{"id":1384,"date":"2026-06-03T21:48:09","date_gmt":"2026-06-04T02:48:09","guid":{"rendered":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/?p=1384"},"modified":"2026-06-03T21:48:13","modified_gmt":"2026-06-04T02:48:13","slug":"cidade-fantasma-poiares-em-um-mapa-de-1850","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/pt-pt\/cidade-fantasma-poiares-em-um-mapa-de-1850\/","title":{"rendered":"Cidade fantasma: Poiares em um mapa de 1850"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Joana Neves Teixeira. Ph.D Candidate Oxford University<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"451\" height=\"327\" src=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1385\" srcset=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image.png 451w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-300x218.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Carta topographica e administrativa das Prov\u00edncias de Gram -Par\u00e1 e Alto-Amazonas, erigida sobre os documentos mais modernos pelo V.\u2122&#8221; J. de Villiers de l&#8217;Ile Adam. Gravada na lithographia imperial de V.&#8217; Lar\u00e9\u00e9, publicada no Rh de Janeiro por Garnier, Irm\u00e3os. Rio de Janeiro, 1850. J. H. Leonhard gr. 0-,440xOm ,643. (B. N.)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No \u00faltimo dia do semin\u00e1rio presencial em Bel\u00e9m, j\u00e1 com uma lista de in\u00fameros temas que tinham me chamado a aten\u00e7\u00e3o para o ensaio de blog, me deparei com o mapa acima em nossa visita ao Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Par\u00e1, que imediatamente me fascinou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Instituto \u2013 um belo museu com tem\u00e1ticas variadas desde as fam\u00edlias aristocr\u00e1ticas residentes no antigo solar, cer\u00e2micas de cunho alimentar de v\u00e1rias matrizes culturais, e cultura popular de Bel\u00e9m, \u2013&nbsp; abriga o mapa de meados do s\u00e9culo XIX em sua escadaria, ao lado de uma das entradas para o segundo andar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma participante do semin\u00e1rio me mostrou o mapa, estando ela curiosa ao ver os nomes de aldeamentos mission\u00e1rios na volta grande do Xing\u00fa representados nele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que me chamou a aten\u00e7\u00e3o, no entanto, foi a presen\u00e7a de Poiares no mapa de 1850. Localizada no m\u00e9dio Rio Negro, a povoa\u00e7\u00e3o colonial fora \u201cuma das mais pr\u00f3speras povoa\u00e7\u00f5es da capitania\u201d em meados do s\u00e9culo XVIII, apesar de sua reputa\u00e7\u00e3o rebelde de \u201ccabe\u00e7a de mocambo\u201d, conforme descrita pelo governador do Gr\u00e3o Par\u00e1, Francisco Xavier de Mendon\u00e7a Furtado, devido em parte a suas fortes alian\u00e7as com lideran\u00e7as ind\u00edgenas aut\u00f3ctones (Sampaio, p.74). No entanto, conforme nos conta Patr\u00edcia Sampaio, a popula\u00e7\u00e3o desta localidade&nbsp; desaparece muito antes da composi\u00e7\u00e3o do mapa de 1850 (Sampaio, p.95). Sua presen\u00e7a na Carta Topographica constitui, portanto, um ir\u00f4nico contraste com a legenda da Carta, que descreve o uso dos \u201cdocumentos mais modernos\u201d (Villiers, s.p.).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outrora conhecida como&nbsp; miss\u00e3o carmelita de Santo \u00c2ngelo de Cumaru, fundada no in\u00edcio dos setecentos, Poiares teve seu apogeu no per\u00edodo Pombalino, com 570 habitantes em 1775, a maioria deles ind\u00edgenas Manaus, Bar\u00e9s e Pass\u00e9s do Japur\u00e1 (Sampaio, pp.74-5, 84-86). A povoa\u00e7\u00e3o colonial se sustentava principalmente atrav\u00e9s da agricultura e do com\u00e9rcio em produtos do interior amaz\u00f4nico (Sampaio, p.79, 85). O escoamento desses produtos era facilitado pela proximidade com a capital da capitania de S\u00e3o Jos\u00e9 de Rio Negro, Barcelos, a sete l\u00e9guas, que constitu\u00eda uma importante fonte de investimento para Poiares (Sampaio, p.85, 96). Devastada por epidemias de sarampo, violentas apreens\u00f5es de ind\u00edgenas para trabalhos for\u00e7ados (<em>agarra\u00e7\u00f5es<\/em> reais e militares), abusos de autoridade dos governadores, e finalmente,&nbsp; o deslocamento da capital da capitania, a popula\u00e7\u00e3o de Poiares se reduzira em mais de um ter\u00e7o entre 1775 a 1786 (Ibid, pp.86, 89, 93). At\u00e9 os anos 1830, os habitantes de Poiares haviam se dispersado e, por fim, se relocado \u00e0s proximidades de Manaus (Sampaio, p.75). J\u00e1 em 1823, o padre Jos\u00e9 Maria Coelho descreve uma Poiares em ru\u00ednas, que outrora vila de \u201c830 fogos e 1500 arcos ou homens capaz pela guerra,\u201d agora n\u00e3o passava de \u201c9 casas ca\u00eddas\u201d cujos poucos habitantes residiam em s\u00edtios distantes (Sampaio, p.95). Em 1834, Poiares perde a categoria de freguesia, encerrando sua exist\u00eancia oficial e necessitando a incorpora\u00e7\u00e3o de sua popula\u00e7\u00e3o em outra freguesia (Ibid, p.96). Entre 1834 e 1835, a popula\u00e7\u00e3o remanescente de Poiares faz&nbsp; a longa jornada at\u00e9 um novo local, entre Manaus e o rio Ja\u00fa; por algum tempo, eles mantiveram a denomina\u00e7\u00e3o de Poiares antes de se renomearem Tauapessassu (atualmente, Novo Air\u00e3o). (Sampaio 96-7).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um interessado em selos, em seu blog, utilizou o mapa como base para encontrar selos e remarcar sobre a presen\u00e7a dos correios na Amaz\u00f4nia oitocentista e, n\u00e3o surpreendentemente, Poiares n\u00e3o est\u00e1 inclusa nas vilas estudadas (Monteiro, s.p.). N\u00e3o h\u00e1 nem selos oitocentistas para a vila fantasma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Poiares, portanto, nos abre as portas para interrogar os famosos mapas de Villiers, frequentemente citados em estudos de urbaniza\u00e7\u00e3o no s\u00e9culo XIX mas cujo contexto de produ\u00e7\u00e3o levanta in\u00fameras quest\u00f5es sobre a l\u00f3gica imperial (\u201cimperial common sense\u201d, nas palavras de Ann Stohler) eternizadas nas cartas topogr\u00e1ficas produzidas na capital carioca (Stohler, p.19). Haveria o visconde, ou seus engenheiros, visitado a prov\u00edncia? O que levou a presen\u00e7a de Poiares na Carta? Quais \u201cdocumentos mais modernos\u201d seriam estes? Quantas outras vilas coloniais, dependentes na presen\u00e7a estatal para sua fixa\u00e7\u00e3o, mas inseridas num regime de mobilidade Amaz\u00f4nica (conforme argumentam Heather Roller e Patr\u00edcia Sampaio), foram estabilizadas artificialmente no mapa do Visconde de Villiers?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Encontrei pouca informa\u00e7\u00e3o sobre o autor do mapa, apesar do seu t\u00edtulo de nobreza. Independente de ser ele um nobre da corte carioca ou um naturalista franc\u00eas, o signat\u00e1rio deste mapa exemplifica um \u00edmpeto cartogr\u00e1fico oitocentista que permeou numerosas expedi\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais adentrando o interior do continente americano. Essas expedi\u00e7\u00f5es frequentemente tinham \u00edmpetos nacionalistas de reconhecimento e ocupa\u00e7\u00e3o territorial, sujei\u00e7\u00e3o violenta de popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, e o reconhecimento internacional de fronteiras Latino-Americanas em ebuli\u00e7\u00e3o, apesar de se justificarem pela busca de conhecimento geobot\u00e2nico e cient\u00edfico de forma mais ampla (Ketabi, s.p.). Dito isso, n\u00e3o se sabe se o pr\u00f3prio Villiers sequer passou pela regi\u00e3o norte, muito menos seus engenheiros.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A carta faz parte de uma s\u00e9rie de 15 mapas representando as prov\u00edncias do imp\u00e9rio, datados de 1847 e 1850, al\u00e9m de um Mapa Geral do Imp\u00e9rio do Brasil de 1851 (Villiers, s.p.). Composto por um grupo de empres\u00e1rios, engenheiros, e ge\u00f3grafos, o atlas foi organizado pelo Visconde J. de Villiers de L\u2019ile-Adam com o prop\u00f3sito de produzir representa\u00e7\u00f5es da geografia f\u00edsica e pol\u00edtico-administrativa do Brasil, solicitando&nbsp; apoio ao governo imperial para tal (Cargnin Gon\u00e7alves, p.108).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os \u00fanicos originais do s\u00e9culo XIX de que tenho conhecimento est\u00e3o arquivadas na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro e digitalizadas por essa institui\u00e7\u00e3o, sugerindo uma distribui\u00e7\u00e3o limitada do Atlas (o mapa do Instituto do Par\u00e1 \u00e9 uma c\u00f3pia destas digitaliza\u00e7\u00f5es,&nbsp; impressa em tela) (Villiers, s.p.). Dito isso, as legendas do Atlas parecem sugerir a exist\u00eancia de outras c\u00f3pias, ao inclu\u00edrem dados sobre sua impress\u00e3o como se fosse dirigida a um p\u00fablico que n\u00e3o tivesse conhecimento da produ\u00e7\u00e3o do mapa e para o qual era necess\u00e1rio explicar seus m\u00e9todos (Ibid). A relativa dificuldade em localizar outras c\u00f3pias sugere portanto uma circula\u00e7\u00e3o muito restrita ou uma produ\u00e7\u00e3o muito limitada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Atlas foi impresso na capital, publicado no Rio de Janeiro pelos livreiros Garnier Irm\u00e3os na Rua do Ouvidor n<sup>0<\/sup>69, e \u201cgravada na lithografia imperial v<sup>r.<\/sup>Laree\u201d, o que reitera a exist\u00eancia de uma colabora\u00e7\u00e3o governamental (Ibid). Devido aos pr\u00f3prios elementos do mapa, divididos em regi\u00f5es eleitorais, judiciais, e administrativas (as cores indicam prov\u00edncias e comarcas), a carta aparenta ter rela\u00e7\u00f5es com um projeto de legibilidade, seguindo a defini\u00e7\u00e3o de James Scott. A legibilidade \u00e9 uma simplifica\u00e7\u00e3o de uma realidade socioecon\u00f4mica complexa em informa\u00e7\u00f5es compreens\u00edveis e acion\u00e1veis para um aparato institucional, tornando estas informa\u00e7\u00f5es pass\u00edveis de direcionar pol\u00edticas p\u00fablicas \u2013 mas perdendo, no entanto, elementos importantes devido sua simplifica\u00e7\u00e3o, o que pode impedir o sucesso de tais pol\u00edticas (Scott, pp.2-5). A simplifica\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria no ato de mapear. Um mapa n\u00e3o pode representar toda \u00e1rvore, ou cada gr\u00e3o de areia. Os mapas, portanto, s\u00e3o constitu\u00eddos a partir de um ato de selecionar informa\u00e7\u00f5es, sejam elas topogr\u00e1ficas ou demogr\u00e1ficas, culturais ou at\u00e9 mesmo distor\u00e7\u00f5es de plano. Todas essas simplifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o fundamentalmente ficcionaliza\u00e7\u00f5es da realidade a ser mapeada, e criam uma narrativa sobre ela, a partir de um ju\u00edzo de valores sobre quais elementos ser\u00e3o inclusos e quais lugares, povos, e contextos ser\u00e3o silenciados. A narrativa sobre o Gr\u00e3o Par\u00e1 e Alto Amazonas na Carta Topographica de 1850 \u00e9 uma de neglig\u00eancia, desconhecimento, e reitera\u00e7\u00e3o de povoa\u00e7\u00f5es coloniais extintas: um mapa repleto de sil\u00eancios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por um lado, a Carta referente ao Gr\u00e3o Par\u00e1 est\u00e1 extremamente atualizada: O Alto Amazonas \u00e9 descrito como prov\u00edncia, de acordo com a Lei Geral N<sup>0<\/sup>582 de 5 de Setembro de 1850 \u2013 que \u201cEleva a Comarca do Alto Amazonas, na Provincia do Gr\u00e3o Par\u00e1, \u00e1 cathegoria de Provincia, com a denomina\u00e7\u00e3o de &#8211; Provincia do Amazonas\u201d \u2013 no ano de publica\u00e7\u00e3o do mapa (\u201cLEI N\u00ba 582, DE 5 DE SETEMBRO DE 1850\u201d). Isto nos permite datar o mapa \u00e0 segunda metade do ano, ap\u00f3s a promulga\u00e7\u00e3o da lei. No mapa, observam-se tamb\u00e9m diversos elementos espacializados: as cidades e capitais da prov\u00edncia (juntamente), os limites das prov\u00edncias e comarcas em diferentes cores, vilas, freguesias, capelas, s\u00edtios ou fazendas, limites do imp\u00e9rio, das prov\u00edncias, e das comarcas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, o mapa do Gram-Par\u00e1 difere consideravelmente daqueles de outras regi\u00f5es, carecendo de certas informa\u00e7\u00f5es quando comparado aos mapas de S\u00e3o Paulo (que na \u00e9poca&nbsp; inclu\u00eda o Paran\u00e1) e do Rio de Janeiro &#8211; os mais detalhados, em que in\u00fameros elementos topogr\u00e1ficos e vilas preenchem cada canto do mapa (Villiers, s.p.). Nesse sentido, o mapa do Par\u00e1 e Alto Amazonas se assemelha aos de outras regi\u00f5es fronteiri\u00e7as, como o mapa de S\u00e3o Pedro do Sul de 1947 e o do Matto Grosso tamb\u00e9m de 1850, que cont\u00e9m menos nomes de povoa\u00e7\u00f5es e de acidentes geogr\u00e1ficos, al\u00e9m de conter frases do cunho: \u201cterrenos incultos e quase desconhecidos\u201d, ou, no caso do Maranh\u00e3o, \u201cterrenos e fazendas effectos ao sustento do gado\u201d (ibid). O documento em si j\u00e1 admite uma certa d\u00favida relativa aos elementos f\u00edsicos do mapa, com a seguinte nota do autor: \u201cNOTA: Sendo muito vari\u00e1veis os dados geod\u00e9sicos sobre esta prov\u00edncia, n\u00e3o daremos escala pela gradua\u00e7\u00e3o\u201d (ibid). A falta de escala indica a aus\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre a prov\u00edncia na capital e o seu desconhecimento pelos supostos especialistas ge\u00f3grafos e&nbsp; engenheiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dentro da pr\u00f3pria Carta em quest\u00e3o vemos diferen\u00e7as de detalhamento, havendo mais elementos marcados na Comarca da Capital ao redor de Bel\u00e9m em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s outras comarcas do Gram Par\u00e1 e a prov\u00edncia do Alto Amazonas. Mesmo a decis\u00e3o de unir duas prov\u00edncias t\u00e3o grandes em um mapa &#8211;&nbsp; a do Gr\u00e3o Par\u00e1 com o Alto Amazonas &#8211; ilustra n\u00e3o s\u00f3 a escassez&nbsp; e lentid\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es bem como a atitude de que toda a Amaz\u00f4nia brasileira n\u00e3o passava de um territ\u00f3rio controlado desde Bel\u00e9m. Ademais, o n\u00famero de dados estat\u00edsticos listados na legenda do mapa amaz\u00f4nico \u00e9 mais reduzido. Nem mesmo se distinguem as cidades e capitais provinciais no mapa do Par\u00e1 e Amazonas, enquanto isso se faz at\u00e9 mesmo em mapas bastante lacunares do Atlas, como o do Piauhy (Villiers, s.p). Todos os mapas do Atlas cont\u00e9m extensas chaves, de duas colunas, com estat\u00edsticas, corre\u00e7\u00f5es, e contextos (\u00e9 o caso, ali\u00e1s, de freguesia extintas, que s\u00e3o&nbsp; listadas no mapa de Goyaz, como por exemplo \u201cA freg.<sup>a<\/sup> do Bom Jesus d\u2019Anta he transferido a S<sup>a<\/sup>, Rita\u2026\u201d e outras) ou ao menos um par\u00e1grafo sobre a prov\u00edncia, como \u00e9 o caso do Maranh\u00e3o (que descreve o seu decl\u00ednio), mas a Carta do Par\u00e1 e Amazonas \u00e9 a \u00fanica a n\u00e3o ter nem um nem outro: s\u00f3 uma breve chave de uma coluna que j\u00e1 inclui as notas e os dados (Ibid). A Carta de Pernambuco, por exemplo, cont\u00e9m elementos espacializados e dados estat\u00edsticos que est\u00e3o ausentes da Carta do Gram Par\u00e1 e Alto Amazonas, como por exemplo: caminhos, n\u00famero de habitantes, for\u00e7as militares, valores comerciais de importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o e n\u00famero de escolas prim\u00e1rias (Cargnin Gon\u00e7alves, p.108). Tal aus\u00eancia dos detalhes estat\u00edsticos demonstra uma falta de interesse ou uma falta de informa\u00e7\u00f5es, apoiando a hip\u00f3tese de que os autores do mapa n\u00e3o haviam visitando, e com certeza nem estudado a regi\u00e3o de forma extensiva, seu recenseamento dificultado pela extens\u00e3o das prov\u00edncias e pelos conflitos com o poder imperial como a recente cabanagem.&nbsp; Outras idiossincrasias est\u00e3o presentes.&nbsp; A Villa de Maraj\u00f3 \u00e9 descrita como sendo \u201csem cazas nem habitantes\u201d, mesmo estando marcada no mapa, e cercada de outras vilas presumidamente ocupadas (Villiers, s.p). H\u00e1 elementos repetidos, como o Porto dos Mundurucus, que est\u00e1 localizado em ambos o Rio Sucundur\u00ed e o Rio Manh\u00e9-a\u00e7u (Ibid). Os rios s\u00e3o importantes conectores, mapeados detalhadamente (na medida do poss\u00edvel), enquanto as margens e especialmente os interiores distantes das v\u00e1rzeas s\u00e3o grandes vazios, reiterando narrativas de <em>terra nullius <\/em>e o apagamento de comunidades ind\u00edgenas. Essa falta de detalhes, idiossincrasias, e desinforma\u00e7\u00f5es nos comprovam aquilo que a presen\u00e7a de Poiares j\u00e1 indicava fortemente: a dif\u00edcil acessibilidade de informa\u00e7\u00f5es, e uma poss\u00edvel neglig\u00eancia da regi\u00e3o norte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, devido \u00e0 dificuldade e lentid\u00e3o do acesso \u00e0 informa\u00e7\u00f5es sobre a regi\u00e3o no centro do imp\u00e9rio, os autores provavelmente n\u00e3o tinham conhecimento da inexist\u00eancia de Poiares. No entanto, caso os autores de fato soubessem do sumi\u00e7o de Poiares, por qu\u00ea teriam optado em mant\u00ea-la no mapa? Uma motiva\u00e7\u00e3o seria negar o desaparecimento de uma vila outrora rica para evitar questionamentos sobre o controle do estado na regi\u00e3o, e assegurar a soberania do Rio de Janeiro sobre o territ\u00f3rio Amazonense e sua popula\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, ocupar o mapa mesmo com top\u00f4nimos datados dava a impress\u00e3o, ainda que ilus\u00f3ria, que o governo central tinha maior conhecimento s\u00f3cio-cient\u00edfico sobre a regi\u00e3o. Implicitamente, se os sert\u00f5es eram entendidos como espa\u00e7os aut\u00f3ctones povoados por comunidades ind\u00edgenas e aut\u00f4nomas locais, limitar esses espa\u00e7os com a reitera\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os coloniais servia para negar essas alternativas de imaginar o territ\u00f3rio. Resistir ao m\u00e1ximo tais espa\u00e7os \u201cvazios\u201d, t\u00e3o prevalentes no interior do Alto Amazonas no mapa, n\u00e3o deixava de ser uma forma de remeter a&nbsp; um controle un\u00e2nime exercido pelo Estado. Isso se tornava particularmente importante em um contexto de instabilidade pol\u00edtica, tanto com a ader\u00eancia tardia do Gr\u00e3o Par\u00e1 \u00e0 Independ\u00eancia Brasileira, como no contexto p\u00f3s-Cabanagem, um movimento de revolta popular na regi\u00e3o (1835-1840). Por fim, \u00e9 poss\u00edvel que houvesse, fundamentalmente, uma inabilidade de compreender a mobilidade inerente \u00e0s cidades amaz\u00f4nicas, conforme descritas por Heather Roller, em que popula\u00e7\u00f5es e comunidades inteiras se mantinham apesar de se deslocarem ou se fixarem temporariamente, dependendo de incentivos de fuga ou de coopta\u00e7\u00e3o pelas autoridades regionais (Roller). Para aristocratas sem familiaridade com a regi\u00e3o, se havia uma cidade em um mapa anterior, talvez fosse improv\u00e1vel conceber de sua desapari\u00e7\u00e3o, ainda que esta l\u00f3gica n\u00e3o passasse de uma imposi\u00e7\u00e3o de perspectiva: o sedentarismo como suposta&nbsp; norma \u201ccivilizacional\u201d. Reitero que provavelmente os autores n\u00e3o tinham conhecimento do despovoamento e migra\u00e7\u00e3o de Poiares. Dito isso, ainda que soubessem dele, talvez lhes parecesse conveniente manter Poiares no mapa, seja de forma ativa e consciente para os expedientes descritos acima, ou de forma passiva, impl\u00edcita na l\u00f3gica s\u00f3cio-cultural e burocr\u00e1tica-imperial em que estavam inscritos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta breve investiga\u00e7\u00e3o da Carta Topographica demonstra diversos elementos da hist\u00f3ria amaz\u00f4nica e imperial, bem como a subjetividade da cartografia. Ela reitera, como j\u00e1 o fizeram v\u00e1rios autores (inclusive na nossa confer\u00eancia) que a cartografia do s\u00e9culo XIX n\u00e3o pode ser facilmente categorizada como \u201ccient\u00edfica\u201d e \u201cracional\u201d, mas, ao contr\u00e1rio, ocupa um espa\u00e7o de ficcionaliza\u00e7\u00e3o, imagina\u00e7\u00e3o, artificialidade, e crucialmente, a proje\u00e7\u00e3o de desejos (pol\u00edticos, administrativos, econ\u00f4micos, demogr\u00e1ficos&#8230;) bem como o fazia a mais obviamente ornamentada cartografia da primeira modernidade. Esta percep\u00e7\u00e3o nos permite desconstruir o olhar da capital \u2013 com suas no\u00e7\u00f5es de estabilidade e fixa\u00e7\u00e3o de povoa\u00e7\u00f5es, de desconhecimento e neglig\u00eancia,&nbsp; \u2013 sobre a Amaz\u00f4nia que permeia o mapa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todo mapa \u00e9 constru\u00eddo a partir da simplifica\u00e7\u00e3o de uma realidade complexa em hierarquias de valor sobre os elementos a serem descritos. Com isso, a complexa hist\u00f3ria de Poiares \u00e9 resumida com um ponto e uma cruz no mapa, que indicam a suposta presen\u00e7a de uma freguesia ausente. Mas Poiares foi muito mais do que os bispos que relataram a sua ru\u00edna ou o mapa que a ressuscitou no papel. Poiares foi uma freguesia setecentista pr\u00f3spera, mas de conflitos com autoridades regionais; se tornou tamb\u00e9m uma vila oitocentista em ru\u00ednas, mas cujo abandono n\u00e3o deixa de ser um s\u00edmbolo de resist\u00eancia contra as condi\u00e7\u00f5es de vida coloniais. Para L\u00b4lle-Adam, pode ter sido apenas um ponto em um documento antigo que ele reiterou acidentalmente&nbsp; &#8211; ou talvez uma freguesia morta que ele deliberadamente manteve em sua representa\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica. Mas para os habitantes de Tauapessassu, em suas primeiras d\u00e9cadas, Poiares foi um apelo \u00e0 unidade em meio a um grande movimento de migra\u00e7\u00e3o, dando nome a sua nova vila. E a nova Poiares, Tauapessassu, seguiu a reputa\u00e7\u00e3o \u201crebelde\u201d:&nbsp; \u201caderiu \u00e0 Cabanagem e tamb\u00e9m foi palco de sangrentos embates: l\u00e1, os cabanos foram derrotados pelas tropas de Miguel Nunes Benfica, em 1836.\u201d (Sampaio, p.97). Como ilustra a Carta de 1850, e a presen\u00e7a de Poiares, o territ\u00f3rio sempre ser\u00e1 muito mais do que o mapa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Bibliografia<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Roller, Heather <em>Amazonian Routes: Indigenous Mobility and Colonial Communities in Northern Brazil<\/em> (Stanford University Press, 2014)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Stoler, Ann. <em>Along the Archival Grain: Epistemic Anxieties and Colonial Common Sense <\/em>(Princeton, 2008).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Scott, James. <em>Seeing Like a State: How Certain Schemes to Improve the Human Condition Have Failed<\/em> (New Haven, 2020 [1998]).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sampaio, Patr\u00edcia. \u2018Cidades Desaparecidas na Amaz\u00f4nia Portuguesa: Poiares, S\u00e9culos XVII-XIX\u2019 <em>Hist\u00f3ria Social <\/em>10 (2003), pp.73-100\/.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Visconde J. de Villiers de L&#8217;Ile-Adam, Cartas topographicas e administrativas das provincias do Brasil [1852] Biblioteca Nacional RJ <a href=\"https:\/\/objdigital.bn.br\/objdigital2\/acervo_digital\/div_cartografia\/cart67925\/cart67925.htm\">https:\/\/objdigital.bn.br\/objdigital2\/acervo_digital\/div_cartografia\/cart67925\/cart67925.htm<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lei Geral N<sup>0<\/sup>582 de 5 de Setembro de 1850 <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/leimp\/1824-1899\/lei-582-5-setembro-1850-559821-publicacaooriginal-82232-pl.html\">https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/leimp\/1824-1899\/lei-582-5-setembro-1850-559821-publicacaooriginal-82232-pl.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Monteiro, F\u00e1bio. \u2018Picote e Filigrana: Filatelia com texto e contexto\u2019. Blog.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/picoteefiligrana.wixsite.com\/website\/post\/carimbologia-imperial-um-desafio\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Andr\u00e9a Dor\u00e9 e Junia Ferreira Furtado (Orgs),&nbsp; <em>Hist\u00f3ria do brasil em 25 mapas <\/em>(S\u00e3o Paulo, Companhia das Letras \/ Ed. Schwarcz S.A., 2022). Print.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BEIER, J. R. Artefatos de poder: Daniel Pedro M\u00fcller, a Assembleia Legislativa e a constru\u00e7\u00e3o territorial da prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo (1835-1849). 375 f. 2015. Tese (Doutorado em Hist\u00f3ria Social) \u2013 Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras, Universidade de S\u00e3o Paulo. S\u00e3o Paulo, 2015.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cargnin Gon\u00e7alves, Tiago \u201cA urbaniza\u00e7\u00e3o pernambucana na primeira metade do s\u00e9culo XIX: as redes pol\u00edtico-administrativa, judici\u00e1ria e eclesi\u00e1stica de n\u00facleos urbanos\u2019 em Fania Friedman e Carlos H. C. Ferreira (orgs), <em>Urbaniza\u00e7\u00f5es Brasileiras 1800-1850<\/em>, (Rio de Janeiro, 2023), pp.106-126.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ketabi, Salom\u00e9. \u201cFrom Natural History to Post-Revolutionary Politics? A Scientific Expedition for the New Republic of Bolivia (1830-1833)\u201d. Paper given in the panel, \u201cNnatural History in the Americas\u201d for the Natural History in the Age of Revolutions Conference, July 15th 2024, Linnean Society of London.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Joana Neves Teixeira. 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