{"id":959,"date":"2024-03-06T16:41:27","date_gmt":"2024-03-06T21:41:27","guid":{"rendered":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/?p=959"},"modified":"2026-04-16T14:54:33","modified_gmt":"2026-04-16T19:54:33","slug":"amazonias-em-dialogo-arte-contemporanea-e-alternativas-sistemicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/pt-pt\/amazonias-em-dialogo-arte-contemporanea-e-alternativas-sistemicas\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nias em Di\u00e1logo: Arte Contempor\u00e2nea e Alternativas Sist\u00eamicas"},"content":{"rendered":"\n<p>Brenda de Oliveira. Doutoranda em Est\u00e9tica e Hist\u00f3ria da Arte no PGEHA do MAC USP, Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A palavra &#8220;Amaz\u00f4nia&#8221; \u00e9 abrangente e, apesar de sua aparente simplicidade, encerra uma complexidade intrincada. Do ponto de vista geogr\u00e1fico, a Amaz\u00f4nia engloba v\u00e1rias entidades distintas, embora entrela\u00e7adas e sobrepostas, que se localizam ao norte da Am\u00e9rica do Sul e cujas nuances n\u00e3o podem ser negligenciadas (Albert <em>et al<\/em>. 2018). Bacia de drenagem, bacia sedimentar, prov\u00edncia biogeogr\u00e1fica, bioma e unidade geopol\u00edtica \u2015 essas dimens\u00f5es interligadas lan\u00e7am luz sobre a diversidade conceitual que subjaz ao termo.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto das fronteiras administrativas e pol\u00edticas, a abrang\u00eancia da Pan-Amaz\u00f4niase estende por oito na\u00e7\u00f5es distintas, englobando Bol\u00edvia, Brasil, Col\u00f4mbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e incluindo o departamento ultramarino da Guiana Francesa, onde a floresta amaz\u00f4nica permeia seus territ\u00f3rios. No entanto, \u00e9 crucial compreender que a Amaz\u00f4nia vai muito al\u00e9m das demarca\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas mencionadas: ela se revela como um local repleto de significados hist\u00f3ricos e culturais que ultrapassam as fronteiras f\u00edsicas \u2015 estas, muitas vezes estabelecidas por meio de narrativas coloniais, disputas geopol\u00edticas e apropria\u00e7\u00f5es hegem\u00f4nicas de terras.<\/p>\n\n\n\n<p>Diantes da multiplicidade de percep\u00e7\u00f5es dentro de diferentes comunidades que transcendem qualquer delimita\u00e7\u00e3o regional, \u00e9 crucial compreender que tanto a Amaz\u00f4nia brasileira quanto a equatoriana desempenharam um papel central na constru\u00e7\u00e3o deste territ\u00f3rio ao longo dos s\u00e9culos, embora n\u00e3o estabele\u00e7am fronteiras diretamente e nem vivenciem um ecossistema uniforme, abrigando povos, etnias e grupos lingu\u00edsticos distintos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao visitar o Museu Arqueol\u00f3gico e Centro Cultural de Orellana (MACCO), localizado no nordeste da Amaz\u00f4nia equatoriana, na cidade de Coca, prov\u00edncia de Orellana, observa-se a import\u00e2ncia hist\u00f3rica da regi\u00e3o durante a coloniza\u00e7\u00e3o espanhola. O museu destaca-se por abrigar um valioso patrim\u00f4nio arqueol\u00f3gico, que foi associado a grupos \u00e9tnicos que habitavam a \u00e1rea durante a chamada Fase Napo (1.100-1.500 DC). Entre os artefatos em exibi\u00e7\u00e3o, destacam-se cer\u00e2micas funer\u00e1rias, incluindo pe\u00e7as antropom\u00f3rficas e vasos, al\u00e9m de outros utens\u00edlios como pratos, escudelas e candeeiros, mencionados nas cr\u00f4nicas de Frei Gaspar de Carvajal como a melhor lou\u00e7a que j\u00e1 se viu no mundo (Medina, 1894, p. 44). A localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica do museu, \u00e0s margens do Rio Napo, navegado por Francisco de Orellana em sua expedi\u00e7\u00e3o pioneira pelo Rio Amazonas em 1542, confere-lhe uma import\u00e2ncia singular na compreens\u00e3o n\u00e3o apenas do patrim\u00f4nio arqueol\u00f3gico da regi\u00e3o, mas tamb\u00e9m da explora\u00e7\u00e3o inicial desse rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente, a Amaz\u00f4nia brasileira desempenhou um papel crucial na hist\u00f3ria amaz\u00f4nica nos primeiros ciclos de modernidade, sobretudo nas ocupa\u00e7\u00f5es e assentamentos localizados estrategicamente na foz do Rio Amazonas. No per\u00edodo colonial, a Am\u00e9rica Portuguesa esteve dividida entre duas unidades, o estado do Brasil e o Estado do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o, resultado de uma reorganiza\u00e7\u00e3o territorial promovida em 1751 por Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo, o Marqu\u00eas de Pombal.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ensaio, prop\u00f5e-se estabelecer uma compara\u00e7\u00e3o entre as realidades e contextos encontrados na Amaz\u00f4nia do Brasil e do Equador, com o intuito de abordar algumas alternativas sist\u00eamicas \u00e0s problem\u00e1ticas decorrentes do legado colonial na regi\u00e3o. O enfoque deste estudo recai sobre o que a historiografia de arte usualmente chama de <em>visualidade amaz\u00f4nica<\/em>, especialmente no que tange \u00e0 arte contempor\u00e2nea e \u00e0s indaga\u00e7\u00f5es suscitadas por uma abordagem decolonial. Destaca-se, nesse contexto, a obra do artista brasileiro Joelington Rios (Jamary dos Pretos, 1997), pautada na identidade quilombola, em di\u00e1logo com o pensamento ancestral <em>Selva Vivente<\/em>, uma vis\u00e3o hol\u00edstica e interconectada da natureza, conforme postulado pela comunidade qu\u00edchua na regi\u00e3o de Sarayaku, no Equador.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao propor esta an\u00e1lise comparativa entre narrativas, busca-se refletir sobre as complexidades de um di\u00e1logo multifacetado entre identidade, resist\u00eancia e preserva\u00e7\u00e3o. Este ensaio tem como objetivo compreender como express\u00f5es diversas nas Amaz\u00f4nias contribuem para um entendimento mais profundo de alternativas sist\u00eamicas, isto \u00e9, de abordagens que reconhecem a interconex\u00e3o e interdepend\u00eancia de diversas crises e desafios enfrentados na contemporaneidade. Apesar de focarem em aspectos distintos, tais express\u00f5es convergem para a preserva\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia contra as adversidades hist\u00f3ricas enfrentadas na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>AMAZ\u00d4NIA QUILOMBOLA E A ARTE CONTEMPOR\u00c2NEA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De propor\u00e7\u00f5es continentais, o territ\u00f3rio da Amaz\u00f4nia \u00e9 alvo de constantes disputas. Por um lado, h\u00e1 a disputa pelo controle de seu territ\u00f3rio geogr\u00e1fico, que envolve interesses relacionados \u00e0 sua extens\u00e3o espacial, biodiversidade, fronteiras e recursos naturais, abrangendo projetos governamentais, empresariais, sociais e estrangeiros. Por outro lado, h\u00e1 uma disputa no campo da significa\u00e7\u00e3o, onde se entrela\u00e7am interesses da dimens\u00e3o discursiva: disputa-se sobre o que \u00e9 a Amaz\u00f4nia e o que ela significa (COSTA, 2021). Neste territ\u00f3rio em disputa, incorrem tamb\u00e9m os interesses das artes visuais pela Amaz\u00f4nia, considerando seu campo de atua\u00e7\u00e3o na visualidade e na constru\u00e7\u00e3o de imagin\u00e1rios e processos identit\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Na contemporaneidade, as artes visuais desempenham um papel crucial ao apresentar diferentes imagin\u00e1rios amaz\u00f4nicos, fundamentados em quest\u00f5es de identidade e diversidade. Essa express\u00e3o art\u00edstica \u00e9 fruto de um hibridismo cultural que revisita as tradi\u00e7\u00f5es dos povos origin\u00e1rios, a invas\u00e3o europeia, as di\u00e1sporas negras, os ciclos desenvolvimentistas, seus decl\u00ednios e reinven\u00e7\u00f5es, assim como temas urgentes relacionados ao meio ambiente e \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para uma an\u00e1lise mais abrangente do imagin\u00e1rio amaz\u00f4nico, suas perspectivas e significados no s\u00e9culo XXI, tomemos como refer\u00eancia a arte contempor\u00e2nea do artista visual Joelington Rios. Rios \u00e9 um jovem artista visual nascido e criado no territ\u00f3rio quilombola Jamary dos Pretos, no munic\u00edpio de Turia\u00e7u, ao norte do estado do Maranh\u00e3o, parte da Amaz\u00f4nia maranhense. Mudou-se para o Rio de Janeiro aos 19 anos para intensificar e desenvolver seus estudos em arte.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ocasi\u00e3o da primeira viagem de retorno do artista ao seu quilombo, em 2020, nasce a s\u00e9rie <em>Entre Rios e Mocambos<\/em>. Nela, o artista explora diversas formas de express\u00e3o, como fotografia, escultura, instala\u00e7\u00e3o, performance, v\u00eddeo e arte t\u00eaxtil, em diversos meios e materiais, a partir dos quais ele trabalha com conceitos de sua experi\u00eancia como amaz\u00f4nida e quilombola.<\/p>\n\n\n\n<p>Na obra <em>Salmoura<\/em> (2023) est\u00e3o em destaque o item conhecido como mosquiteiro e o elemento sal (Figura 1). Segundo o artista: \u201cO mosquiteiro, assim como o sal, sempre estiveram presentes nos meus olhos e na minha l\u00edngua no quilombo\u201d (RIOS, 2023), localizada em regi\u00e3o contento tanto \u00e1gua doce do rio quanto influ\u00eancia mar\u00edtima. Recentemente, o artista iniciou uma reflex\u00e3o sobre a emblem\u00e1tica presen\u00e7a e fun\u00e7\u00e3o do mosquiteiro em sua resid\u00eancia no quilombo, ao mesmo tempo em que transporta essa an\u00e1lise para o contexto urbano da cidade do Rio de Janeiro, onde vive atualmente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Salmoura-576x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-960\" srcset=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Salmoura-576x1024.png 576w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Salmoura-169x300.png 169w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Salmoura-768x1365.png 768w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Salmoura-864x1536.png 864w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Salmoura.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Figura 1: Composi\u00e7\u00e3o de Joelington Rios. <em>Salmoura<\/em>. Instala\u00e7\u00e3o e performance (2023). Fonte: Acervo do artista \/ Instagram<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Na instala\u00e7\u00e3o, o mosquiteiro passou a ser compreendido n\u00e3o apenas como um dispositivo de prote\u00e7\u00e3o contra insetos, mas como uma tecnologia multifacetada. Ele n\u00e3o s\u00f3 resguarda de mosquitos, mas atua como uma esp\u00e9cie de guardi\u00e3o que cobre, protege e vigia sonhos, seres e corpos. Seu papel se estende do momento de dormir ao acordar, permeando o espa\u00e7o-tempo entre os sonhos e a vida cotidiana. Para Rios, torna-se uma entidade, um ser que habita a atmosfera, permeando o imagin\u00e1rio, camas, corpos e exist\u00eancias amaz\u00f4nicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A import\u00e2ncia do sal na hist\u00f3ria do quilombo \u00e9 descrita pelo Sr. Estanislau no livro <em>Jamary dos Pretos, Terra de Mocambeiros<\/em> (1995), de Jos\u00e9 Paulo Freire Carvalho. Na publica\u00e7\u00e3o, relata-se que embora o quilombo fosse de dif\u00edcil acesso, o isolamento n\u00e3o era uma regra. O caso de Jamary dos Pretos se destaca como exemplar nesse aspecto, j\u00e1 que uma intrincada rede de colabora\u00e7\u00e3o era estabelecida entre os mocambeiros, membros do quilombo, e aqueles que permaneciam escravizados nas fazendas circunvizinhas. Estes desempenhavam um papel crucial ao garantir o fornecimento de certos artigos n\u00e3o dispon\u00edveis nas matas, como o sal. Paralelamente, os mocambeiros empreendiam incurs\u00f5es noturnas para resgatar os outros negros que ainda estavam sob regime de escravid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Inspirado por essa significativa men\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, Joelington Rios reavaliou o uso do sal e suas propriedades de salmoura, compreendendo-o como um agente de cura e preserva\u00e7\u00e3o. Por meio da cria\u00e7\u00e3o de estruturas perform\u00e1ticas e instalativas, o artista busca visualizar as conex\u00f5es entre os rios e mocambos, o sal e a terra, os mosquiteiros e os corpos, tanto dentro quanto fora da vasta Amaz\u00f4nia. Rios afirma: \u201cTecnologias de c\u00e1psulas triangulares atmosf\u00e9ricas capazes de nos transportar e curar nossos corpos que tamb\u00e9m est\u00e3o doentes, tecnologias capazes de nos manter vivas, assim como nossos saberes\u201d (RIOS, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Analisar as iniciativas art\u00edsticas e culturais dentro dessas comunidades revela um tecido complexo de express\u00f5es que v\u00e3o desde as pr\u00e1ticas tradicionais at\u00e9 manifesta\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas. A trajet\u00f3ria art\u00edstica de Rios \u00e9 um testemunho do potencial transformador da arte contempor\u00e2nea na Amaz\u00f4nia. Iniciando sua jornada como artista adolescente em seu quilombo, Rios desenvolveu uma abordagem multidisciplinar, explorando al\u00e9m da fotografia para incluir escultura, instala\u00e7\u00e3o, performance, v\u00eddeo e arte t\u00eaxtil em seu repert\u00f3rio art\u00edstico. Ao explorar esses temas, Rios n\u00e3o apenas apresenta uma vis\u00e3o pessoal e art\u00edstica da Amaz\u00f4nia, mas tamb\u00e9m desafia as percep\u00e7\u00f5es convencionais sobre a regi\u00e3o. Sua obra se torna uma forma de resist\u00eancia cultural, enfrentando a viol\u00eancia epist\u00eamica hist\u00f3rica que considerava a Amaz\u00f4nia como um &#8220;vazio&#8221; a ser preenchido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>AMAZ\u00d4NIA EQUATORIANA E A <em>SELVA VIVENTE<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na Amaz\u00f4nia equatoriana temos um exemplo not\u00e1vel de resist\u00eancia \u00e0s for\u00e7as coloniais e neocoloniais: o povo ind\u00edgena em Sarayaku, localizado na Prov\u00edncia de Pastaza, no curso m\u00e9dio da bacia do rio Bobonaza, em um territ\u00f3rio de aproximadamente 135 mil hectares, coberto majoritariamente por floresta amaz\u00f4nica prim\u00e1ria (Figura 2).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG-20230927-WA0036-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-963\" srcset=\"https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG-20230927-WA0036-768x1024.jpg 768w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG-20230927-WA0036-225x300.jpg 225w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG-20230927-WA0036-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/amazon.uniandes.edu.co\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG-20230927-WA0036.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><br>Figura 2: Territ\u00f3rio ind\u00edgena em Sarayaku, localizada na Prov\u00edncia de Pastaza, Equador. Fonte: Gabriela Paiva de Toledo. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo a cosmovis\u00e3o de Sarayaku, o ecossistema de seu territ\u00f3rio \u00e9 composto por tr\u00eas unidades ecol\u00f3gicas essenciais: <em>Sacha<\/em> (selva), <em>Yaku<\/em> (rios) e <em>Allpa<\/em> (terra), que sustentam uma infinidade de esp\u00e9cies de fauna e flora fundamentais para sua exist\u00eancia (Menon, 2020, p. 7).<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diante dessa cosmovis\u00e3o, o povo origin\u00e1rio de Sarayaku est\u00e1 \u00e0 frente da iniciativa <em>Selva Vivente<\/em>, ou <em>Kawsak Sacha<\/em> na l\u00edngua qu\u00edchua. O conceito de <em>Selva Vivente<\/em> \u00e9 central para a vida em Sarayaku, que entende a natureza como um ser consciente, composto por todos os elementos da selva, incluindo seres humanos. No manifesto escrito, enfatiza-se que o <em>Kawsak Sacha<\/em> \u00e9 um ser vivo, com consci\u00eancia, constitu\u00eddo por todos os seres da selva, desde os mais infinitesimais at\u00e9 os maiores e supremos. Este entendimento profundo da interconex\u00e3o entre os seres humanos e a natureza destaca a import\u00e2ncia de preservar n\u00e3o apenas o meio ambiente, mas a harmonia entre todas as formas de vida.<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O caso de Sarayaku destaca como as comunidades tradicionais n\u00e3o apenas preservam seu ambiente, mas tamb\u00e9m estabelecem uma rela\u00e7\u00e3o de respeito e equil\u00edbrio com a natureza. Nesse contexto, a Amaz\u00f4nia, historicamente considerada como um espa\u00e7o vazio ou a ser explorado, demanda uma transforma\u00e7\u00e3o epist\u00eamica. Ao desafiar a narrativa de vazio e explorar a complexidade da selva, essas formas de express\u00e3o emergem como elo para uma compreens\u00e3o mais aprofundada e uma aprecia\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia em sua plenitude.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na Amaz\u00f4nia, cuja preserva\u00e7\u00e3o \u00e9 crucial para o equil\u00edbrio ambiental global, alternativas sist\u00eamicas surgem como ferramentas poderosas contra a degrada\u00e7\u00e3o. A interse\u00e7\u00e3o entre arte contempor\u00e2nea, natureza amaz\u00f4nica e comunidades tradicionais desempenha um papel central na promo\u00e7\u00e3o desse objetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>A valoriza\u00e7\u00e3o das obras de Joelington Rios busca integrar a experi\u00eancia quilombola ao imagin\u00e1rio global, defendendo a identidade e a biodiversidade amaz\u00f4nica. Neste sentido, as ideias do te\u00f3rico ind\u00edgena Ailton Krenak (2023) destacam a neglig\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Amaz\u00f4nia e refor\u00e7a a import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o por seu valor intr\u00ednseco e n\u00e3o por seu valor utilit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>As ideias de Jo\u00e3o Moreira Salles (Salles, 2022, p\u00e1g 37) ressoam nessa linha, argumentando que a ocupa\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria resulta de uma falha epist\u00eamica. A destrui\u00e7\u00e3o, segundo Salles (2023), \u00e9 facilitada pela falta de interesse, curiosidade e afeto, um padr\u00e3o repetido historicamente na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a id=\"_msocom_1\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_msocom_2\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_msocom_3\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_msocom_4\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_msocom_5\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_msocom_6\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brenda de Oliveira. Doutoranda em Est\u00e9tica e Hist\u00f3ria da Arte no PGEHA do MAC USP, Universidade de S\u00e3o Paulo. INTRODU\u00c7\u00c3O A palavra &#8220;Amaz\u00f4nia&#8221; \u00e9 abrangente e, apesar de sua aparente simplicidade, encerra uma complexidade intrincada. 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