{"id":727,"date":"2024-02-01T20:14:24","date_gmt":"2024-02-02T01:14:24","guid":{"rendered":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/?p=727"},"modified":"2024-10-22T16:40:22","modified_gmt":"2024-10-22T21:40:22","slug":"arte-arara-da-volta-grande-do-xingu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/pt-pt\/arte-arara-da-volta-grande-do-xingu\/","title":{"rendered":"Arte Arara da Volta Grande do Xingu"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-uagb-advanced-heading uagb-block-6ccc7aed\"><h2 class=\"uagb-heading-text\"><strong>Arte Arara da Volta Grande do Xingu:<\/strong> <strong>natureza, mem\u00f3ria e resist\u00eancias<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup><strong><sup>[1]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a><\/strong><\/h2><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Renata Utsunomiya<\/em>. Universidade de S\u00e3o Paulo, Instituto de Ci\u00eancia Ambiental, Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia Ambiental<\/p>\n\n\n\n<p>O rio Xingu, na Amaz\u00f4nia brasileira, \u00e9 conhecido como um &nbsp;rio de grandes cachoeiras de dif\u00edcil navega\u00e7\u00e3o, o que por muito tempo desafiou o avan\u00e7o da coloniza\u00e7\u00e3o acima da regi\u00e3o da Volta Grande do Xingu, ou Volta Grande. A bacia do rio Xingu atualmente \u00e9 povoada por diferentes povos ind\u00edgenas de troncos lingu\u00edsticos como Tupi, Tupi-Guarani, Caribe e J\u00ea, com ind\u00edcios de ocupa\u00e7\u00e3o de aproximadamente 3000 anos at\u00e9 o presente, evidenciadas por estudos arqueol\u00f3gicos de cer\u00e2micas Tupi e Karib (Garcia, 2021). Entre estes povos ind\u00edgenas, os Arara s\u00e3o avistados pela 1\u00aa vez apenas em 1853, pois eram povos do interior das florestas, diferentemente dos Juruna, canoeiros, que habitavam as ilhas do Xingu, e eram os guias e navegadores dos viajantes que passavam pela regi\u00e3o (Nimuendaju, 1948). A explora\u00e7\u00e3o da borracha no final do s\u00e9culo XIX, seguida de outras atividades econ\u00f4micas foram intensificando a ocupa\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o, como o garimpo de ouro e ca\u00e7a de peles de \u201cgato\u201d (on\u00e7a e outros felinos) al\u00e9m da constru\u00e7\u00e3o da Rodovia Transamaz\u00f4nica trazendo levas de migrantes de outras regi\u00f5es do pa\u00eds(Arara et al., 2020; Nascimento, 2024). A regi\u00e3o da Volta Grande, perpassada por esses ciclos econ\u00f4micos, hoje possui popula\u00e7\u00f5es de ribeirinhos, colonos, garimpeiros e ind\u00edgenas, dentro e fora das duas Terras Ind\u00edgenas (Arara da Volta Grande do Xingu e Paqui\u00e7amba, do povo Juruna).<\/p>\n\n\n\n<p>Os Arara da Terra Ind\u00edgena Arara da Volta Grande do Xingu, como descreveu o ent\u00e3o historiador, intelectual, curador e guia espiritual Le\u00f4ncio Arara (Arara et al, 2020):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">\u201c<em>somos como somos e n\u00e3o negamos, tem preto e tem branco (&#8230;) mas tamb\u00e9m somos parente de todo esse povo que lhe falei que andou com minha m\u00e3e Firma, meu av\u00f4 Pira e minha av\u00f3 Tintim e que viveram aqui\u201d<\/em> [Le\u00f4ncio Arara] (Patr\u00edcio, 2006)<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As comunidades da Volta Grande passaram por um hist\u00f3rico de rela\u00e7\u00f5es inter\u00e9tnicas que denotam a viol\u00eancia da investida colonial nos povos origin\u00e1rios, e atualmente a Volta Grande \u00e9 um sistema multi\u00e9tnico particular (Xavier Ferreira, 2024) com diferentes povos ind\u00edgenas que lutam por reconhecimento de sua identidade. A Terra Ind\u00edgena Arara da Volta Grande do Xingu localiza-se no Par\u00e1, na Amaz\u00f4nia brasileira, com cerca de 240 habitantes e foi demarcada entre 2004 e 2015. S\u00e3o descendentes dos povos Arara e Juruna e de n\u00e3o-ind\u00edgenas, e optaram pela \u201ccertifica\u00e7\u00e3o\u201d como povo Arara, pela mem\u00f3ria dos \u201cantigos\u201d, como Pir\u00e1 e Tintim Arara, que se estabeleceram no atual territ\u00f3rio onde vivem (Arara et al., 2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Os Arara<a href=\"#_ftn1\">[2]<\/a> habitam no trecho do Xingu que passou a ter parte das \u00e1guas desviadas para a gera\u00e7\u00e3o de energia pela Hidrel\u00e9trica de Belo Monte, que opera desde 2015. A Volta Grande passou a sofrer impactos pela redu\u00e7\u00e3o da vaz\u00e3o, amea\u00e7ando n\u00e3o apenas o ecossistema, mas tamb\u00e9m a reprodu\u00e7\u00e3o cultural e o sistema de conhecimento dos Arara interconectado com esse trecho \u00fanico do rio Xingu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Os Arara e a co-exist\u00eancia com a Volta Grande do Xingu<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As mem\u00f3rias de Le\u00f4ncio Arara podem ser consideradas s\u00edmbolo de sua identidade cultural e s\u00e3o essenciais para o que os Arara denominam como o \u201cfortalecimento da cultura\u201d (Arara et al., 2020). Le\u00f4ncio Arara demonstra as formas de coexist\u00eancia dos Arara com a Volta Grande. Enquanto curador, benzedor e conhecedor dos rem\u00e9dios do mato, e reconhecido por outros como paj\u00e9, Le\u00f4ncio narrava sobre o rio e a mata em suas vidas:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>\u201cA minha cultura \u00e9 floresta, eu trabalho com as florestas, eu n\u00e3o acredito que doutor me trate, eu n\u00e3o acredito que tomando rem\u00e9dio na farm\u00e1cia eu fique bom, (&#8230;) todo material meu \u00e9 da floresta&nbsp;<\/em>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (&#8230;) [Le\u00f4ncio Arara] (Arara et al., 2020, p.21)<\/p>\n\n\n\n<p>Le\u00f4ncio narrava uma s\u00e9rie de preceitos e regras sobre o rio e a mata que eram necess\u00e1rios serem respeitados, sobretudo porque&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;ali haviam muitos seres n\u00e3o-humanos \u201cdonos\u201d que regiam as \u00e1guas, a floresta e os animais:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">\u201c(&#8230;)<em> eu n\u00e3o ando a\u00ed \u00e0 toa no rio sabe, eu espero a \u00e1gua do rio, porque ela \u00e9 viva. (&#8230;) quando a pessoa anda pelo mato, a mata geme, a mata ri, a mata faz toda coisa, a mata, ela \u00e9 viva, e \u00e9 malassombrada, sabe, ela \u00e9 viva, e \u00e9 malassombrada, a mata faz tudo (&#8230;) do mesmo jeito \u00e9 a \u00e1gua, a \u00e1gua conversa, ela faz tudo, de noite voc\u00ea dormindo perto de uma \u00e1gua, correnteza que seja forte, voc\u00ea escuta todo movimento (&#8230;)<\/em> (Le\u00f4ncio Arara, 2014) <a href=\"#_ftn1\">[3]<\/a> &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o com o <em>rio<\/em> e a <em>mata<\/em> enquanto seres vivos narrada por Le\u00f4ncio remete a diferentes narrativas ind\u00edgenas de coexist\u00eancia com a natureza com vis\u00e3o bio\/cosmoc\u00eantrica (Pascual et al., 2023), no qual a floresta e o rio, s\u00e3o sujeitos vivos, e que, junto a seres n\u00e3o-humanos, possuem ag\u00eancia (RiverOfLife et al., 2022) e, portanto, sujeitos a direitos pr\u00f3prios. O pensador Ailton Krenak narra sobre cosmovis\u00f5es de diferentes povos ind\u00edgenas, que convivem com o \u201cesp\u00edrito da floresta\u201d, e sobre a vis\u00e3o do rio enquanto um parente, o Rio Doce <em>Watu,<\/em> av\u00f4 de seu povo (Krenak, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Diferentes povos origin\u00e1rios atualmente reivindicam uma vis\u00e3o comum de \u201csimbiose com a floresta viva\u201d. O Equador foi o primeiro pa\u00eds a instituir direitos da natureza em sua constitui\u00e7\u00e3o, e os ind\u00edgenas Kichwa da comunidade de Sarayaku tamb\u00e9m reivindicam, atrav\u00e9s da declara\u00e7\u00e3o \u201cKawsak Sacha\u201d, equivalente ao conceito de Bem viver (Acosta, 2016), o conceito de Floresta Viva (\u201cSelva Viviente\u201d), \u201cser vivo e consciente, sujeito de direitos\u201d<a href=\"#_ftn1\">[4]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Arte Arara da Volta Grande do Xingu<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A arte entre distintos povos ind\u00edgenas assume nuances e significa\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias, onde os conceitos de natureza, cultura, belo e est\u00e9tica se entrecruzam e est\u00e3o profundamente imbricados \u00e0s ontologias particulares de cada povo. A arte est\u00e1 em todas as esferas da vida dos povos ind\u00edgenas&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; , com uma inexist\u00eancia de distin\u00e7\u00e3o entre artefato e arte, ou seja, qualquer objeto &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;ind\u00edgena carrega uma mensagem art\u00edstica, em uma pr\u00e1tica em que arte e vida se confundem (Ribeiro, 1978; Lagrou, 2009). Como narrou o artista ind\u00edgena Macuxi, Jaider Esbell, o ind\u00edgena e a arte possuem uma origem comum e indissoci\u00e1vel e h\u00e1 necessidade de criar sistemas de arte ind\u00edgena, com sentidos e dimens\u00f5es pr\u00f3prios de cada cultura (Esbell, 2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Os artistas Arara se inspiram na Volta Grande e na sua cosmovis\u00e3o para criarem suas obras. Dentre estes,&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;s\u00e3o aqui apresentados 4 artistas que vem se destacando na cria\u00e7\u00e3o de pinturas e estampas, em quadros e tecido, e tecelagem com mi\u00e7angas. S\u00e3o eles: Peta, Esteban, Toroti e Broca Arara (Figura 1).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"425\" height=\"161\" src=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Imagen-1-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-661\" style=\"width:705px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Imagen-1-1.jpg 425w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Imagen-1-1-300x114.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 1 &#8211; Artistas Arara da Volta Grande do Xingu: Peta, Esteban, Toroti e Broca Arara (da esq. para dir.). Fotos: Renata Utsunomiya<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Maria do Perp\u00e9tuo Socorro Arara, Peta, \u00e9 contadora de est\u00f3rias, benzedeira, e matriarca da aldeia Itkoum. Suas est\u00f3rias falam sobre esp\u00edritos da \u00e1gua, sobre como seus antepassados, os Arara \u201cantigos\u201d, ou \u201ctronco velho\u201d, viviam e conviviam com a floresta e o rio. Suas obras atuais retratam antigos como o velho Pir\u00e1 (seu av\u00f4), p\u00e1ssaros, peixes entre outros animais, utilizando cores vivas e pintando a m\u00e3o livre em madeira nas paredes das casas, ou em tecidos de grande dimens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Edson Junior Arara, Esteban, \u00e9 um jovem filho de Peta Arara da aldeia Itkoum, acostumado a ca\u00e7ar e pescar com sua fam\u00edlia, retrata com detalhes a biodiversidade do territ\u00f3rio Arara. Junto com sua m\u00e3e, carrega em suas pinturas est\u00f3rias e comportamentos de determinados animais&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; , como o camale\u00e3o (iguana) que \u201carrupeia\u201d quando \u00e9 abordado. Al\u00e9m da ilustra\u00e7\u00e3o em papel e pintura em m\u00e3o livre, tamb\u00e9m vem aprendendo e recriando seus desenhos com a t\u00e9cnica do est\u00eancil<a href=\"#_ftn1\">[5]<\/a>. Al\u00e9m disso, cria desenhos de animais para serem tecidos em pulseiras e colares de mi\u00e7anga.<\/p>\n\n\n\n<p>Torotji Barbosa Arara, Toroti, \u00e9 um jovem artista da aldeia Terrawang\u00e3 que vem se destacando na arte de tecer mi\u00e7angas, sempre criando novas ideias e produzindo principalmente colares e pulseiras pict\u00f3ricos representando animais, o rio e a vegeta\u00e7\u00e3o (como as matas de igap\u00f3). Tamb\u00e9m confecciona cocares, al\u00e9m de pintar e tecer os grafismos Arara em outros artefatos que contam est\u00f3rias de seu povo, como a do Pai da Mata, o Jurupari, esp\u00edrito que \u00e9 dono e cuida da floresta (Arara et al., 2020). Al\u00e9m de tecer com as contas de vidro, Toroti tamb\u00e9m estampa tecidos com a t\u00e9cnica do est\u00eancil, pinta quadros e tecidos \u00e0 m\u00e3o&nbsp;livre.<\/p>\n\n\n\n<p>Adailton Barbosa Arara, o Broca, &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;gosta de desenhar e pintar quadros e panos \u00e0 m\u00e3o livre e com a t\u00e9cnica do est\u00eancil. Ele afirma que toda arte que faz tem uma est\u00f3ria a ser contada, e gosta mais de representar \u00e1rvores, bichos, grafismo e paisagens. Essas s\u00e3o paisagens culturais que relembram a mem\u00f3ria de inf\u00e2ncia com o Rio Xingu:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Uma ideia assim que veio na cabe\u00e7a, e depois que eu comecei a desenhar, ela veio me lembrando hist\u00f3rias minhas mesmo passada, entendeu? E ele \u00e9 inf\u00e2ncia minha. A\u00ed eu fui fazendo e fui gostando e fui lembrando de esses tipos de festa, nossa e tamb\u00e9m a coleta do ovo de tracaj\u00e1 e fui fazendo a\u00ed em seguida. <\/em>(Adailton Arara, 2023)<a href=\"#_ftn1\">[6]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00f3rias em um territ\u00f3rio em transforma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m carregam um \u201cimpacto\u201d por tr\u00e1s, como descreve Adailton, sobre &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;os Abian\u00e3, a queixada na l\u00edngua ind\u00edgena Arara<a href=\"#_ftn1\">[7]<\/a> (ou porc\u00e3o como \u00e9 chamado localmente). Trata-se de&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;um animal que costumava \u201ccair na \u00e1gua\u201d em grandes bandos na \u00e9poca da subida das \u00e1guas, gerando uma proveitosa ca\u00e7ada a que todos se dedicavam, mas que n\u00e3o ocorreu mais ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o da&nbsp;hidrel\u00e9trica s.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos quadros de Adailton, intitulado \u201cPesca cultural Arara da Volta Grande\u201d possui dimens\u00e3o 40&#215;30 cm e foi pintado com tinta de tecido. Segundo o mesmo,&nbsp;&nbsp;as cores foram selecionadas a partir das paisagens que observa no Rio Xingu.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"772\" src=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/quadro_PescaCulturalAraraVoltaGrande-1024x772.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-664\" srcset=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/quadro_PescaCulturalAraraVoltaGrande-1024x772.jpg 1024w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/quadro_PescaCulturalAraraVoltaGrande-300x226.jpg 300w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/quadro_PescaCulturalAraraVoltaGrande-768x579.jpg 768w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/quadro_PescaCulturalAraraVoltaGrande-1536x1158.jpg 1536w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/quadro_PescaCulturalAraraVoltaGrande-2048x1543.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Figura 2 &#8211; Quadro &#8220;Pesca Cultural Arara da Volta Grande&#8221; de Adailton Arara (Broca) de 2022. Foto: Renata Utsunomiya. Itens: (a) pintura corporal dos bichos; (b) Palmeira Tucum; (c) animal Capivara; (d) Peixe Pacu branco; (e) Pesca com flecha; (f) Peixe Acari; (g) Peixe Tucunar\u00e9; (h) Peixe Ariduia; (i) \u00c1rvore Arapari florida; (j) Pesca com linha de m\u00e3o; (k) P\u00e1ssaro corta \u00e1gua; (l) Canoa carregada com peixes pescados e remo; (m) Arraia de fogo; (n) Quel\u00f4nio Tracaj\u00e1; (o) P\u00e1ssaro Carar\u00e1; (p) P\u00e1ssaro Manguari<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A \u00e1rvore no centro \u00e9 o arapari, que nessa \u00e9poca est\u00e1 florido e os peixes comem as flores quando caem na \u00e1gua. As canoas cheias de peixes e tracaj\u00e1s (quel\u00f4nios) indicam a fartura de peixes de diferentes esp\u00e9cies, como o pacu branco que \u00e9 flechado por um Arara \u201cantigo\u201d, al\u00e9m dos tucunar\u00e9s, acaris e ariduias, que tamb\u00e9m s\u00e3o capturados com a \u201clinha de m\u00e3o\u201d ou \u201ctela\u201d, principal t\u00e9cnica de pesca utilizada pelos Arara. Os ambientes como praias, pedrais e os sarobais \u2013 locais de vegeta\u00e7\u00e3o de&nbsp;\u00e1rvores baixas com muitas fruteiras com pedras e areia grossa (Juruna, Arara, 2018) \u2013 em breve ser\u00e3o submersos com a subida das \u00e1guas e est\u00e3o repletos de esp\u00e9cies, como a palmeira tucum, que alimenta&nbsp;animais de ca\u00e7a, como a capivara. A obra retrata o per\u00edodo do final do ver\u00e3o amaz\u00f4nico, com in\u00edcio da subida das \u00e1guas que adentram&nbsp;os \u201cfuros\u201d, canais que \u201ccortam\u201d e permanecem separados no per\u00edodo de estiagem e que, com a subida das \u00e1guas, tornam-se importantes locais para a pesca destes povos &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Pintando e tecendo mem\u00f3rias de resist\u00eancia Arara<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A arte Arara denota a rela\u00e7\u00e3o desse grupo ind\u00edgena com o territ\u00f3rio da Volta Grande do Xingu, enquanto forma de narrar modos de vida e a coexist\u00eancia com a natureza e seres n\u00e3o-humanos&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; . Povos ind\u00edgenas, como os Arara, s\u00e3o reiteradamente exclu\u00eddos nos modelos de desenvolvimento propostos para a Amaz\u00f4nia baseado em grandes obras. Dessa forma, a Arte Arara, visibiliza as consequ\u00eancias desse modelo, ao contar est\u00f3rias e relembrar mem\u00f3rias que descrevem transforma\u00e7\u00f5es socioecol\u00f3gicas. Como Jaider Esbell afirma: \u201cn\u00e3o \u00e9 um quadro, flecha ou cer\u00e2mica; \u00e9 um feiti\u00e7o para falar de um assunto s\u00e9rio que \u00e9 a urg\u00eancia ecol\u00f3gica\u201d (Aliprandini, 2021, p.23), i.e., a arte que traz mensagens essenciais sobre rela\u00e7\u00f5es humano-natureza e futuros poss\u00edveis no contexto atual de crise ambiental e clim\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00e1tica art\u00edstica tamb\u00e9m \u00e9 voltada para uma afirma\u00e7\u00e3o \u00e9tnica frequentemente colocada&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;em xeque pelo racismo na sociedade, uma forma de contar a \u201cnossa hist\u00f3ria ver\u00eddica\u201d (Arara et al., 2020, p.32), a mem\u00f3ria de um territ\u00f3rio e de paisagens culturais do povo Arara da Volta Grande do Xingu. Em busca do \u201cfortalecimento cultural\u201d (Arara et al., 2020) os Arara recontam est\u00f3rias atrav\u00e9s de sua arte, pois como afirma Krenak (2020, p.27): \u201cadiar o fim do mundo \u00e9 contar mais uma est\u00f3ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Esse estudo se debru\u00e7a sobre as cria\u00e7\u00f5es art\u00edsticas atuais dos Arara e a rela\u00e7\u00e3o com o sistema socioecol\u00f3gico da Volta Grande do Xingu, territ\u00f3rio perpassado por viol\u00eancias no qual diferentes tradi\u00e7\u00f5es culturais se fundiram e se transformaram. Como parte do Semin\u00e1rio Internacional Conectar a fronteira amaz\u00f4nica, este vem contribuindo para compreender a arte Arara no contexto atual de ascens\u00e3o da arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea, a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica fora dos grandes centros e a perspectiva hist\u00f3rica da cultura visual e material da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acosta, Alberto. <em>O Bem Viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos<\/em>. S\u00e3o Paulo: Elefante, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>Aliprandini, Stefani Valente. <em>A arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea enquanto pr\u00e1tica decolonial: Uma an\u00e1lise a partir da exposi\u00e7\u00e3o Moqu\u00e9m_Surar\u00ee: arte ind\u00edgena contempor\u00e2nea (2021).<\/em> Trabalho de gradua\u00e7\u00e3o, Universidade de Passo Fundo, 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Arara, Adalton Ferreira do Nascimento, Eduardo Xavier Ferreira, Regina Polo M\u00fcller, Renata Utsunomiya. \u201cA Casa de Mem\u00f3ria Le\u00f4ncio Arara e os Arara da Volta Grande do Xingu\u201d, <em>Espa\u00e7o Amer\u00edndio<\/em>, 14, n. 1 (2020): https:\/\/doi.org\/10.22456\/1982-6524.100737<\/p>\n\n\n\n<p>Esbell, Jaider. \u201cArte ind\u00edgena contempor\u00e2nea e o grande mundo\u201d. <em>Select Celeste<\/em> (2021): https:\/\/select.art.br\/arte-indigena-contemporanea-e-o-grande-mundo-2\/<\/p>\n\n\n\n<p>Garcia, Lorena. \u201cTupi-Carib Histories in the Middle-Lower Xingu\u201d. Em <em>Koriabo: from Caribbean Sea to the Amazon River<\/em>, coordenado por Barreto, Cristiana, Helena Lima, St\u00e9phen Rostain, Corinne Hoifman. Bel\u00e9m: Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi, 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Juruna e Arara, Povo. <em>Plano de gest\u00e3o territorial e Ambiental Volta Grande do Xingu: Terras ind\u00edgenas Paqui\u00e7amba, Arara da Volta Grande do Xingu e \u00c1rea Ind\u00edgena Juruna do Km 17.<\/em> Altamira: Verthic, 2018, https:\/\/acervo.socioambiental.org\/sites\/default\/files\/documents\/0id00095.pdf.<\/p>\n\n\n\n<p>Krenak, Ailton. <em>Ideias para adiar o fim do mundo.<\/em> S\u00e3o Paulo: Cia das Letras, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Lagrou, Els. <em>Arte Ind\u00edgena no Brasil: ag\u00eancia, alteridade e rela\u00e7\u00e3o<\/em>. Belo Horizonte: C\/Arte, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>Nascimento, Hilton. <em>Os Juruna e Arara da Volta Grande e a ocupa\u00e7\u00e3o do m\u00e9dio Xingu<\/em>. Altamira: Verthic, 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Nimuendaj\u00fa, Curt. \u201cTribes of the Lower and Middle Xing\u00fa\u201d. Em: <em>Handbook of South American Indians vol. 3: The tropical forest tribes. Handbook of South American Indians<\/em>, editado porSteward, Julian H. Washington: Smithsonian Institution, Bureau of American Ethnology. 1948.<\/p>\n\n\n\n<p>Patr\u00edcio, Marlinda. <em>Relat\u00f3rio Circunstanciado de Identifica\u00e7\u00e3o e Delimita\u00e7\u00e3o da Terra Ind\u00edgena Arara da Volta Grande do Xingu<\/em>. Bras\u00edlia: FUNAI\/CGID, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>Ribeiro, Berta. <em>Arte Ind\u00edgena, Linguagem Visual<\/em>. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.<\/p>\n\n\n\n<p>RiverOfLife, Martuwarra, Unamen Shipu Romaine River, Anne Poelina, Sandra Wooltorton, Laurie Guimond, Guy Durand Sioui. \u201cHearing, voicing and healing: Rivers as culturally located and connected\u201d. <em>River Research and Applications<\/em>, 38(3), (2022): https:\/\/doi.org\/10.1002\/rra.3843 Xavier Ferreira, Eduardo Cezar C\u00e2ndido.&nbsp;<em>Arara da Volta Grande do Xingu: hist\u00f3ria, mistura, emerg\u00eancia \u00e9tnica e rivalidade<\/em>. Tese de doutorado, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2024.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[7]<\/a> A l\u00edngua Arara pertence ao tronco lingu\u00edstico Caribe e os Arara da Volta Grande do Xingu tem realizado atividades nas escolas para aprendizado da l\u00edngua ind\u00edgena, junto com professores Arara da Terra Ind\u00edgena Cachoeira Seca.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[6]<\/a> Adailton Arara (artista), em entrevista com a autora, 21 de novembro de 2023.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[5]<\/a> Atividades do Projeto B\u00e1sico Ambiental \u2013 Componente Ind\u00edgena da hidrel\u00e9trica de Belo Monte vem sendo desenvolvidas na Terra Ind\u00edgena, como as oficinas de design em artesanato que introduziram a t\u00e9cnica do est\u00eancil para a produ\u00e7\u00e3o de tecidos estampados, al\u00e9m de oficinas com tecelagem de mi\u00e7angas e outras a\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de artesanato ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[4]<\/a> Pueblo originario Kichwa de Sarayaku, \u201cKawsak Sacha Declaration\u201d, https:\/\/kawsaksacha.org\/<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[3]<\/a> Le\u00f4ncio Arara (paj\u00e9), em entrevista com a autora, 17 de outubro de 2014.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[2]<\/a> Na regi\u00e3o do M\u00e9dio Xingu h\u00e1 tr\u00eas Terras Ind\u00edgenas do povo Arara (Arara, Cachoeira Seca e Arara da Volta Grande do Xingu. Nesse artigo qualquer men\u00e7\u00e3o aos ind\u00edgenas Arara referem-se aos pertencentes ao subgrupo da Terra Ind\u00edgena Arara da Volta Grande do Xingu.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Agradecimentos a Carmen Salvador, Patricia Zalamea, Maria Berbara, Juli\u00e1n Serna, Er\u00eandira Oliveira e Mateus Nunes pela coordena\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o do projeto Connecting Amazon Basin, al\u00e9m de Adriana Palma, Brenda Oliveira<ins>,<\/ins><del> e<\/del> Gabriela Toledo<ins> e Eduardo Xavier Ferreira<\/ins> pela revis\u00e3o e sugest\u00f5es bibliogr\u00e1ficas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arte Arara da Volta Grande do Xingu: natureza, mem\u00f3ria e resist\u00eancias[1] Renata Utsunomiya. 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