabelecer os limites da mediação visual, da intertextualidade e da abertura de espaços de alteridade para uma possível leitura decolonial dessas reproduções.
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José Gabriel Dávila (Bogotá, 1996) tem mestrado em história da arte pela Universidad de los Andes e é doutorando em Estudos Amazônicos na Universidad Nacional de Colombia, filial da Amazônia. Seus interesses de pesquisa se concentram na relação entre corporeidade e cultura material, especialmente a partir da semiótica e da etnografia. Sua pesquisa atual se concentra na corporeidade indígena na região interfluvial de Caquetá-Putumayo, onde trabalha com as comunidades Murui, Bora e Okaina. Seu último livro publicado é Piel tumbaga (2022).
Seu projeto para o seminário se concentra nas armadilhas de pesca tecidas das comunidades Murui, conhecidas em todo o rio Igara-Paraná por dominarem essa bela arte. São objetos complexos projetados para circular a energia vital do rio e da floresta, pois são tecnologias têxteis que mantêm as ecologias tróficas de nutrição e fertilidade fluindo: as armadilhas são uma parte fundamental do cuidado do corpo Murui. Saber tecer essas volumetrias implica saber preparar fibras vegetais de cipós, bem como conhecer os ciclos reprodutivos aquáticos. Ele acredita que, como as artes pesqueiras estão cada vez mais hibridizadas com as artes têxteis e esculturais contemporâneas, a tradição Murui de tecer armadilhas merece ser documentada teoricamente e em termos de patrimônio.
Doris Waira Jacanamijoy Mutumbajoy é uma líder do povo Inga da comunidade Yurayaco em San José del Fragua. Ela é uma artista sonora e performática. Seu trabalho se concentra na promoção dos direitos humanos indígenas, bem como nos valores pedagógicos, artísticos, comunicativos, culturais e ambientais. Ela é formada em educação comunitária e intercultural pela Universidade Pedagógica Nacional da Colômbia, possui diploma técnico em Sistemas Agrícolas Ecológicos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem (SENA) do Centro Tecnológico da Amazônia, diploma em Etnoeducação pela Universidade da Amazônia e diploma de capacitação em diálogo e transformação não violenta de conflitos pelo Instituto de Não Violência e Ação Cidadã pela Paz (INNOVAPAZ). Atualmente é assessora pedagógica, pesquisadora de artes indígenas contemporâneas e defensora ambiental/territorial das comunidades de Caquetá e Putumayo.
Ela vem desenvolvendo o projeto de pesquisa “Frontiers of Peace” (com Clément Roux), que busca destacar a hibridização transcultural do conhecimento nas comunidades de Caquetá e questiona a narrativa de guerra que tem marcado esse território desde o início da era colonial. A Pesquisa de Ação Participativa (PAR), uma metodologia à qual ela está particularmente ligada, parece-lhe ser a melhor maneira de conseguir isso, especialmente quando combinada com iniciativas de comunicação e diferentes formas de expressão. No seminário, busca não apenas colocar em prática o projeto de pesquisa que vem desenvolvendo em Caquetá, mas também estabelecer vínculos com pesquisadores de outras tradições e de outros países, a fim de avançarmos juntos rumo a uma reconexão da Amazônia como território de paz ambiental.
Sigrid Castañeda é historiadora pela Pontificia Universidad Javeriana, com mestrado em História pela Universidad de los Andes. Especialista em barroco ibero-americano e sua influência na formação da imagem contemporânea, Sigrid concentra seus interesses na relação entre curadoria e mediação em instituições museológicas. Ela desenvolveu projetos colaborativos para o Ministério da Cultura da Colômbia. Entre 2008 e 2010, trabalhou como coordenadora da área de educação dos museus Santa Clara e Colonial. De 2010 a 2022, foi curadora das Coleções de Arte e Numismática do Banco de la República, coordenando e fazendo a curadoria de importantes exposições nacionais e internacionais no Museo de Arte Miguel Urrutia – MAMU. Atualmente, ela é chefe da área de Educação das Coleções de Arte e Numismática do Banco da República.
Sua pesquisa para o seminário se concentrará em como a visão da Amazônia como um paraíso terrestre evoluiu e afetou a percepção contemporânea desse território. Ele explorará a transição de um ideal idílico para um território temido e explorado, e sua relevância para a conservação ambiental atual, usando como ponto de partida o livro de Antonio de León Pinelo “El Paraíso en el Nuevo Mundo”, escrito em meados do século XVII. Nessa obra, Pinelo propôs a floresta amazônica como o local do Paraíso terrestre. Embora não tenha sido publicada na época, a obra compila as teorias de vários autores e reflete as crenças mítico-religiosas da época sobre a Amazônia.
Luiza Proença é doutoranda em Filosofia pela PUC-RIO, com ênfase em estética e a questão ambiental. Integra o Terranias – Núcleo Transdisciplinar de Pensamento Ecológico (PUC-Rio/CNPq) e a organização do Campus Antropoceno pelo projeto “A terra e nós” (PUC-Rio/CNPq). Foi curadora residente na Akademie Schloss Solitude em Stuttgart e no Centrum Sztuki Współczesnej Zamek Ujazdowski em Varsóvia e trabalhou nas equipes curatoriais do Museu de Arte de São Paulo, da 31ª Bienal de São Paulo, da 9ª Bienal do Mercosul, e de bauhaus imaginista (HKW), entre outras. Organizou diversas publicações como “Museum Futures” (com Leonhard Emmerling, Latika Gupta e Memory Biwa; Turia + Kant, 2021) e “Concreto e cristal: o acervo do MASP nos cavaletes de Lina Bo Bardi” (com Adriano Pedrosa; Cobogó,
Seu projeto para o Seminário está focado na constatação de que, por conta do desmatamento ilegal, a floresta amazônica se aproxima ao que cientistas chamam de “ponto de não retorno”, o limite crítico marcado por alterações abruptas na paisagem e no ecossistema da floresta, com consequências drásticas também para o planeta. O objetivo é analisar a implicação da arte nos processos de acumulação primitiva durante a primeira modernidade e cartografar ações artísticas que recuperem a pluralidade ontológica da bacia Amazônica, pensando a arte como dispositivo narrativo e político para compor práticas e visões de mundo divergentes. Engendrar, portanto, múltiplos pontos de vista/vida em resposta à ameaça de um único ponto crítico de não retorno.
Gabriela Saenger Silva é educadora e pesquisadora das artes visuais, especializada nos estudos de bienais, arte socialmente engajada e práticas decoloniais. Seu trabalho enfoca processos colaborativos e estratégias para reflexao da colaboracao e da mudança climática por meio da arte e da educação. Atualmente, ela é doutoranda no Exhibition Research Lab da Liverpool John Moores University, onde sua pesquisa se concentra em processos educativos e públicos em bienais internacionais. Gabriela também integra o coletivo de curadores comunitários do International Slavery Museum em Liverpool e a cooperativa de refloramento urbano Scouse Flowerhouse. Seu trabalho combina pesquisa acadêmica e ação prática, com o objetivo de conectar arte, educação e ativismo social.
Moisés Oliveira é Antropólogo, graduado em Ciências Sociais, mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal de Alagoas, atualmente é doutorando em Antropologia Quatro campos pela Universidade Federal do Pará. É professor no Sistema de Organização Modular de Ensino em comunidades tradicionais, no Oeste do Pará, pela Secretaria de Estado de Educação. Membro associado da Associação Brasileira de Antropologia e sócio efetivo da Sociedade de Arqueologia Brasileira. Possui experiência como pesquisador junto a povos indígenas e comunidades tradicionais, no Norte e Nordeste do Brasil. Desenvolvendo pesquisas fundamentadas na ecologia humana, cultura material e cosmologia.
O projeto proposto para o seminário trata de aspectos da cultura material, através do fabrico de artefatos que atendem a diversas finalidades, por meio dos povos e populações tradicionais do Baixo Amazonas no Oeste do Pará, observando o desenvolvimento tecnológico em relação as variações sazonais características dos respectivos ecossistemas, ou ainda as transformações e adaptações acerca das mudanças climáticas, superando os determinismos climáticos e geográficos pelo desenvolvimento tecnológico e sistemas de conhecimento dos povos que habitam a região desde a longa duração, se utilizando de relatos de viajantes, aspectos da ecologia humana e ainda o cotidiano por estudos etnográficos.
Odanilde Freitas Escobar, também identificada como Adana na etnia indígena Baré, nasceu na Comunidade Ilha de Camanaus (Duraka), situada em uma ilha às margens do Rio Negro, município de São Gabriel da Cachoeira, Estado do Amazonas, em um ambiente profundamente enraizado em tradições e práticas culturais Baré.
É bacharel em Arqueologia pela Universidade do Estado do Amazonas-UEA (2018), Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Diversidade Sociocultural PPGDS do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém do Pará, Brasil. Desde 2019 realiza pesquisas voltadas para os polidores e afiadores em São Gabriel da Cachoeira, Alto Rio Negro , trazendo o ponto de vista dos povos indígenas, a importância desses lugares que são considerados sagrados, que devem ser respeitados, não somente pelos povos indígenas mas também pelos não indígenas .
Seu projeto pretende colaborar com o seminário “Conectar a fronteira amazônica: fluidez artística e cultural na primeira modernidade” a partir da discussão sobre o impacto causado com a chegada dos colonizadores no Alto Rio Negro, e de que forma nos dias atuais se tenta resgatar as culturas indígenas. A atenção se dá, principalmente, aos adornos, roupas e pinturas corporais, que apesar de deixarem de ser utilizados nesse período, permanecem bem fortes na memória dos povos indígenas do alto rio negro. Atualmente, os mesmos estão sendo retomados, a partir de diferentes pessoas e lugares, como nas escolas, nas pesquisas de indígenas que vão para a universidade, pela população que se envolve com força nessa retomada e até com o apoio dos religiosos nas celebrações e aberturas de ocasiões importantes na igreja católica. Acredito que essa troca de diálogos e conhecimentos nos fortalece, servindo de base para as futuras pesquisas.
Brenda de Oliveira, natural de Belém, Pará, é doutoranda em Estética e História da Arte pela Universidade de São Paulo, com período de doutorado sanduíche na Stony Brook University, em Nova York. Integra o grupo de estudos Abya-Yala e o programa de cultura e extensão Quintas Ameríndias, ambos vinculados ao Projeto Jovem Pesquisador Fase 2 da FAPESP, intitulado “Barroco-Açu. A América Portuguesa na Geografia Artística do Sul Global.”
Participa pelo segundo ano do projeto “The Amazon Basin as Connecting Borderland,” onde investiga a série “Entre Rios e Mocambos,” do jovem artista visual maranhense Joelington Rios, em contraposição ao conceito histórico de visualidade amazônica, formulado nos anos 1980.
Joana Neves Teixeira é bacharel em História e Ciências Políticas (2022) e mestre em História da Primeira Modernidade pela Universidade de Oxford, no Reino Unido (2024). Atualmente, cursa doutorado em História na mesma instituição. Seu interesse de pesquisa tem por principal objeto o estudo da(s) História(s) indígena(s) das Américas, com ênfase na história ambiental e de gênero na primeira modernidade. Desenvolveu sua tese de bacharelado sobre o meio ambiente de México Tenochtitlán, investigando a cosmopolítica da hidrografia da capital asteca entre 1428-1521, tendo recebido em 2022 o prêmio Hermila Galindo de melhor tese sobre a América Latina da Universidade de Oxford. No mestrado, Joana elaborou sua tese sobre relatos e experiências do parto entre mulheres indígenas do litoral brasileiro no século XVI e XVII, questionando as narrativas de cronistas europeus da época a partir de perspectivas antropológicas e releituras textuais.
Seu projeto junto ao Seminário tem por escopo o estudo de artefatos em Barniz de Pasto (Mopa-Mopa) do sudoeste da Colômbia e do norte do Equador nos séculos XVII e XVIII, a partir de um viés socioambiental. O projeto analisa fontes etno-históricas e cultura material para traçar as características e trajetórias amazônicas desta tipologia artística.
Lesly García Soto se formou na Universidad Nacional Mayor de San Marcos (Peru) como bacharel em Ciências Sociais, com especialização em Arqueologia. Atualmente, é aluna do Mestrado em Antropologia das Américas na Universidade de Bonn (Alemanha), onde trabalha há dois anos como assistente de pesquisa e membro do projeto “Heritage and Territoriality: Past, present, and future perceptions among the Tacana, Tsimane’, Mosetén and Waiwai”. No Peru, ela é membro do grupo de estudos “Amazonia rumbo al bicentenario” do Instituto Riva Agüero PUCP e trabalhou em projetos arqueológicos nos Llanos de Moxos (Bolívia) desde 2019 e na Amazônia peruana desde 2015.
Seu projeto neste seminário busca dar continuidade aos seus estudos de graduação sobre cerâmica arqueológica da bacia do Huallaga, focando agora em estudos etno-arqueológicos com ceramistas do povo Shawi, nas sub-bacias dos rios Huallaga e Marañón. O objetivo de seu projeto é documentar a cadeia de produção de cerâmica do povo Shawi, com a intenção de destacar a importância do uso de metodologias etnográficas e colaborativas em estudos arqueológicos. O objetivo é mostrar que essas práticas não apenas nos permitem responder a perguntas feitas pela arqueologia, mas também contribuem para a produção de ferramentas que as comunidades indígenas, e especialmente as mulheres indígenas, podem usar para a preservação e a disseminação de suas práticas culturais.
2023-2024
É atualmente Doutorando do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico-Úmido do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará/Brasil, tendo como estudo as formas de musealizações em ambientes museais e não museais da região amazônica, buscando discutir estas instituições sob a ótica da decolonialidade. Formado em Museologia pela Universidade Federal do Pará/Brasil, tem experiência profissional em instituições como o Museu Paraense Emílio Goeldi em Belém do Pará/ Brasil e acadêmica no Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (Brasil), onde fez seu mestrado sobre narrativas da modernidade em museus históricos da cidade de Belém do Pará/Brasil.
Sua participação no seminário se dará a partir de seu projeto que busca fazer uma análise e comparação das musealizações das instituições museais latinoamericanas, mais especificamente dos museus amazônicos Equatorianos e Brasileiros. A partir disso, a pesquisa se dará por uma perspectiva da análise crítica do discurso, levando em consideração que a modernidade imposta à região amazônica é marcada pela implementação de um ideal de progresso, de um melhoramento da sociedade e da busca de um bem-estar social que menosprezou a diversidade local, tanto na biodiversidade quanto da cultural. Logo, a ideia do projeto é discorrer como as musealizações desses museus estudados fazem um discurso decolonial, sendo uma ação que luta contra uma lógica de dominação e seus efeitos materiais, epistêmicos e simbólicos da colonização que são mantidos na atualidade
Atua como pesquisador, produtor e curador independente de projetos de arte que abarcam visualidades, musicalidades, saberes e fazeres artesanais, tecnologias digitais e ancestrais, festas, celebrações e religiosidades. Doutorando do Programa de Pós-graduação em História da Arte, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, integra a equipe de pesquisadores do Núcleo de Cultura Popular (UERJ) e do Laboratório de Arte e Políticas da Alteridade (UERJ), onde desenvolve pesquisas sobre os percursos dos patrimônios culturais, com especial interesse para a produção da cultura material e imaterial das Irmandades religiosas negras no período colonial e na contemporaneidade brasileira.
As irmandades religiosas são grupos de devotos “leigos” que têm como objetivo a manutenção de um culto ou devoção. Modelo tradicional que permaneceu como forma dominante do catolicismo brasileiro por mais de 300 anos, as irmandades detinham a posse dos santuários e beneficiavam-se econômica e politicamente dos eventos relacionados ao santo padroeiro. As Irmandades negras atuavam na assistência financeira e de serviços aos irmãos negros e escravizados, sendo um espaço de negociação – violentas dada a estrutura da sociedade colonial, de natureza e origem escravista – em uma modernidade pautada pela colonialidade. Foram importantes agenciadoras da arte no período colonial no Brasil, e na contemporaneidade observam-se formas e expressões artísticas provenientes destas organizações. No Pará, Estado brasileiro com destacada presença negra devido sua ocupação colonial extrativista, concentram-se narrativas, tradições e tecnologias amazônicas de resistências produzidas por Irmandades Negras.
A pesquisa pretenderá investigar a produção visual, expressões artísticas e festividades oriundas destas organizações no Pará, Brasil, do século XVIII.
Brasileña, natural de la ciudad de Belém, en Pará. Actualmente, estárealizando un doctorado en Estética e Historia del Arte en el Museo de Arte Contemporáneo dela Universidad de São Paulo (PGEHA MAC USP). Académicamente, se dedica a la interrelaciónentre el Arte y el Medio Ambiente, a través de estudios en artes visuales y al desarrollo de unproyecto agroecológico en una zona rural en la Amazonía. Su investigación de doctoradopropone una revisión crítica al concepto de «visualidad amazónica», señalando que en el centrode esta formulación se encuentra lo que ella ha llamado «equatorialidad», es decir, la forma enque el legado colonial perpetuó el uso de las características naturales y geográficas propias dela Amazonía ecuatorial como metodologías de análisis de las expresiones culturales enmovimiento en la región. Para ello, realiza el análisis de la producción del artista JoelingtonRios, más específicamente la serie «Entre Rios e Mocambos», confrontando estas proposicionesconceptuales de visualidad amazónica. Joelington Rios es un joven artista visual nacido en elQuilombo Jamary dos Pretos, en el municipio de Turiaçu, al norte del estado de Maranhão, partede la denominada Amazonía maranhense.
É Engenheira Ambiental e Doutoranda em Ciência Ambiental pela Universidade de São Paulo (São Paulo-SP, Brasil) e atua como consultora de projetos socioambientais, sobretudo nas áreas de gestão ambiental e territorial e patrimônio cultural material e imaterial, além de realizar trabalhos em artes visuais (ilustração, design e facilitação gráfica). Trabalha desde 2014 com povos indígenas na Amazônia e atualmente realiza sua pesquisa na Terra Indígena Arara da Volta Grande do Xingu, analisando impactos de hidrelétricas em povos indígenas na Amazônia brasileira. A participação no seminário se dará por meio de projeto, parte da tese de doutorado, utilizando métodos de pesquisa com base em artes, com objetivo de descrever a resiliência socioecológica e as conexões bioculturais com o território sob perspectiva do conhecimento local indígena, através de métodos de pesquisa com artes visuais junto a artistas indígenas Arara, de forma a narrar as mudanças no sistema socioecológico ao longo da história.
Egresado del pregrado en Arte de la Universidad de Los Andes del año 2011 y en el 2019 recibió el título de magíster en Historia del Arte con la tesis “Pinturas murales de la casa del fundador de Tunja: marcas de hidalguía neogranadina vistas desde el Renacimiento global”. Posteriormente, en el 2020 recibió el grado de la Maestría en Artes Plásticas, Electrónicas y del Tiempo también de la Universidad de Los Andes con el proyecto Un hombre no puede ser más grande que una montaña. Actualmente trabaja como profesor de catedra de Historia del Arte para el pregrado en Gestión Cultural de la Universidad EAN en Bogotá. En el 2022, participó en el X Simposio de Historia del Arte de la Universidad de Los Andes con la presentación “Del Yangtsé a los Andes: la migración de la pintura de paisaje en la obra de Gonzalo Ariza”, en la que propone entender al pintor andino como un proto-ambientalista preocupado por la conservación de la flora y fauna colombiana. Adicionalmente, ese proyecto también fue discutido en octubre del mismo año durante la Transregional Academy on Latin American Art IV, Plural Temporalities: Theories and Practices of Time, organizada conjuntamente por el Centro Alemán de Historia del Arte (FK Paris), la Bibliotheca Hertziana – Max-Planck Instituto de Historia del Arte, Roma, y la Universidad de los Andes con colaboración con Forum Transregionale Studien, Berlín.
La intención de este proyecto es profundizar sobre el trabajo del artista nonuya del medio río Caquetá, Fabián Moreno, quien pinta paisajes amazónicos en marcadores, acuarelas y óleos en los que condensa las historias tradicionales y las memorias de su comunidad, asociadas a saberes y ritmos de la vida en la selva. Su trabajo artístico visibiliza la importancia del conocimiento ancestral en la conservación del bosque húmedo tropical, e invita a reflexionar acerca de la interconectividad e interdependencia entre los diferentes elementos que componen el paisaje amazónico y, al mismo tiempo, permite resaltar su fragilidad frente a los procesos extractivistas que empezaron desde el siglo XVII que aun azotan la Panamazonia. De esta forma, la propuesta es analizar producciones visuales desde la época precolombina hasta la actualidad, prestando especial atención al intercambio entre culturas del territorio para así comprender cómo esos encuentros han afectado las representaciones de la Amazonía postcolonial.
Soy Socióloga por la Pontificia Universidad Católica del Ecuador. Al presente, estudio en el Master Applied Museum and Heritage Studies por la Reinwardt Academy en Ámsterdam, soy beneficiaria del Talent Grant Cohort 2022-2023 y formo parte de la VR Academy de esta institución con un proyecto que explora arqueología, paisaje y arquitectura. He trabajado por cinco años en el Museo Casa del Alabado, tanto en el área educativa con iniciativas que van de la educación no formal a la mediación comunitaria, así como con el area de investigación en la curaduría de la exhibición temporal “Sonidos y Danzantes: una experiencia contemplativa y sensorial” (2020-2021). Adicional a esto, me desempeño como aprendiz de investigación en la Rijksdienst voor het Cultureel Erfgoed (Agencia Nacional de Patrimonio) de los Países Bajos e investigo museos comunitarios de países del sur global en busca del mapeo de sus estrategias de contestación frente a narrativas históricas oficiales. Además, participo como co-editora del número 16 de El Futuro del Pasado, Revista electrónica de Historia bajo la temática “Museos: objetos, comunidades y nuevas narrativas” a publicarse en 2025 por la Universidad de Salamanca.
Enfocaré mi investigación en la subtemática “collecting practices and exhibition of objects from the Amazon region in South America and Europe”. Esta propuesta nace del supuesto de que la magnitud de la cuenca amazónica – como territorio, ecosistema, región supranacional e intercultural, entre otros – genera ciertas percepciones particulares que aportan a su comprensión desde varias esferas del conocimiento. Esta propuesta tomará algunos criterios que forman parte de esa imaginaria totalidad amazónica que opera en actores externos a la misma: lo desconocido, lo intangible y lo no evidente.
En el acto de colección, aquellos objetos que provienen del ecosistema amazónico y se trasladan a colecciones patrimoniales, enfrentan una ruptura en la cual adquieren una especie de doble permanencia y, por ende, dobles sentidos. Sucede del mismo modo con los registros escritos que registran la amazonía, a la vez que informan sobre aquellos que la observan. Para abordar las temáticas propuestas se analizarán objetos de colecciones y registros de archivo de Sudamérica y Europa, con el fin de examinar de qué manera se construyen estos elementos narrativos en torno a este territorio explorado pero nunca enteramente conocido. Se espera realizar todos estos abordajes desde una perspectiva transtemporal que refiera a los puntos de encuentro entre el pasado precolombino, la colonia y la modernidad. En este sentido, es posible que también se develen supuestos, choques o preconcepciones que alteran las ideas que operan en la conexión entre la amazonía y aquellos que no la habitan.
Candidata doctoral en historia del arte en el Centro de Posgrados de la Universidad de la Ciudad de Nueva York (CUNY). Formada en la Universidad San Francisco de Quito y la Universidad de Tulane, Carrión se especializa en el arte decimonónico de las Américas, con un enfoque en la historia de la fotografía, la indigenidad y el ecocriticismo. Su trabajo ha recibido apoyado de la Biblioteca Huntington, las fundaciones Terra, Mellon, y Phelps de Cisneros, el Centro del Oeste (Buffalo Bill) y el Centro Stone de Estudios Latinoamericanos. Carrión ha dictado clases en Baruch College y la Escuela del Instituto de Arte de Chicago (SAIC), y ha trabajado en el Rijksmuseum, la Galería James, el Museo y Biblioteca Morgan, y el Museo de Arte de Nueva Orleans.
Su proyecto para “Conectar la frontera amazónica” examinará las articulaciones ecocríticas en el arte ecuatoriano, comenzando en el siglo XIX y terminando en el presente. El proyecto indaga las formas en que el arte ha posicionado la Amazonía ecuatoriana como una región para la extracción de recursos naturales y/o criticado estas prácticas, particularmente con relación a la industria petrolera y al activismo de los pueblos y nacionalidades indígenas de la región. Algunos de los artistas que el proyecto discute son Pablo Cardoso, Amaru Cholango, Paulo Tavares, y Rafael Troya.
Becaria curatorial de la colección de arte virreinal de la Fundación Thoma. Verónica es doctora en Historia del Arte por la Universidad de California, Berkeley, y magíster por el Institute of Fine Arts de la Universidad de Nueva York. Su proyecto de investigación reescribe la historia colonial tardía de la creación artística en el Valle del Mantaro (Perú) mediante el análisis de fuentes de archivo inéditas y nuevas interpretaciones de fuentes primarias y crónicas coloniales. El proyecto se divide en dos casos de estudio. El primero se centra en una pintura inédita donde convergen dos géneros artísticos raramente practicados en el Virreinato del Perú, el paisaje y el retrato eclesiástico, para presentar las negociaciones de poder entre dos de las autoridades coloniales más prominentes de la región: el fraile dominico Joseph de Castilla y el curaca Don Blas de Astocuri. El segundo caso de estudio explora los relatos que subyacen en la producción de la serie pictórica que coloquialmente se conoce como «Los martirios de Ocopa». Producida hacia 1770 por un artista local y su taller en el valle del Mantaro, la serie narra las vicisitudes y la violencia experimentadas por los misioneros franciscanos en la selva central en su intento de conservar las misiones que perdieron en las rebeliones de Juan Santos Atahualpa y Runcato (1742-1768). La investigación de Verónica demuestra cómo estas importantes rebeliones amazónicas, además de desmantelar por completo la red de misiones del Instituto Apostólico, representaron una notable victoria para las naciones Asháninka y Yanesha, quienes a partir de entonces disfrutaron de libertad y autonomía durante el resto de la época colonial. A pesar del derramamiento de sangre sufrido por los misioneros durante las décadas de 1740 y 1760, los franciscanos de Ocopa hicieron público el fracaso absoluto de su labor apostólica a través de crónicas y pinturas como la serie analizada, para forjar la idea de que, en el interior de la Amazonía, la Orden estaba viviendo una segunda edad de oro que recordaba la conquista espiritual del siglo XVI.
I am an Assistant Professor of World Literature at California State University, Fresno’s Department of English. I have a Ph.D. from Columbia University’s Department of Latin American and Iberian Cultures, Institute for Comparative Literature and Society, and Medieval and Renaissance Studies. I specialize in the Early Modern art histories and literatures of the Indigenous Americas. My interdisciplinary research examines a broad corpus of pre-Columbian myths, objects, and constructions, Early Modern visual arts, cartographical sources, and printed and manuscript texts in Classical, Indigenous, and Romance languages.
As part of the “Amazon Basin as Connecting Borderland” research seminar, I will develop a chapter of my first monograph project titled Ancha Ñaupa Pacha: The Andean Invention of a Global Antiquity. My book will be the first study to build and theorize a corpus of pre-Columbian visual and material elements interpreted in the Early Modern period to sustain novel global ancient histories that connected parts of the world never before thought of together. The chapter ‘Yunga-Paradise’ focuses on three visual imaginings of the Amazon by Guamán Poma de Ayala in his ‘mapamundi del reino de las Indias’ found in folios 1001-1002 of his Nueva Corónica y Buen Gobierno (1615), Martín de Murúa in Folio 1v of his Origen y genealogia (1580), and Antonio de León Pinelo’s map ‘Continents Paradisi’ in his Paraíso en el Nuevo Mundo (c.1650). I argue that the sylvatic landscape east of the Andes was understood as an answer to new questions about the most ancient times of the world, the origins, as seen from the Americas that each scholar creatively solved by reinterpreting pre-Columbian and biblical myths.
Historiadora del arte y artista con énfasis en proyectos culturales de la Universidad de los Andes de Bogotá. Actualmente cursa la maestría en Museología y Gestión del Patrimonio de la Universidad Nacional de Colombia. Cuenta con experiencia en investigación del patrimonio colombiano y latinoamericano, especialmente aquel producido en el periodo colonial neogranadino y en el siglo XIX. Ha trabajado de la mano de varias instituciones colombianas, entre ellas el Instituto Caro y Cuervo, el Museo Colonial, el Museo de la Universidad del Rosario y el Programa de Fortalecimiento de Museos, instancia del Ministerio de Cultura de Colombia.
El proyecto de investigación que desarrollará a lo largo del seminario buscará estudiar las colecciones y la falta de representación indígena, y en específico de los grupos poblacionales que habitan la región amazónica colombiana, desde tres casos de estudio o colecciones específicas albergadas en la capital colombiana, creados en periodos históricos distintos y bajo intereses y políticas variadas: un primer caso será el del Instituto Caro y Cuervo, relacionada con el proyecto para la conformación del Atlas Lingüístico- Etnográfico de Colombia (ALEC), llevado a cabo entre 1950 y 1982; el Museo Nacional será otra de las instituciones estudiadas, la cual se conformó desde 1823 bajo la idea de construir un ideal de nación y de patria; un tercer caso es el del Museo Colonial, un museo histórico que ha buscado abordar el tema de la Colonia en la Nueva Granada.
Soy candidato a doctor en Historia de la Universidad Nacional de Colombia. Desde el prisma de la cultura visual y las humanidades digitales me he interesado por las relaciones entre la historia de las imágenes, la historia de la ciencia, la historia intelectual de lo político y la historia cultural en los siglos XVIII – XIX. Estoy interesado en el uso de las herramientas digitales para la investigación, en especial en el desarrollo web, la programación creativa y la visualización de datos. Actualmente me encuentro terminando mi tesis de doctorado denominada “Se dice andar sobre hombres como sobre caballos. Circulación de imágenes de cargueros de hombres en el siglo XIX”, la cual será presentada en el segundo semestre del año en curso. La tesis se pregunta por la circularon de las imágenes de cargueros de hombres y cuáles fueron los sentidos que movilizaron al interactuar con diferentes actores y escenarios en el siglo XIX.
En la colección de imágenes recolectadas para la tesis se encuentran varios elementos de finales del siglo XVIII referentes a cargueros de hombres de la región amazónica. Estos fueron producidos en el contexto de las exploraciones científicas, la administración burocrática y la ilustración criolla en período borbón. Estas imágenes me parecen particularmente interesantes porque la disposición del cuerpo del sujeto cargado es diferente a la de otras imágenes referentes al paso del Quindío, el Chocó o Antioquia en los ramales de los Andes de la Nueva Granada. La propuesta de investigación que quisiera llevar a cabo en el seminario “Conectar la frontera amazónica: fluidez artística y cultural en la modernidad temprana”, está relacionada con profundizar acerca de estas imágenes. En general, me interesa preguntarme por las prácticas de circulación de imágenes, objetos y personas entre los espacios y comunidades que son conectados por la región amazónica. En particular, si las disposiciones corporales de los cargados en estas imágenes y sus semejanzas con imágenes de otros períodos, son un indicio para explorar la existencia de conexiones entre las prácticas de circulación de objetos, personas e ideas en diferentes grupos y lugares de la región. Y en este mismo sentido, si los modos distintivos de llevar a cabo la práctica de los cargueros de hombres en la región amazónica permiten trazar continuidades y discontinuidades con la manera como esta se realiza en otros lugares (como es el caso de los ramales de Andes de la Nueva Granada).
Soy estudiante de primer año del PhD en Estudios Amazónicos de la Universidad Nacional de Colombia, en la sede Amazonia. Me especializo en la línea de investigación de Historias y culturas amazónicas, de mutua alimentación con el Instituto Amazónico de Investigaciones IMANI. Mi interés de investigación condensa las relaciones entre corporalidad, lenguas nativas y cultura material desde el campo multidisciplinar de la historia del arte, la antropología, la lingüística semántica y las ciencias del patrimonio. Anteriormente, durante la maestría, mi trabajo se concentró en las relaciones entre el patrimonio arqueológico precolombino Tumaco-La Tolita (en la frontera colombo ecuatoriana) y las violencias extractivas en el litoral pacífico, combinando la historia del arte con la ecología política para tratar el problema de la guaquería de figuras cerámicas (looting).
El proyecto profundiza sobre la corporalidad y las lenguas nativas como fuente de investigación de la cultura material, específicamente, bancos de pensamiento’ y los ‘chinchorros’ en las comunidades murui y tukano oriental del medio río Caquetá, en el noroeste amazónico. Se plantea una historiografía del arte que abra paso a nuevos criterios lingüísticos, semánticos y corporales para calibrar los índices de valoración y apropiación de Patrimonio Cultural Inmaterial desde los sistemas perceptivos y estéticos nativos. Esto con el fin de descentralizar los paradigmas artesanales para la valoración integral de los sistemas culturales indígenas, posibilitando una nueva museografía que encarne experiencias patrimoniales desde los modelos sensitivos, cognitivos y creativos indígenas.
Possui bacharelado e licenciatura em História com ênfase em História da Arte pela Universidade Estadual de Campinas (2013). É mestre em História da Arte pela mesma instituição (2017). Atualmente, é doutoranda em História da Arte no programa RASC/a: Rhetorics of Art, Space, and Culture, na Southern Methodist University (Dallas, Texas, Estados Unidos). Sua pesquisa de doutorado examina as respostas críticas de artistas à rápida expansão territorial e à exploração da Amazônia promovida pela ditadura militar no Brasil (1970-1985). Seu trabalho aborda a política do espaço na relação entre a arte e seu espaço expositivo e o nexo com a Amazônia, além da história da visualidade da Amazônia construída por meio de mapas, anúncios na imprensa e propaganda oficial e sua avaliação crítica pela arte contemporânea. Seu trabalho dialoga com campos do conhecimento variados, como a História da Arte, Cultura Visual, Ecologia e as Ciências Sociais, combinando conceitos e ferramentas de análise da História da Arte, Ecologia Política, estudos espaciais pós-estruturalistas, Antropologia e estudos pós-coloniais e decoloniais.
Para este seminário, sua proposta é investigar de que maneira o modelo de urbanização portuguesa da Amazônia consolidou as bases ideológicas que condicionaram a forma como se pensa, representa e produz o espaço amazônico nos períodos posteriores. Como mapas, traçados urbanos e desenhos continuamente construíram e reafirmaram a noção da Amazônia como um imenso vazio civilizacional, ou terra nullius, que deveria ser ocupado e domesticado? Buscando responder esses questionamentos, a pesquisa examinará um conjunto iconográfico produzido no primeiro período de urbanização na Amazônia no século XVIII, mais especificamente os materiais referentes às vilas constituídas ao longo do curso do rio Amazonas e seus afluentes. Também, as representações visuais em uma obra coetânea, o Viagem Filosófica pelas Capitanias do Grão-Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá (1783-1792), de autoria do naturalista baiano Alexandre Rodrigues Ferreira. Em um segundo momento, combinando etno-história e análise visual, a pesquisa pretende investigar de que forma as práticas espaciais indígenas emergem na documentação colonial, produzindo um contraponto à retórica oficial sobre a região.
Historiador de la Pontificia Universidad Javeriana (2005) con estudios de maestría en Historia del Arte de la Universidad Nacional de Colombia (2009) y en Literatura Comparada de la Universidad del Sur de California (2020). Cursó el doctorado en Historia con énfasis en Historia del Arte en la Universidade Estadual de Campinas (2019). En el 2022, la editorial de la Universidad del Rosario publicó su libro producto de su tesis doctoral bajo el titulo Constelaciones Visuales. La mirada del viajero durante el siglo XIX en Colombia. Actualmente es candidato al doctorado en Literatura Comparada en la Universidad del Sur de California. Sus intereses académicos se centran en las intersecciones entre el pensamiento poscolonial y decolonial, los estudios indígenas, los estudios visuales y los estudios medioambientales. Su actual investigación actual hace hincapié en un estudio teórico, histórico y comparativo amplio que incluye la botánica, la historia del arte y los conocimientos indígenas en diversas fuentes tanto visuales, escritas como materiales. En esta pesquisa se quiere incorporar y discutir conceptos tradicionales de la primera modernidad sobre botánica e historia natural e historia del arte con debates contemporáneos sobre las plantas, el posthumanismo, las teorías decoloniales, estudios visuales y trabajos recientes sobre indigenismo. En el seminario “Conectar la frontera Amazónica”, su interés está puesto en la exploración de archivos visuales y materiales en manuscritos, escritos sobre plantas nativas y sus relaciones con las comunidades indígenas tanto en la región amazónica como en otras zonas del continente. De la misma manera, existe un intereses amplio de discutir con todos los y las participantes nuevas aproximaciones teóricas e históricas en proyectos de orden transdisciplinar y transregional en el que hacer de la investigación en las humanidades en la actualidad.
Aluna de doutorado em cotutela entre o Programa de Pós-graduação Interunidades em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo (PGEHA USP) e o Departamento de História da Arte da Universidade Westfälische Wilhelms de Münster, na Alemanha, iniciado em 2021. Sou bolsista CAPES PSDE neste momento. Sou bacharel e licenciada em História pela Universidade de São Paulo. Realizei mestrado junto ao PGEHA USP com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Em 2014, participei do seminário “Exhibting and Narrating Latin American/Latino Art”, realizado na Universidad Turcuato di Tella, em Buenos Aires, com financiamento da Conecting Art Histories da Getty Foundation. Trabalhei como pesquisadora em algumas instituições como o MAC USP, a Pinacoteca de São Paulo e o Museu Afro Brasil.
Minha pesquisa de doutorado discute conexões entre arte e antropologia por meio de análises de diferentes concepções de xamã e de artista presentes nos trabalhos de alguns artistas envolvidos na cena experimental da segunda metade do século XX. Assim, a investigação problematiza epistemologias estruturadas em diferentes realidades, opondo e relativizando contextos culturais oriundos do Sul e do Norte globais. Questões do contexto amazônico são abordadas em vários momentos da pesquisa, como nos trabalhos da fotógrafa Claudia Andujar, que consta entre os artistas analisados.
Para este Seminário apresento uma proposta de estudo, que surgiu a partir da pesquisa de doutorado, sobre as reverberações locais, entre os indígenas Yanomami, do trabalho coletivo empreendido pela fotógrafa, em parceria com lideranças Yanomami como Davi Kopenawa, o antropólogo Bruce Albert e o missionário Carlo Zacquini, em defesa dos direitos desse povo, com a Comissão pela Criação do Parque Yanomami. Arte e luta política uniram-se nas iniciativas estabelecidas por esse grupo, conectando partes de territórios amazônicos e suas culturas locais ao mundo, através de conferências, ações políticas e exposições das fotografias de Andujar. Impressões e interpretações acerca de costumes e do cotidiano desse povo foram captadas nessas fotografias. Andujar entende que tais obras podem ser uma forma de preservação de momentos da história desse povo, para as futuras gerações. Assim, intenciona-se analisar como os Yanomami relacionam-se com tais registros e pensam a respeito do seu uso em suas lutas.
Candidata a doctorado en historia del arte en Rutgers University, Nueva Jersey. Se enfoca en el arte moderno y contemporáneo de Latinoamérica con énfasis en la región andino- amazónica. Ha trabajado con temas relacionados a los intercambios culturales transnacionales durante finales del siglo XIX y principios del XX, la construcción de identidades nacionales y las percepciones e imaginarios sobre la región andino-amazónica. Diana aborda su práctica en historia del arte y la fotografía de manera interdisciplinar, en diálogo con las humanidades ambientales y la eco-crítica. En su disertación doctoral examina las representaciones visuales de la región amazónica en Ecuador y Perú durante finales del siglo XIX y el siglo XXI, contemplando diferentes perspectivas y constantes transformaciones culturales y ambientales y el papel que han jugado los proyectos coloniales en esta región. Antes de comenzar su doctorado, Diana realizó pasantías en el Museo de arte de Philadelphia y trabajó como investigadora en el Institute for Studies on Latin American Art (ISLAA) en Nueva York. Completó su pregrado en Educación en la USFQ y su maestría en Historia del Arte en Tyler School of Art, Temple University, en Philadelphia, Pennsylvania.
Postdocs
Erêndira Oliveira es licenciada en Artes Visuales por el Centro Universitario Belas Artes de São Paulo (2009), máster y doctora en Arqueología por el Museo de Arqueología y Etnología de la Universidad de São Paulo, Brasil, habiendo obtenido sus títulos en 2016 y 2022, respectivamente. Actualmente es investigadora y profesora colaboradora en el Programa de Postgrado en Diversidad Sociocultural del Museu Paraense Emílio Goeldi, en Belém do Pará, Brasil. Desde 2011 investiga el lenguaje iconográfico de la cerámica amazónica precolonial, con especial atención a la Tradición Policroma de la Amazonia, que es un estilo cerámico con decoraciones complejas, combinaciones cromáticas y modelado antropomorfo y zoomorfo. Las cerámicas de esta tradición se encuentran a lo largo de grandes ríos como el Amazonas y el Negro, y datan de entre los siglos VII y XVIII. Su línea de investigación se basa en un diálogo con la Etnografía y la Antropología del Arte para analizar la iconografía amazónica precolonial desde el punto de vista del Arte Indígena y desde la perspectiva de la historia indígena a largo plazo.
Seu projeto junto ao Seminário foca no estudo de fontes etnohistóricas, em busca de relatos sobre as tecnologias e artes indígenas e, a partir daí, observar elementos do estilo e iconografia da cerâmica amazônica pré-colonial tardia e colonial, em busca de elementos de transformação e resistência diante do processo da colonização. Busca-se, assim, pensar as artes indígenas da primeira modernidade enquanto testemunhos materiais das estratégias de manutenção de ontologias particulares através de uma diálogo entre história da arte e arqueologia.
Gabriela Germaná é uma historiadora da arte e curadora independente que vive em Lima, Peru. É PhD em História e Crítica da Arte pela Florida State University. É especialista em arte andina moderna e contemporânea, com ênfase na estética indígena e rural e em sua relação crítica com o contexto artístico global. É co-editora da edição especial da revista Arts “Rethinking Contemporary Latin American Art”. Atualmente, é membro do Comitê Acadêmico do Museo de Arte de Lima, do Comitê de Aquisições do Museo de Arte de San Marcos e professora da Universidad Ricardo Palma e da Pontificia Universidad Católica del Perú.
Seu projeto para o seminário aborda as artes indígenas da Amazônia produzidas nos séculos XX e XXI na região peruana. Com base em ecologias e materialismos indígenas, ela analisa como objetos como tecidos, cerâmicas e máscaras se referem à relação fluida entre humanos e não humanos e às agências de diferentes seres na natureza. Ele também demonstra como muitos artistas amazônicos contemporâneos, embora sigam as convenções ocidentais em suas pinturas, ainda se referem às perspectivas sagradas e animistas que herdaram de suas comunidades nativas e criam obras que negociam epistemologias indígenas em um novo contexto.
Arquiteto e Urbanista pela Universidade Federal do Pará (FAU-UFPA). Doutor em História da Arte pela Universidade de Lisboa (FL-UL), com período de intercâmbio acadêmico na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Pesquisador Integrado do Instituto de História da Arte da Universidade de Lisboa (ARTIS IHA-UL). Membro-pesquisador do Fórum Landi (FAU-UFPA). Professor do Museu de Arte de São Paulo (MASP), onde coordenou e ministrou os cursos «Barroco brasileiro: séculos 17 e 18» (2022), «Barroco brasileiro: leituras trans-históricas» (2022), «Arte contemporânea paraense: hibridismos, imagens e poéticas» (2021) e “Arte contemporânea paraense: escrituras e leituras híbridas” (2023). Pesquisador voluntário do projeto «Barroco-Açu. A América Portuguesa na Geografia Artística do Sul Global» (2022) e do projeto «Barroco Cifrado: Pluralidade Cultural na Arte e na Arquitetura das Missões Jesuíticas no território do Estado de São Paulo (1549-1759)» (2020-2021), ambos na FAU USP, financiados pela FAPESP. Desenvolve pesquisa predominantemente sobre arquitetura dos séculos XVII e XVIII em Belém; dinâmicas artísticas e imagéticas entre Lisboa, Bolonha e Belém no século XVIII; hibridismos e intercâmbios culturais no contexto da produção artística e arquitetônica dos jesuítas na Amazônia Colonial e de Antônio José Landi (1713-1791); teoria da imagem e teoria da história da arte.
A pesquisa tem como objetivo investigar a circulação de imagens de tradições arquitetônicas entre territórios sob domínio português na Amazônia e na Ásia – especialmente no estado do Pará, no Brasil, e Goa, na Índia – na segunda metade do século XVIII, a partir da análise da produção do arquiteto bolonhês Antônio José Landi (1713-1791). Busca compreender como essas tradições foram recebidas, reoperadas e irradiadas em cenários socioculturais bastante diversos pelo artista viajante – já que foi inicialmente contratado pelo império português como desenhista, não como arquiteto
–, embora regido politicamente por o expansionismo colonial da Coroa portuguesa, conectando as realidades de Goa e Pará, tendo a Amazônia como polo protagonista.